Tuesday, 16 December 2008
nos próximos 20 anos
Saturday, 13 December 2008
Monday, 24 November 2008
Monday, 10 November 2008
Friday, 7 November 2008
Rápido
Wednesday, 5 November 2008
Preguiça não, complacência.
O elevador emperrou? Se eu estou fora, "deixa-p´ra-lá" que eu vou de escada ou eu espero;
se estou dentro, assento no chão e vou conversar no celular enquanto me tiram, ah, "deixa-p´ra-lá";
Esqueceram de mandar um documento pelo malote? "deixa-p´ra-lá", que a gente avisa de novo e dá uma atrasadinha;
O trânsito está engarrafado e você preso nele? "deixa-p´ra-lá" e convença-se de que é melhor chegar atrasado com seu carrinho lustroso a ir de transporte coletivo, hm, ônibus, aquela coisa de pobre.
O "deixa-p´ra-lá" é um dar-se de ombros tipicamente brasileiro, um comportamento de reação diante de expectativas frustradas, evitando um comportamento exacerbado ali, uma "over-reaction" aqui, evitando muita exposição de sua pessoa como sendo aquele cara que quer consertar o mundo e por isso "não-deixa-nada-p´ra-lá".
Afinal, pela mentalidade brasileira, além de nosso esporte ser o futebol, nossa bebida a cerveja ruim, nossa pimenta única a malagueta, nossa festa o carnaval, a nossa única virtude é a paciência decorrente do "deixa-p´ra-lá": brasileiro não desiste nunca, não é assim que se fala?
A arte de procrastinar mora em solo nacional, a tolerância que justifica a minha incompetência se apresenta causada pelos outros para quem eu sempre exclamo: "deixa-p´ra-lá", e passo para frente a bola da minha incapacidade oferencendo um serviço ruim, saúde ruim, educação ruim, trânsito ruim, amizade ruim, engrandecendo essa bola rolante, que se fosse de neve ao menos refrescaria esse calor infernal, essa bola rolante e gigante que em algum lugar vai explodir, e nós vamos gritar "pra frente Brasil!". Ah, se ele não for, "deixa-p´ra-lá".
Friday, 31 October 2008
Sem tempo
Há dois meses e meio chegado e a rotina da vida inglesa virou fumaça. O que eu acho espantoso é a discrição do brasileiro. Sim, discretos, eles são discretos ao menos em relação ao calor horrendo que têm de suportar. Os comentários sobre o tempo ruim são um imperativo na Inglaterra (eles deveriam é comentar menos, para não enfatizar o quão ruim o tempo de lá é). Aqui, parece que sobreviver espertamente a 35 graus e fazer de conta que está tudo bem é uma moda.
No meu bestiário particular, porquê eu voltei para o Brasil, então:
- o dolar subiu
- as bolsas cairam
- a mídia, sem assunto, forçou o papo de uma crise financeira
- a crise financeira aconteceu sem que ninguém ao certo consiga dar uma explicação plausível que um simples mortal possa compreender
- o calor senegales sugere que nos aproximemos mais da Africa-mãe, senão rebatizemos todo o continente como Africa 2.
Bons dias.
Friday, 26 September 2008
Tuesday, 23 September 2008
Saturday, 13 September 2008
Sunrise
que me ofuscam a vista com tanta luz
sobre tuas areias quentes e brancas
a vida não é mais do que um ponto
um ponto frio
no meio desse deserto imenso
um momento de alucinação
dizendo que o passado foi um sonho.
Monday, 8 September 2008
breve e bobo
Eu tenho andado mais esticado de tensão que couro de tamborim.
Até para atravessar uma rua, as mãos eram trocadas. Moedas, já confundi 2 com 5, 5 com 10 e por aí vai.
Estranho o gosto dos brasileiros pelo carro com vidros negros - parecem todos mafiosos.
Percebo: brasileiro devolve a delicadeza: diga "por favor" e eles dirão "pois não". Isso é bom.
Nem me fale de calor. Estou vivendo uma relação de mor e ódio com o clima. Mas pode deixar, o amor vence sempre, nunca falha.
Friday, 29 August 2008
Passando pra um beijo.
No mais, milhoes de comentários a fazer, nenhum tão importante que não possa ser adiado... exceto o meu beijo em todos vocês.
Wednesday, 20 August 2008
Síndrome de 2001 odissea no espaço
Wednesday, 13 August 2008
Pausa
Aos meus amigos, que mantiveram o contato comigo durante esses anos, peco perdao por nao lhes destinar mais que meu carinho e atencao (cedilha) quando do meu retorno, uma vez que toda sorte de imposicoes (cedilha) e imprevistos acontecem relativamente aas bagagens e ao money. Sumarizando: sem imans de geladeira pra todo mundo. I am really sorry.
Mas tao logo eu volte, poderei entao me atrever a convida-los para um jantar na cidade, ou ate mesmo uma cerveja no boteco da esquina, quica (cedilha, cedilha, cedilha pelamordedeus).
De qualquer forma, peco (cedilha) que torcam (cedilha) por meu retorno seguro.
Um cedilha (abraco) a todos.
Tuesday, 12 August 2008
Valeu muito a pena - ate quinta, se Deus quiser.
Discuto com minha mae, desesperado, tentando ver onde foram parar os 25 quilos de roupa que eu mandei antes de viajar, e como soe ser, sinto-me o responsavel por tudo estar dando errado. Minha mae, no final me consola: "para de bobagem, isso se resolve", e eu olho para as duas malas estupidas e elas encolhem: eh mesmo, isso eh ridiculo.
Peter chega lepido e fagueiro, e ajuda a limpar gavetas, por o lixo fora, revisar se a papelada que vai no lixo era importante ou nao. Amigos anjos da guarda.
A cada papel, foto, gadget, uma lembraca dos ultimos 4 anos. Isso foi o mais estressante de tudo, o de relembrar bons momentos atraves de miudezas e ter de joga-las fora em nome de uma bagagem mais leve e uma memoria mais saudavel. Nao sem antes chamar todos os avioes do universo de "invencao filhedaputa", olhando as malas...
Quase 10 horas da noite, e a campainha soa. Para minha surpresa, completando o bagaco emocional em que me transformei ao longo do dia, Richard aparece, sem saber que eu estava de partida. Desde o dia em que ele me infernizou por nao querer sai pra celebrar o meu Viva, impliquei feito menino e nao mandei cartao de despedida. O resultado eh que agora, vendo-o ali na minha frente, de surpresa, eu chorei feito um garotinho, choro contido, porque jah nao tenho muita lagrima nao. Choramos juntos.
Peter por perto faz o ambiente mais light, coisa de anjo.
Ficamos conversando, eu absolutamente exausto, vendo os dois pela ultima vez.
"Que povo estranho", penso eu.
Penso assim, mas choro, e ainda choro agora ao escrever, pensando que vou sentir falta deles.
Volto a ficar sozinho, calculando o peso das malas e lamentando nao ser estupidamente rico, sim, quase que magicamente rico, para poder pagar pelo transporte de miudezas e lembrancas, de amizades e momentos inesqueciveis.
Adeus, minha Inglaterra.
Monday, 11 August 2008
Melee
I've looked for love in stranger places
but never found someone like you
someone whose smile
makes me feel I've been holding back
and now there's nothing I can't do
cause this is real, and this is good
it warms the inside just like it should
but most of all
most of all, it's built to last
it's built to last
all of our friends
saw from the start
so why didn't we believe it too?
now look, where we are
you're in my heart now
and there's no escaping it for you
cause this is real, and this is good
it warms the inside just like it should
but most of all
most of all, it's built to last
walking on the hills at night
with those fireworks and candlelight
you and I were made to get love right
cause this is real, and this is good
it warms the inside just like it should
but most of all
most of all, it's built to last
cause you are the sun in my universe
consider the best when we felt the worst
and most of all, most of all
most of all, most of all,
most of all. most of all
it's built to last
Friday, 8 August 2008
China nao II

Há fortes argumentos contra o fato de a China ter sido premiada para sediar os Jogos Olímpicos. A China pratica uma autocracia interna sangrenta e uma política internacional agressiva, igualmente banhada em sangue. Não somente se recusa a voltar atrás nos incidentes de 1989 como também continua mantendo no cárcere alguns dos protestantes. Continua reprimindo agressivamente as minorias religiosas, incluindo cristãos, muçulmanos, e até mesmo minorias religiosas pertencentes a cultura chinesa milenar. Mantém a ocupação no Tibet e continua reclamando a posse da ilha de Taiwan. Patrocina ditaduras assassinas como o Sudão, fornecendo-lhes subsidios e armamentos para prática de massacres.
Não sei o que moveu o comitê olímpico a escolher a China. Espero sinceramente que as olimpíadas sejam um fiasco, espero que o apelo do presidente francês Nicolas Sarkozi seja ouvido e a Europa não envie seus jogadores.
Se for útil lembrar, a mesma situação ocorreu uma vez, em agosto de 1936, quando durante duas semanas a ditadura nazista de Adolf Hitler camuflou seu caráter militar e racista enquanto sediava na Alemanha os Jogos Olímpicos. O evento se destinou a chamar a atenção da mídia, vendendo uma imagem de uma Alemanha calma e tolerante. Com a aceitação dos jogos e a negação ao boicote naquela época, alguns autores comentam que os Estados Unidos perderam a chance de confrontar Hitler numa resistência internacional contra a tirania nazista. Após as olimpíadas de Hitler, a perseguição de todos os “inimigos do estado” e a violenta política expansionista acelerou, culminando na segunda guerra e nas chacinas de judeus.
Os mais puristas que me perdoem, mas não consigo olhar para essa cena e só pensar no valor da humanidade que disputa seus limites físicos numa grande festa Olímpica. A propaganda de mansidão chinesa é que está em jogo, eu eu torço para que o regime chinês atravesse um vexame histórico, antes de acelerar em direção a uma guerra. Ao menos a história não se repetiria.
Thursday, 7 August 2008
A pimenta e o azedo
Amigos me convidam para um jantar num restaurante paquistanês.
Para dar uma idéia da minha falta de paciência com as coisas e com as pessoas nesses últimos dias, tão logo eu cheguei no restaurante escolhi meu prato e pedi também que ele não contivesse nenhuma pimenta. Ou seja, foi o equivalente a ir numa churrascaria e pedir um filé de peixe qualquer.
O prato veio, mas veio horrível: foi como perceber que o rei estava nu. “Sem a pimenta queimando a boca e os lábios, a comida paquistanesa é sem gosto, sabor, textura”, pensei. “Além do que é ‘overcooked’ também, uma pasta amorfa”, completei. O meu prato estava muito pior do que o pior bobó de camarão que eu jamais pudesse ter provado.
O restaurante, aparentemente um restaurante fino, estava lotado de ingleses queimando suas bocas no desafio de tentar comer alguma coisa. Todas as janelas estavam fechadas para garantir o efeito de finesse: fazia-se de conta ser de noite, e no teto pintado de preto, leds luminosos imitavam um provável céu noturno de Kashmir, - enquanto lá fora era dia num calor de 28 graus celsius. Esse ar de disneilândia “paqui” acentuava ainda mais ruindade de tudo aquilo.
Em algumas paredes, cobriando-as de piso ao teto, impressionantes baixos-relevos esculpidos em madeira pesada decoravam a cena. Nenhum desses efeitos especiais, entretanto, me convenceu de que aquilo era um restaurante sério. Mais uma vez, ali estava alguém que misturava pimenta, cardamomos e outras especiarias de forma descuidada na comida, e se dizia um chef. E todos nós, pobres clientes, eramos chamados a dizer amém, qualificando aquele lixo apimentado de comida.
“Pode ser apimentado, mas quem está azedo aqui é você”, disse a mim mesmo, na voz do meu alter-ego, super-amigo, que sempre aparece nas piores horas para me atormentar. E enquanto eu observava com um rabo de olho a dificuldade dos outros em comer, eu dizia a mim mesmo que não, que eu gosto de comidas com pimenta sim, como por exemplo, as deliciosas variações do Kimchee sul-coreano, as apimentadas paellas espanholas, as ricas comidas da Bahia, as pimentas cheirosas de Minas. O que nao da pra engolir eh a comida mal-feita se passando por boa. Ademais, olha que maravilha, eu comi aquela coisa insossa ali sem ficar com a boca toda pegando fogo, e sem me angustiar para tomar água ou limpar minha língua com o chapati.
Senti como que uma libertação quando um dos meus amigos comentou que achara a comida ruim, ao final. Eu tinha certeza de que era ruim mesmo. Mas não disse nada, tentando me convencer de que eu não estava mal-humorado.
Caminhamos para fora do restaurante, enquanto minha cabeça armava um novo mistério: “se eu parei de fumar para respirar melhor e então eu engordei 10 quilos, hoje continuo entao arfando para conseguir carregar esse peso todo... Quem sabe eu nao volto a fumar?”
Wednesday, 6 August 2008
PARABENS!!!!!
come to me
i'll take care of you
Vem pra mim, eu tomarei conta de voce.
protect you
Eu te protejerei.
calm, calm down
Acalme-se, acalme-se
you're exhausted
Voce estah exausto.
come lie down
Venha e deite-se,
you don't have to explain
Voce nao precisa explicar.
i understand
Eu entendo.
you know
that i adore you
Voce sabe que eu te adoro.
you know
that i love you
Voce sabe que eu te amo.
so don't make me say it
it would burst the bubble
Entao nao me faca dizer que a bolha vai estourar
break the charm
quebrando todo o charme
jump off
your building's on fire
Saltando todos os incendios (que voce inventou)
i'll catch you
i'll catch you
Eu te pegarei, eu te pegarei
destroy all that is keeping you down
E destruirei tudo o que esta te mantendo pra baixo
and then i'll nurse you
i'll nurse you
E entao eu vou te curar, eu te sararei
come to me
i'll take care of you
Vem pra mim, eu tomarei conta de voce,
you don't have to explain
i understand
Voce nao precisa explicar, eu entendo.
Sunday, 3 August 2008
Coisa d'outro mundo
"-Na verdade, eu me orgiulho de soh ter pegado gente muito boa... Gente ruim, sei lah, eu via de longe que nao renderia, e pulava fora, mas gente boa, ah, pois sim, pra gente boa eu sempre tive o faro. Pois nao eh que, entao, assim, minhas memorias sao todas muito felizes, soh de pessoas com um algo mais, estranhas, como soe ser para um ET, como eu, esse estranhamento que nao dura muito. Eu e meus estranhos amigos.
Saturday, 2 August 2008
Saudade
Com todos eles, que me embalaram num sonho, no passado.
Com os quais eu me mantive em pe anos atras.
Eu quero ve-los de novo, e abraca-los, quase tao voluptuosamente como se eu abracasse uma namorada - estou enamorado de cada um deles em especial.
Durante tanto tempo pude revisar o quao bons amigos eles foram, confirmando meu amor e me fazendo aprender.
Esse eh um dos lados bons de voltar.
Chansing pavements even if they lead nowhere.
Friday, 1 August 2008
Suddenly you find yourself alone... half a minute!
Thursday, 31 July 2008
Monday, 28 July 2008
O dia em que eu enfreitei um ladrão.
Eu durmo de pijamas. Se não houver pijamas, nem que seja de cuecas, 'mas pelado eu não durmo', pensei, obstinado, me convencendo diante de uma temperatura de mais de 28 graus. Olhei para a gaveta e apanhei a primeira cueca confortável, que curiosamente, é a coisa mais brega que já tive em minha vida: estampada nela, em toda extensão, está a bandeira do UK, e o desenho formado no 'bulge' pelas tiras da bandeira, acentua o ridículo ao vestí-la. Comprei-a num ímpeto, de gozeira. Mas nem quis saber: ela é confortável, e então lá estava eu de cuecas britânicas.
Completando o quadro, eu houvera trazido do Brasil uma genuina camiseta comprada num camelô da rua Espirito Santo, em Belo Horizonte: feita num tecido furado. Sim, furado, não é 'furadinho' não, que os buracos nela são gritantemente grandes. Em sendo uma camiseta de cor azul, a pele clara sob os buracos faz uma visão apavorante, alguém que tivesse levado vários tiros de revolver, um zumbi, coisas do gênero. Possivelmente foi a coisa mais feia que eu já adquiri na vida, mas, novamente, muito confortável .

Quadro completo, cueca de bandeira, camiseta com furões, junte-se a barba por fazer, uma leve protuberância abdominal (eufêmico, não?) uns chinelos que de confortáveis parecem duas pranchas: pronto, esse era eu, num momento trash-íntimo, querendo pegar no sono, mas fritando até umas duas da manhã sobre a cama. Foi por volta desse horário que o invasor escalou o encanamento exposto (aqui se expoem os encanamentos) da lateral do edifício, subiu até o primeiro andar, e invadiu a janela do baneiro, que eu deixara aberta due to the hot temperature.
O invasor foi digno do meu uniforme de 'monstro indo dormir', quero dizer, ainda bem, o invasor era um arrombador bem ruim, muito ruizinho mesmo, e bateu com o pé na base da janela fazendo com que as garrafas plásticas de xampu viessem abaixo, num barulhão.
O que se seguiu eu vou sumarizar para evitar muita exposição da minha parte e tédio do leitor, mas não sei dizer qual de nós estava mais assustado. Bem, provavelmente eu, que comecei a gritar.
Sim, gritei.
Não gritei 'Help' ou 'Socorro'.
Só gritei, bem alto, algo parecido com um estertor: 'Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh'.
Incrível eh que nessas horas os segundos vão em slow motion: gritei umas 5 vezes ou 6.
A cada berro meu, eu olhava nos olhos do ladrão e via seu rosto. A cada grito, ele se contraía de terror, levando as mãos ao rosto.
Prefiro pensar que atrás de mim os anjos do Senhor fizeram fila, e apareceram, sem que eu percebesse, para o ladrão, tamanho o terror que o cara ficou. Moveu-se de costas até a saída de incêndio, abriu-a, e disparou escada abaixo.
Segurando meu coraçao para não sair pela boca, fui pro skype, conversei com Tulim, me acalmei, e em seguida chamei a polícia.
Fui dormir às 5 da manhã, porque o policial fez um milhão de perguntas e escreveu 5 laudas de ocorrência.
Descrevi tudo o que acontecera, e o policial sempre arrazoando novas questões:
'Como o criminoso estava vestido?'
E eu: 'escuro, top azul escuro, calças dark jeans'.
Curiosamente - e nem tinha mesmo qualquer motivo pra isso - não mencionei como EU estava vestido, mas não sei porque algo me diz que aquele moço, ladrão ruim de primeiro mundo, tomou o pior susto da vida dele quando me viu de bandeiras, barrigudo e esburacado. Os meus berros devem estar ecoando na cabeça dele até agora.
(uma observacao: no UK ladroes usam faca, ao inves de armas. Ao que eu saiba, esse ladrao aih nao tinha faca, soh um estilete na mao, para abrir portas)
Thursday, 24 July 2008
Sunday, 20 July 2008
Tony Orlando and Dawn

I'm comin' home, I've done my time
Eu estou voltando pra casa, eu jah fiz minha vez
Now I've got to know what is and isn't mine
Agora eu tenho de saber o que eh meu e o que nao eh
If you received my letter telin' you I'd soon be free
Se vc recebeu uma carta dizendo que logo logo eu estaria livre
Then you'll know just what to do if you still want me
Entao vc sabera o que fazer, se vc ainda me quer
If you still want me
Se vc ainda me quer
CHORUS:
Tie a yellow ribbon 'round the old oak tree
Amarre uma fita amarela em volta da velho carvalho
It's been three long years
Foram tres longos anos (QUATRO, meus amigos!)
Do you still want me?
Vc ainda me quer?
If I don't see a yellow ribbon round the old oak tree
Se eu nao vir a fita amarela em volta do velho carvalho
I'll stay on the bus
Eu ficarei no onibus
Forget about us
Esqueco de nos
Put the blame on me
E jogo a culpa em mim
If I don't see a yellow ribbon round the old oak tree
Se eu nao vir a fita amarela em volta do velho carvalho
Bus driver, please look for me
Chofer, por favor, veja para mim
'Cause I couldn't bear to see what I might see
Por que eu nao poderia suportar o que eu poderia ver
I'm really still in prison, and my love she holds the key
Eu ainda estou na prisao, e meu amor tem a chave
A simple yellow ribbon's what I need to set me free
Uma simples fita amarela eh o que eu preciso para me libertar
I wrote and told her: please
Eu escrevi e disse a ela: por favor
REPEAT CHORUS
Now the whole damn bus is cheering
Agora todo o danado do onibus esta aplaudindo
And I can't believe I see
E eu nao posso acreditar no que eu vejo
A hundred yellow ribbons 'round the old oak tree
Uma centena de fitas amarelas em volta do velho carvalho
I'm comin' home
Eu estou indo pra casa
(como no Brasil carvalho eh raro, tah valendo um pezinho de hibiscus tambem, hehehe)
Almoco (onde estah o meu ce cedilha?)
Tulim me diz que é desnecessário um regime agora, porque uma mudança internacional tem coisas mais importantes com o quê se lidar e, afinal, eu não vou concorrer a nenhum concurso de beleza. Portanto, segundo ele, posso voltar sem um regime, que o Brasil mesmo me emagrece.
Concordo com o argumento do meu querido, e resolvo a caminhar até o restaurante no Pounds Forge. Coloco para ouvir “La bohème”, do doutor “Jacó” Puccini, italiano e muito dado a exageros românticos, mas me pareceu bastante que combinava com o dia claro, céu raro azul e sol.
A música me leva pelas ruas. Odeio a expressão “flâneur” por pura implicância de a ouvir sendo falada por arquitetos para complicar coisas simples, sobretudo os que nunca realmente leram Baudelaire. Mas sou, assim, sem culpa nessa hora, um “flâuner”, um “stroller”, melhor dizendo – ou melhor ainda, em português curto e grosso: um simples andarilho, hedonista e sem rumo (fica mais simples assim, e sai fora das inumeráveis e confusas classificações inúteis.)
Meu passo é tão devagar e relaxado que eu tropeço as vezes no bico do meu próprio pé – sim, tenho pé grande – e eventualmente pareço um pateta, muito embora meus inimigos digam que não é eventualmente. Vou me desculpando por ostentar, como o Drummond, um Elefante que sou, e não ando disfarçado nele, coitado – eu sou o elefante, ele mesmo, mas me perdoo de o ser assim e de ir me esbaldar num restaurante bom. Tudo por obra e graça dos conselhos de Tulim, meu mais indulgente amigo nessa hora.
Almoço muito bom. Achei tudo melhor que de costume, claro, comida anglo indiana, que se fosse inglesa mesmo não faria sentido comentar. O restaurante fica numa antiga repartição do serviço público de águas da cidade, um prédio eclético, decorado com riqueza e mal gosto, mas o resultado da adaptação foi até satisfatório.
Juntei a música que ouvia, minha aceitação perdulária por mim mesmo, a saciedade da fome e o prazer do sabor, e desci as escadas da grande portada do edifício de mãos nos bolsos, satisfeito e feliz.
Em questão de segundos (isso é muito comum por aqui), um vento frio trouxe nuvens escuras, tirou a luz do sol, e eu tomei o Tram para casa com aquele sono de quem quer “siesta”. La Boheme continua a tocar. No momento de “quando me vou..”, relembro o comentário deixado aqui por outro carinhoso amigo da net, o Helinho, hoje cedo (ou, eu suponho, 1 da manhã de nova York, onde ele mora). Tento relembrar do que ele disse, palavra por palavra, enquanto vou vendo a cidade passsando silenciosa e lenta. Numa parada do tram, entra um senhor, ginger, de aparência estranha, todo tatuado e cheio de piercings, coisa inglesa. Na minha cabeça vem as palavras do Helinho, comentando sobre esse blog: “Tem dias que eu entro aqui e nem tenho coragem de comentar. É vc falando que todo mundo é filho da puta, que tudo é uma merda, com uma verdade tão grande que eu tenho até inveja.”
Fico repetido mentalmente “que todo mundo é filho da puta... que tudo é uma merda...” e de novo a conjunção da música, bem-estar e desejo de dormir me faz cair no riso, aberto, assim, um doido com fones de ouvido e rindo. O riso persistente, vou me perdoando por aparentar ser tão “grumpy” no blog, me achando um maluco, mandando todos à merda - um stressado. Justifico pra mim mesmo que o cansaço do final do doutorado, foi a causa e observo a minha tendência – que tenho controlado- de achar que tudo é fácil de conquistar depois que eu conquistei – e, exato nessa hora, aí eu desvalorizo. Compreendo que isso me joga na posição de tentar explicar “o caminho das pedras” para os outros, mas ao mesmo tempo me joga numa falta de objetivos, e –ah!- viver sem objetivos para mim é doloroso, já disse isso num dos livrinhos que encontrei, ao modo de Miguel de Cervantes traduzindo Dom Quixote, que a vida em si é um tédio e precisa de objetivos...
Continuo com o comentário do Helinho na cabeça, e agora eu rio tanto que o senhor que parece um buldogue de pierciengs está achando que estou rindo dele.
Oops, melhor eu parar de ser feliz tão explícito assim. Além de me render um texto de blog piegas como esse, ainda corro o risco de levar uma porrada aqui nesse metrô.
Friday, 18 July 2008
Leaving on a jet plane
I'm ready to go
I'm standin' here outside your door
I hate to wake you up to say goodbye
But the dawn is breakin'
It's early morn'
The taxis' waitin'
He's blowin' his horn
Already I'm so lonesome
I could die
So kiss me and smile for me
Tell me that you'll wait for me
Hold me like you'll never let me go
cause I'm leavin' on a jet plane
Don't know when I'll be back again
Oh babe, I hate to go
There's so many times I've let you down
So many times I've played around
I tell you now, they don't mean a thing
Evr'y place I go, I'll think of you
Evr'y song I sing, I'll sing for you
When I come back, I'll bring your wedding ring
So kiss me and smile for me
Tell me that youll wait for me
Hold me like you'll never let me go
cause I'm leavin' on a jet plane
Don't know when I'll be back again
Oh babe, I hate to go
Now the time has come to leave you
One more time
Let me kiss you
Then close your eyes
I'll be on my way
Dream about the days to come
When I won't have to leave alone
About the times, I won't have to say
Oh, kiss me and smile for me
Tell me that you'll wait for me
Hold me like you'll never let me go
cause I'm leavin' on a jet plane
Don't know when I'll be back again
Oh babe, I hate to go
But, Im leavin' on a jet plane
Don't know when I'll be back again
Oh babe, I hate to go
Linda Musica, mas nao tem nada a ver comigo: estah tudo desembalado, eu nao sei o que levar, vou ter de jogar meio mundo fora e nao tenho ninguem pra fazer serenata de manha de madrugada antes de partir.... Vidinha, so^!
Tuesday, 15 July 2008
Da Bulgaria para o mundo
Isso me lembra a Denise, cuja uma amiga, ao indagar sobre um CD de Maria Callas numa loja, foi corrigida pelo vendedor muito sabedor das coisas: " a senhora quer dizer Mariah Carey, ao inves de Maria Callas"...
Monday, 14 July 2008
Livros de ingles ruim
Pareco mesmo que trabalho neles, na limpeza.
Encontro todo dia um objeto, e o levo para o cloakroom, para que seu dono o reclame.
Mas antes, como paga, dou uma pequena observadinha - daquelas olhadinhas sordidas, invasiva da vida alheia - claro, soh quanto se tratam de livros, folhetos ou revistas - que outras coisas eu nao olho nao.
Pois sim, recentemente encontrei o divertido livro de Lynne Truss, famoso aqui pelo titulo "Eats, shoots and leaves" ("Come, atira e sai"). Lynne eh uma ardorosa defensora da pontuacao correta, coisa que, em ingles, pelo fato de a lingua ser marcada no tempo (ou "time stressed", como gostava de dizer uma professora minha) faz uma notavel diferenca. O livro explicava rapidinho a origem do nome, pois na capa um urso panda, subindo numa escada, apagava com tinta a primeira virgula do "Eats, Shoots and Leaves" do titulo no alto. Por dentro, a simpatica historinha:
Um panda entra num cafe. Entao ele pede um sanduiche e depois de come-lo, de repente ele tira um revolver e dah um tiro para cima e sai andando em direcao a saida. "Por que?" pergunta o garcon confuso que o atendera. O panda entao retira das algibeiras um dicionario muito mal pontuado e joga-o para o garcon dizendo: eu sou um Panda, procure ai o significado de um panda.
E o garcon, olhando o verbete, percebe que o panda tem razao: "Panda. Large black-and-white bear-like mammal, native to china. Eats, shoots and leaves."
Ri bastante dos exemplos e exatamente no dia seguinte encontro um outro classico ingles digno de nota. Bem, primeiramente tenho que confessar que invejo de ficar verde os blogs inteligentes que comentam um ou outro autor ingles, e aqui e acola soltam seus "quotes" sapiencais. Nao eh o meu caso, nem parece ser minha sorte, pois no dia seguinte encontrei o mal livrinho que parodiava o livro de Lynne Truss. O author se chama curiosamente A. Parody e o livro intitula-se "Eats, Shites and Leaves" ("Come, caga, e sai") - vejam soh, eu queria ser um moco fino, nao devia ter traduzido isso, eh infame.
Mas eh deliciosamente infame, porque trata-se de uma colecao de erros de ingles, assim, espalhados na cara de todo mundo. E nos, brasileiros, os aceitamos com reverencia, e tripudiamos dos chineses com seus displays legendados para as olimpiadas (nota: ver abaixo uma imagem desses displays).
A capa do pequeno e miseravel livro jah anuncia: "Crap english and how to use it".
(Ingles de merda, e como usa-lo)

Dentre outras coisas, o livrinho continha:
Bom, esse post ficou longo. Depois comento de outro livrinho que achei, simplesmente chamado " O sentido da vida", e um outro "como viver eternamente".
Comparativos de proverbios:
proverbio antigo: "Beauty is in the eye of the beholder."
Versao contemporanea: "Beauty is in the eye of the beer holder."
Proverbios safados: "A clear conscience is usually the sign of a bad memory"
Displays que nao tem o menor sentido (esta cheio deles por aqui) como:
"This door is not to be used as an exit or an entrance"
ou ainda
"100% pure all-natural fresh-squeezed juice from concentrate."
Ou esse, de uma senhora se oferecendo como empregada:
"Tired of cleaning yourself? LET ME DO IT."
ou coisas mais cabulosas como:
"Whiskas - nine out ten owners said their cats preferred it", e ainda essa, numa oficina de carros:
"Auto-repair service: try us once and you'll never go anywhere again"
Enquanto isso, na China:





Essas olimpiadas prometem...
Friday, 11 July 2008
Depoe
'Mas o choro, no fundo, eh egoismo puro, pura alto-compaixao, excesso de amor e de sentido as minhas proprias e comezinhas coisas. Depois da primeira impressao de ser um ser sensivel aquele que chora, o choro depoe contra quem chora."
Mais umas frases do livrinho abaixo.
Thursday, 10 July 2008
tratado do choro
Descubro que o meu choro - quando eu choro - trata-se da mais profunda revolta: meu choro, mais que um protesto, eh um amaldicoar a vida. Sim, da vida, do que se tem e nao se pode transferir como experiencia. Meu choro eh minha morte sobre o mundo, morte antecipada, aonde eu digo: 'mundo, eu te rejeito', qual uma crianca rebelde.Depois traduzo mais e vou colocando aqui.
...meu choro eh a recusa do mundo, eh jogar sobre o mundo, sobre as circunstancias e sobre as pessoas, sobre as estrelas, as galaxias e universos, meu imenso desdem por suas imperfeicoes, por suas injusticas, por suas ridiculamente pateticas adaptacoes. Meu choro desdenha de Deus depois que comeca e o pranto nao o toca mais. Fosse Deus tocado por meu pranto e talvez eu parasse.
... o choro eh uma dobra sobre o cotidiano, dentro da qual protestamos num lamento amargo a realidade. O reclame eh sempre o mesmo: a realidade eh injusta.
E depois de todos chorarem, o brinquedo de Deus estragou, por que ninguem mais queria mesmo viver.
Lagrimas para todos.
Wednesday, 9 July 2008
A polite notice
Se doradiante eu nao vir nada frutificavel naquela latrina onde voce despeja suas coisinhas achando que o mundo se importa com o que voce pensa
ou voce eh sem nenhuma justificacao,
Entao eu vou arrancar essa merda desse seu link do meu blog, porque seu blog nao me acrescenta nada, soh as suas fofoquinhas de tv e outras parcimonias comesinhas.
Favor tomar vergonha,
e tomar no cu.
Uma celebracao antecipada a vida, tal como ela vai ser
Seja a minha, seja a sua vidinha de merda,um brinde a esse excesso de esperanca
por uma ilusao tao estupida de felicidade que nao vai ocorrer nunca.
Brindemos, sobretudo, a essa coisa contemporanea (dita pos-moderna anos atras) chamada " o outro".
Brindemos aos "outros", aos demais que nao eu,
bridemos num espumante egoismo ebrifestante,
venenosamente respingante,
derramando sobre "o outro" esses respingos de amargor,
concedendo a eles a culpabilidade de um universo de merda
(claro, nosotros somos sempre bacaninhas e nao temos evidentemente nada com isso).
Um brinde a tudo que merece ir a merda!!! (Incluindo a mim mesmo nessa hora - antes que alguma mente brilhante e original o faca nos coments).
Vamos todos a ela, a merda.
Tuesday, 8 July 2008
Lembrando
Nao ha nada de especial no dia lah dentro da minha alma.
Pelo contrario, caminho sem vontade, quase um zumbi.
Mas do lado de fora, um ceu azul profundo, cortado de pequenas nuvens que se movem preguicosamente e sao lambidas por um dourado de sol.
Eu me sublevo por qualquer motivo, num estado desses.
Basta eu ver, por exemplo, um tijolo mal colocado numa parede e sou arremessado, na memoria, em palavrorios filosoficos mal urdidos que escutei no passado, vendidos como perolas de saber, que eu comprei calado, e agora, ja mais velho, vejo que valem tanto quanto coco de bode (ele eh rolico, igual uma bolinha, nao eh?).
Uma restia de sol mais forte me faz insurgir quanto a mim mesmo.
Porque me lembra que eu ofereci tanta resistencia a essa gente que nunca merecia nenhuma resistencia. Irrito-me ao ver que sempre me irritei, e que no Brasil, se voce falar que 2+2 eh 5 afavelmente serah crido e ao inves, se falar que o resultado eh 4 um pouco mais seco, sera descrido.
O brasileiro evita confrontos - sua educacao falsa nao permite isso.
Um gramado florido de margaridas espertas, daquelas que nascem a toa, eh a unica lembranca boa.
A dos amigos, poucos, feitos com muito tempo, aqueles a quem nao eh necessario posar de filosofo nem resistir a ignorancia e a preguica.
Nascem assim, descuidados aparentemente, e invadem a lembranca com a mesma alegria e esperteza das margaridas e do sol do dia la de fora.
Expulsam o zumbi de chumbo em que eu andara disfarcado.
Sunday, 6 July 2008
Issimo
acho que eram essas as palavras de Fernando Pessoa que concluia:
'Cansadíssimo, íssimo, íssimo.'
Talvez resultado de um rivotril tomado a socapa para evitar sair e beber de novo: hoje, saio de um almoco Koreano legitimo, olho as lojas fechadas no domingo - somente os pubs abertos:
alcool, drogas, cigarros, tudo o que for para tornar menos tediosa a vida mediocre de um pais endinheirado, tanto melhor.
'A vida é um tédio, e viver sem imaginação é um chute de coturno no meio das bolas', penso.
Tanto que é tédio, que vários são as desculpas para que deixemos que os dias passem e nos deixem, nos deixem menos empobrecidos pelo grande e absoluto nada em que se transformará a mais heróica das ações, o mais dedicado dos trabalhos ou o mais anódino servico parvo de funcionário público ruim.
A vida dá tédio.
Viver causa essa sensação de vazio, que se preenche modificando-se os sentidos, por bebiba, marijuana, quimicos, barbitúricos, venenos, orgasmos proximos a morte.
Um imenso tédio de nos mesmos, a nos mover a fazer musicas, artes, arquitetuta, todas mediocres, adequadas a esse grande tedio.
Alguém disse uma certa vez que essa é uma necessidade artistica de segunda ordem que move os nossos contemporaneos, para aplacar o grosso do tedio da populaão e camuflar a enorme mediocridade em que se alinham as familias, pessoas, trendies, grupelhos cosmopolitas em feixes radicais, facistas disfarçados.
Sou atrevido de achar, diferentemente de Nietzsche, que não houve uma necessidade artistica de primeira ordem no passado. Passeando pelo Museu Britânico, vendo os objetos da Grécia antiga, meus olhos vítreos enxergam o mesmo desespero com a existência, a arte como um pedido de que os dias passem e nos deixem, um brinquedo para fazer esquecer a morte que vem breve.
Tuesday, 1 July 2008
Joao Villaret
Jah havia ouvido Villaret em outras recitas, mas nunca imaginei que esse poema de Jose Regio, Cantico Negro, fosse tao vociferantemente espumante assim. Espero que gostem:
Tuesday, 24 June 2008
Partida proxima
Tudo por culpa da partida.
Minha alma tem me feito fazer coisas estupidas.
Por culpa dela, vou ao centro da cidade por puro impulso consumista, nao compro nada, e retorno a peh para casa, me gabando de ter economizado 1 pound do tram.
Por culpa dela, retorno a cidade determinado a gastar, e depois de horas pesquisando, compro um protetor para o ipod, de 16 pounds, e volto para casa me achando infinitamente pobre por ter gsto aquele dinheiro todo.
Por culpa dela, um oculos que custou 2 pounds (e nao valia nada)mas era o meu predileto, comprado em York, quebrou, e eu quase choro histericamente como que amargando a perda de um filho.
Por culpa dela, olho os meus pertences e sinto uma vontade louca de largar tudo pra tras, voltar de maos abanando, carregando soh minha carteira e o passaporte.
Por culpa dela, mais uma vez, sinto vontade de voltar sem dizer adeus pros amigos, para evitar as cenas melodramaticas e as frases que sempre me ocorrem dentro da cabeca nessas horas: "olha, eh a ultima vez que vc ve esse cara!"...
Estrangeiro e turistas sao fantasmas. Mas as almas dos estrangeiros, como a minha, padecem desse desajuste de valores, alienando todas as experiencias vividas antes da hora da partida.
Sunday, 22 June 2008
Droga
“Que conivência é essa que homens fardados se unem a traficantes de outra favela?”, questiona. “Arrasaram com nosso coração, destroçaram a nossa alma, acabaram com a nossa dignidade, último respeito. Que brasileiros somos nós?”
E eu respondo: somos uns filhos da puta, dona. Todos, sem excessao. Eu, por nao fumar, mas ser conivente com amigos que fumam essa merda. E eles, por fumarem e olharem soh pro seus umbigos de merda centro do mundo.
Mas eu prometo aa senhora, dona, que quando algum viado desses acender um cigarro de maconha na minha frente, eu vou ser menos "bacana" e tolerante e vou protestar, por mais que me chamem de babaca. Babacas sao esses filhos da puta de classe media que alimentam essa industria de bosta, que nos faz todos cumplices. Desculpa, dona.
Dancing
Friday, 20 June 2008
Thursday, 12 June 2008
Mentira conveniente
Que os "Estadzunidos" tenham se desleixado com sua politica internacional, fazendo com que os americanos sejam antipatizados all over the world, eu culparia os seus sucessivos governos. Mas agora, com o tal Gore e as mentiras regulares acerca do aquecimento global (qual aquecimento? o ano de 2008 provavelmente sera o mais frio da decada) e a raiz muculmana do Hobama, os americanos podem se fritar de vez e atolar o pais numa lama soh.
Que nao respingue no Brasil.
Monday, 9 June 2008
If I ruled the world
Tony Bebbet, 1970.
That's the way the things go here...
Sunday, 8 June 2008
Eh o que tem pra hoje
Agora esse outro eh uma homenagem aos milhoes de brasileiros que acham que sabem falar ingles. Trata-se de uma cancaozinha folclorica irlandesa que conta a historia de um passarinho tentando se safar de um bando de gatos. A traducao fica por conta daqueles faladores de "ingreis"...
Passar bem.
*nota: repare como a serie televisiva A&E biografias, no youtube, soh apresenta biografia de criminosos, estripadores, serial killers, dentre eles, Maria Brown e Judy Garland....
Friday, 6 June 2008
Thursday, 5 June 2008
Wednesday, 4 June 2008
Blockbuster fuck off
“Só somos parecidos na superfície”, afirma. “E, é em nossas diferenças que conseguimos encontrar algo que represente melhor nossa identidade.” Nos EUA, a realidade já corresponde à visão de Anderson. Empresas como a Amazon e a Rhapsody chegam a obter quase 45% de seu faturamento a partir da venda de itens que, pelo modelo pré-internet, não têm espaço nas prateleiras."
Blockbuster de cu eh rola.
Tuesday, 3 June 2008
Sintática e semânticamente louca
Aqui, ao longo de 4 anos, fui pondo abaixo alguns mitos estúpidos que nos contam, quando somos jovens acerca da língua inglesa. O primeiro é o mito de que “o inglês é fácil”. Cada vez que lembro de alguém dizendo isso, me ocorre o que eu pensava, em silêncio: “esse SEU inglês deve ser realmente fácil”.
Coisa nenhuma de fácil. Uma língua cuja pronúncia se estressa no tempo, cuja gramática é absolutamente fragmentada, e o pior: um vocabulário sem raiz no latim, para o pesadelo de todos falantes do português. Essa pronúncia se complica ainda mais, quando elementos de história a modificam, justificam, modelam. Uma língua que, contrária a lingua regrada que é o português, não segue regras lógicas, tanto na pronúncia quanto na gramática ou no significado de seu vocabulário. Louca, sintática e semânticamente louca.
Outro mito é o de dizer que o inglês é a língua mais falada no mundo, seja na acepção de um mundo comercial ou cultural, ou o que seja, ainda mais justificando: “o inglês tornou-se universal porquê é fácil.” Entretanto, se a Polônia dominasse o mercado historicamente como os países de lingua inglesa o fizeram, tenho certeza que no Brasil os adolescentes estariam hoje nos torturando com baladas cantadas em polonês.
Para aumentar meu complexo de inferioridade, vou lhes contar um pequeno caso. Há alguns anos, eu não tinha à mão o Skype e o MSN nem uma boa conexão tanto para bater papos quase diários em português. Num dia em que eu estava quase enlouquecendo de saudades do português, uma amiga me apresentou uma colega sua que estudava português. Meu sorriso de felicidade e encantamento por aquela menina quase me comprometeu, tão ávido eu estava para falar minha lingua e ser entendido. Ela também pareceu feliz, o nosso encontro era um encontro feliz. Logo nas primeiras palavras, a decepção caiu feito um véu sobre meu sorriso estúpido: o sotaque dela era o de Portugal. Sim, isso é estúpido, Deus sabe que eu amo Portugal, mas naquela hora eu queria o sotaque em português brasileiro. Foi assim que me dei conta de que norte americanos, australianos e outros falantes da lingua inglesa iriam se sentir da mesma forma se conversassem comigo e ouvissem o meu tímido inglês britânico. Por exemplo, a Ana, toda vez que eu e ela conversamos e meu amigo Peter está perto, sente esse drama. Ela vai “Pírer”... Eu, “Pítâr”...
Para piorar tudo, tenho o sotaque de yorkshire.
Coloquei essa mocinha linda porque ela tem um lindo northen accent. Uma pequena curiosidade: "what does he like for tea", aqui, significa "o que ele gosta de jantar". Tea eh jantar. Reparem que a menina, a medida em que relaxa, mais facilmente fala com o sotaque.
Monday, 2 June 2008
Bruno Borat
Aqui ele inicia uma entrevista com um time de wrestling nas praias americanas:
E aqui tenta entrevistar Gisele Bundchen:
Para fazer graca, o nome do filme serah imenso, todo descritivo - um velho cliche na comedia. O ingles de Sacha, estilo batata quente na boca, parece com o meu, segundo alguns amigos por aqui.
"Viral" o meu pau.
Saturday, 31 May 2008
Sem titulo.
Imaginei varios titulos depois que li, mas nao ousei colocar nenhum nessa copia do post dele.
Belissimo:
"quando me submeti à juventude
eu tinha que ser aprendiz
aos poucos começo a fazer as pazes com os primeiros fios de cabelo branco na barba.
quando eu tinha que ser aprendiz
eu era neném: todo vazio: precisava aprender tudo.
aos poucos volto a valorizar o que já vivi.
quando vi que meu mundo não era aquele
(como eu ansiei por que fosse....
como eu sofri por não ser....
como me martirizei...)
doeu como dói em alguém a quem se diz que o prazo terminou.
mas tem que morrer mesmo – e quanto mais rápido melhor:
me lembrei de que gostava do que já vivi
que me dava muito prazer lembrar das coisas que me moldaram o otávio de hoje.
gostava de ter passado por tudo o que passei
gostava de me achar um homem de musculatura forte e bem articulada."
Tem mais aqui.
Friday, 30 May 2008
Top 10 tambem
Aqui vao as minhas personal top ten, sem classificacao entre elas:
1.
La ci darem, Mozart, em Don Giovanni: dueto magico que, no contexto da opera, faz realcar ainda mais a ironia e mentira das declaracoes amorosas acucaradas de Giovanni para a noiva de Mazetto. A melodia eh belissima, inspirada, e extremamente convincente do amor que declara, mas nao cumpre. Esse tom ironico e bem humorado eh alguma coisa fascinante nessa opera.
2.
Freezing, do Philip Glass. O disco inteiro, Liquid Days, foi uma obsessao na minha vida, dificil de eliminar. Freezing expressar um estado de congelamento, provavelmente reflexo da anestesia geral dos anos oitenta. A voz da eterna baranga Linda Ronstadt apoiada pelo coro angelical dah a exata dimensao da esquisitice insipita daqueles dias. (O video abaixo eh caseiro, as iamgens nao interessam tanto qto a musica):
3.
Guinevere, de Rick wakeman, uma cancao antiga da decada de 70. Apareceu no album dedicado ao king Arthur. A melodia e a letra sao de uma beleza raras, a musica fica atual ate os dias de hoje, com seu clima mistico e apaixonado.
4.
Oggi Sono io, de Alex Britti, cantado por Mina. Perfeita a letra de um amor e tesao absurdo. A musica me lembra fatos muito recentes, bem parecidos com a letra...
Mina, com mais de 60 anos, dah esse show de interpretacao:
5.
Na mesma linha da primeira e por motivos parecidos, Deh, vieni, alla finestra, tambem da opera Don Giovanni de Mozart. Por causa da delicadeza apaixonada da letra, e do irresistivel charme de Giovanni, mentiroso de uma figa, com suas palavras doces e enganadoras de tolas donzelas que querem se deixar enganar e ainda pretendem se passar como inocentes....
6.
Lilac Wine, cantada por Jeff Buckley. Ha inumeras versoes, desde Nina Simone ateh outras mais atuais. Eu gosto dessa.
Nunca vi uma musica combinar tanto com a nevoa igual essa. Por razoes amorosas e existenciais, um grande hit:
7.
Venus, cantada pela vocalista androgina do Shocking Blue, lah pelo fim dos anos 60... Tudo era muito esquisito mas de uma originalidade impar.
8.
Smile, de Charles Chaplin. Uma das cancoes mais felizes. A letra eh como um filme cantado do Chaplin.
9.
Song for you, cantada por Karen Carpenter. Porque todas as outras versoes que eu conheco sao tao exibicionistas que acabam mutilando a melodia com seus trinados e improvisos. Essa ao menos preserva a melodia.
10.
My funny Valentine, com Rick Lee Jones. Como nao encontrei, pus Frank Sinatra mesmo. Essa musica vai bem quanto mais esquisito for o cantor. E tem dezenas de milhares de interpretacoes (jah ouvi dizer que eh a musica mais regravada do mundo) Um classico para cornos apaixonados.
Bem, as top ten brasileiras ficam para a proxima....
Wednesday, 28 May 2008
One World, One Dream
Tuesday, 27 May 2008
Hein?
Friday, 23 May 2008
Dah-lhe Portugal
Brasileiro, coitado, imerso que eh ateh os dentes de musica americana e de influencias da Britney Cadela Spears, vai naturalmente achar essa musica estranha. E vai achar Vania Fernandes, a cantora e diva do clip, feia, gorda e tambem estranha, pois soh estah acostumado com o perfil anorexico das mocinhas cadelas sacodindo freneticamente a pubis nos clips americanos e britanicos.
Ainda bem que o mundo nao eh soh de paises de lingua inglesa.
"Senhora do mar
Ante vós, me tendes caída
Quem vem tirar meia da vida e da paz
Desta mesa, desta casa, perdidas?
Amor, qu’é de ti?
Senhora do mar
Ante vós, minha alma está vazia
Quem vem chamar a si o que é meu?
Ó mar alto, traz pr’a mim
Amor meu sem fim!
Ai, negras águas, ondas de mágoas
Gelaram-m’o fogo no olhar
Ele não torna a navegar!
E ninguém vos vê chorar
Senhora do Mar!
Quem vem tirar meia da vida e da paz
Desta mesa, desta casa, perdidas?
Amor, qu’é de ti?
Ai, negras águas, ondas de mágoas,
Gelaram-m’o fogo no olhar.
Feridas em sal, rezas em vão…
Deixai seu coração
Bater junto a mim!
Ai, negras águas, ondas de mágoas
Gelaram-m’o fogo no olhar
Ele não torna a navegar!
E ninguém vos vê chorar
Senhora do Mar!"
O ensaio no cenario deslumbrante do Eurovision de Belgrado. Pena que nao consegui uma visao da tv de ontem, onde a ventania e as roupas branncas tornaram a banda ainda mais dramatica e grandiosa.
Thursday, 22 May 2008
Turma
nada de mais.
Eu odeio parecer obtuso.
Como posso ter parecido obtuso no ultimo post, entao devo-lhes essa.
Para deixar claro: passei na defesa da tese, foi tudo perfeito.
E "How to save a life" tem uma letra linda.
Simple as that.
Sem ficar tirando onda, igual fotologers nojentos, com frases indecifraveis e mensagenzinhas "pra turma".
"Turma" o caralho.
Tuesday, 20 May 2008
Mentiras e trapacas (cedilha, pelamordedeus!)
Um também professor, amigo da onça e não meu, dá-se a arte da mentira e de usar desonestidades intelectuais para compor o ponposo ar de cosmopolitismo que tanto agrada a juventude mineira. Não tem quem discuta suas idéias, pois não há idéias, e ele nem quer isso: não admite ter menos do que seguidores ou, no pior dos casos, inimigos - reais ou imaginários. Tudo, menos debater. Segue que suas mentiras e sua pose assumem aquele ar manjado das divas, que têm de se preservar distantes dos demais mortais para que não se lhes descubram o espetáculo que é na verdade uma enorme empulhação.
Sunday, 18 May 2008
Sonhos e pesadelos e mentiras
Deixe-me então contar-lhes sobre o que tenho sonhado.
Não faz muito sentido contar sobre sonhos para amigos, estando em outro país.
Seria preferível falar de cartões postais, gracinhas originais que você faz, como turista estúpido, na frente de monumentos, só pra provar que sua mísera existência pode se contrapor àquele monumento, àquela escultura, àquele edificio. Tudo por causa da sua “maravilhosa criatividade para fotos”, fazendo caras e bocas pra mostrar quão genuíno voce é. Valha-nos Deus.
Mas o fato é que não sou assim.
Ao contrário, vou tentar escrever sobre o que eu tenho sonhado, queira ou não – o quanto eu puder resistir a esse teclado de merda, que para acentuar um agudo, me obriga a fazer uma ginástica absurda.
Primeiro sonhei que eu e Otávio, meu querido e eterno amigo, caímos no inferno sem querer. Isso mesmo, inferno, cheio de capetas, do demo e de outras maldições. Aconteceu assim: estavamos no carro de Otávio numa região parecida com o tobogã da Contorno, em BH. Ele disse: “olha que ótima a sensação”, e fez o carro quicar no tobogã, quase flutuando e depois tocando o chão. Isso, numa primeira vez. Depois, dentro do carro estava um outro amigo dele (o Igor), e ele decidiu novamente mostrar o “tobogã”. Eu fiquei aterrorizado, pois o salto foi fenomenal, perfeito, voamos na maior elegância da praça da Cemig até a Savassi, num salto só, com o carro. Passado alguns dias, um amigo estranho do Otávio sugeriu que testassemos de novo o tobogã, com ele, o amigo estranho, dirigindo. O amigo estranho tomou a direção e quando fez o carro sair do chão na ladeira da Afonso Pena, disparamos igual uma bala sobre a cidade. Vi a textura correndo, passando a cidade jardim, a via expressa, Betim, depois um monte de mato retorcido, como que queimado, passaram todas cidades mineiras, e aí o solo mudou, ficou escuro e fumegante, línguas de fogo saindo do magma. Sem quê, nem porquê. Minha intuição onírica me dizia: vocês chegaram no inferno. E era de fato lá que haviamos chegado. Otávio desceu do carro admirando a novidade, querendo comprar um terreno ali perto. Eu batia no ombro dele tentando dizer “Ei, aqui não deve ser bom não, aqui é o inferno."
O mais marcante foi ver que havia, naquele mundo, tudo igual ao nosso: carros, ruas, cidades, pessoas... Mas as pessoas não tinham as faces definidas, parecia que seus rostos haviam sido queimados, eque haviam perdido o contorno preciso.
Quando deram conta de que não eramos do inferno, Otávio desapareceu (talvez para descobrir como comprar um terreno ali) e eu sai correndo, perseguido por um monte de demônios.
Eu não sentia medo ou pavor daquelas criaturas... Sentia medo, mas, misturado, um imenso dó.
Pena daquilo tudo.
Pena, muita pena.
Malabarismo foi pouco pra explicar como me safei.
Encontrei com Otávio negociando um terreno, puxei-o pelo braco: “Isso aqui é o Inferno!”
e por poderes miraculosos encontramos o carro que nos trouxera,
e que nos conduziu de volta, pra longe do inferno.
Bem, da proxima vez conto o sonho em que nós voltamos no passado e encontramos Mozart, no dia do lançamento de Dom Giovanni na cidade de Praga, e pedimos a ele para escrever um RAP para ser cantado pela Rihana e pelas vacas do sugar babes, no futuro remoto...
Boa noite.
Saturday, 17 May 2008
Lucas 11, 34/35. Port, Ingl. latim e grego, pra ver se eu aprendo.
35. Vê, pois, que a luz que está em ti não sejam trevas.
34. The light of thy body is thy eye. If thy eye be single, thy whole body will be lightsome: but if it be evil, thy body also will be darksome.
35. Take heed therefore, that the light which is in thee, be not darkness.
34. lucerna corporis tui est oculus tuus si oculus tuus fuerit simplex totum corpus tuum lucidum erit si autem nequam fuerit etiam corpus tuum tenebrosum erit
35. vide ergo ne lumen quod in te est tenebræ sint
34. o lucnoV tou swmatoV estin o ofqalmoV otan oun o ofqalmoV sou aplouV h kai olon to swma sou fwteinon estin epan de ponhroV h kai to swma sou skoteinon
35. skopei oun mh to fwV to en soi skotoV estin
(PS: Ju, tenho tentado deixar comment no seu blog, mas nao to conseguindo. Bjaum!!!)






