Não sei em qual momento eu me tornei um cético, se foi numa dessas desditas de amor ou se foi puro ferro que eu tomei da vida, mas hoje, se tenho de falar de belezuras e esperanças em geral, tenho dor de cabeça. Em geral não dá. Mas também não dá um monte de particulares que, obviamente, não são gerais: são na verdade os meus causos, os causos que acumulei historicamente, e - cá pra nós, ou cá pra mim - eu não dou uma merda por eles.
Um dia meu amigo Zé me perguntou se eu estava infeliz. Eu achei curioso, porque normalmente as pessoas querem saber se você está INfeliz quando te perguntam se você é feliz, e você, estúpido, auto-complacente e rebolantemente auto-misericordioso responde que SIM, ESTOU FELIZ - e em seguida leva uma hora e mil palavras pra explicar coisa tão ilógica. Eu disse que estava me sentindo estúpido, talvez porque estava, agora, numa posição confortável.
Sinceramente... Sinceramente... Eu CAGO montes pra quem fuma uma taba de maconha e tem idéias geniais - (tenho muitos bons amigos que são de tabas, mas nenhum desses se acha tendo as tais idéias, e espero me redimir por qualquer mal entendido), eu simplesmente deploro essa genialidade de ocasião, e aí pode entrar qualquer alavanca pra genialidade do outro.
Se há alguém para quem eu fale, que ele ou ela tenha um frio na espinha de saber que meu olhar congelou - e eu estou achando isso tudo muito bom! É uma forma de eu me redimir por ter me portado como um cara que tentou ser legal mas me senti um idiota, que tentou ser um filho bom, mas não escapou das maldições da minha mãe, que tentou ser um filho legal, mas teve um pai filho de uma puta, que tentou ser um irmão legal mas se sentiu um filho único, ignorado.
Arre, que merda é essa de querer ser sempre legal? Legal o caralho. Queria ser aceito, minimamente, e não me sinto mal por isso não, não custava nada me aceitar...
Monday, 2 March 2009
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