Sunday, 18 May 2008

Sonhos e pesadelos e mentiras

Poxa, que bom ser lido por Rita e por Juliana, e elas deixarem comentarios!

Deixe-me então contar-lhes sobre o que tenho sonhado.

Não faz muito sentido contar sobre sonhos para amigos, estando em outro país.
Seria preferível falar de cartões postais, gracinhas originais que você faz, como turista estúpido, na frente de monumentos, só pra provar que sua mísera existência pode se contrapor àquele monumento, àquela escultura, àquele edificio. Tudo por causa da sua “maravilhosa criatividade para fotos”, fazendo caras e bocas pra mostrar quão genuíno voce é. Valha-nos Deus.

Mas o fato é que não sou assim.

Ao contrário, vou tentar escrever sobre o que eu tenho sonhado, queira ou não – o quanto eu puder resistir a esse teclado de merda, que para acentuar um agudo, me obriga a fazer uma ginástica absurda.

Primeiro sonhei que eu e Otávio, meu querido e eterno amigo, caímos no inferno sem querer. Isso mesmo, inferno, cheio de capetas, do demo e de outras maldições. Aconteceu assim: estavamos no carro de Otávio numa região parecida com o tobogã da Contorno, em BH. Ele disse: “olha que ótima a sensação”, e fez o carro quicar no tobogã, quase flutuando e depois tocando o chão. Isso, numa primeira vez. Depois, dentro do carro estava um outro amigo dele (o Igor), e ele decidiu novamente mostrar o “tobogã”. Eu fiquei aterrorizado, pois o salto foi fenomenal, perfeito, voamos na maior elegância da praça da Cemig até a Savassi, num salto só, com o carro. Passado alguns dias, um amigo estranho do Otávio sugeriu que testassemos de novo o tobogã, com ele, o amigo estranho, dirigindo. O amigo estranho tomou a direção e quando fez o carro sair do chão na ladeira da Afonso Pena, disparamos igual uma bala sobre a cidade. Vi a textura correndo, passando a cidade jardim, a via expressa, Betim, depois um monte de mato retorcido, como que queimado, passaram todas cidades mineiras, e aí o solo mudou, ficou escuro e fumegante, línguas de fogo saindo do magma. Sem quê, nem porquê. Minha intuição onírica me dizia: vocês chegaram no inferno. E era de fato lá que haviamos chegado. Otávio desceu do carro admirando a novidade, querendo comprar um terreno ali perto. Eu batia no ombro dele tentando dizer “Ei, aqui não deve ser bom não, aqui é o inferno."

O mais marcante foi ver que havia, naquele mundo, tudo igual ao nosso: carros, ruas, cidades, pessoas... Mas as pessoas não tinham as faces definidas, parecia que seus rostos haviam sido queimados, eque haviam perdido o contorno preciso.

Quando deram conta de que não eramos do inferno, Otávio desapareceu (talvez para descobrir como comprar um terreno ali) e eu sai correndo, perseguido por um monte de demônios.

Eu não sentia medo ou pavor daquelas criaturas... Sentia medo, mas, misturado, um imenso dó.

Pena daquilo tudo.

Pena, muita pena.

Malabarismo foi pouco pra explicar como me safei.

Encontrei com Otávio negociando um terreno, puxei-o pelo braco: “Isso aqui é o Inferno!”
e por poderes miraculosos encontramos o carro que nos trouxera,
e que nos conduziu de volta, pra longe do inferno.

Bem, da proxima vez conto o sonho em que nós voltamos no passado e encontramos Mozart, no dia do lançamento de Dom Giovanni na cidade de Praga, e pedimos a ele para escrever um RAP para ser cantado pela Rihana e pelas vacas do sugar babes, no futuro remoto...

Boa noite.

3 comments:

  1. Claro que leio! todo dia! não comento mais porque bem...eu raramente tenho algo a acrescentar sobre coisa alguma;)

    o popup do meu blog acha que vem do contador, nem é do sistema de comentários...acho qeu terei que arrumar outro:(

    beijos

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  2. 1- estou curiosíssimo pelo sonho dodon giovanni.
    2- é a cara do otávio negociar terrenos no inferno.
    3- au dodô. au lit.

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