Thursday, 31 July 2008

Mudando um pouco de assunto...

Acharam agua em Marte. Isso eh espetacular!

Monday, 28 July 2008

O dia em que eu enfreitei um ladrão.

Sim, foi ontem, num raro dia quente inglês. Eu tinha passado o dia cuidando da mudança, embalando coisas, separando livros pra jogar fora, lavando e secando roupa, essas coisas que um pobre solteiro faz, mas com um certo ar feliz, admito. Dia movimentado, alguns amigos visitando para dizer adeus, cansaço, cansaço.

Eu durmo de pijamas. Se não houver pijamas, nem que seja de cuecas, 'mas pelado eu não durmo', pensei, obstinado, me convencendo diante de uma temperatura de mais de 28 graus. Olhei para a gaveta e apanhei a primeira cueca confortável, que curiosamente, é a coisa mais brega que já tive em minha vida: estampada nela, em toda extensão, está a bandeira do UK, e o desenho formado no 'bulge' pelas tiras da bandeira, acentua o ridículo ao vestí-la. Comprei-a num ímpeto, de gozeira. Mas nem quis saber: ela é confortável, e então lá estava eu de cuecas britânicas.

Completando o quadro, eu houvera trazido do Brasil uma genuina camiseta comprada num camelô da rua Espirito Santo, em Belo Horizonte: feita num tecido furado. Sim, furado, não é 'furadinho' não, que os buracos nela são gritantemente grandes. Em sendo uma camiseta de cor azul, a pele clara sob os buracos faz uma visão apavorante, alguém que tivesse levado vários tiros de revolver, um zumbi, coisas do gênero. Possivelmente foi a coisa mais feia que eu já adquiri na vida, mas, novamente, muito confortável .



Quadro completo, cueca de bandeira, camiseta com furões, junte-se a barba por fazer, uma leve protuberância abdominal (eufêmico, não?) uns chinelos que de confortáveis parecem duas pranchas: pronto, esse era eu, num momento trash-íntimo, querendo pegar no sono, mas fritando até umas duas da manhã sobre a cama. Foi por volta desse horário que o invasor escalou o encanamento exposto (aqui se expoem os encanamentos) da lateral do edifício, subiu até o primeiro andar, e invadiu a janela do baneiro, que eu deixara aberta due to the hot temperature.

O invasor foi digno do meu uniforme de 'monstro indo dormir', quero dizer, ainda bem, o invasor era um arrombador bem ruim, muito ruizinho mesmo, e bateu com o pé na base da janela fazendo com que as garrafas plásticas de xampu viessem abaixo, num barulhão.

O que se seguiu eu vou sumarizar para evitar muita exposição da minha parte e tédio do leitor, mas não sei dizer qual de nós estava mais assustado. Bem, provavelmente eu, que comecei a gritar.

Sim, gritei.

Não gritei 'Help' ou 'Socorro'.

Só gritei, bem alto, algo parecido com um estertor: 'Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh'.

Incrível eh que nessas horas os segundos vão em slow motion: gritei umas 5 vezes ou 6.

A cada berro meu, eu olhava nos olhos do ladrão e via seu rosto. A cada grito, ele se contraía de terror, levando as mãos ao rosto.

Prefiro pensar que atrás de mim os anjos do Senhor fizeram fila, e apareceram, sem que eu percebesse, para o ladrão, tamanho o terror que o cara ficou. Moveu-se de costas até a saída de incêndio, abriu-a, e disparou escada abaixo.

Segurando meu coraçao para não sair pela boca, fui pro skype, conversei com Tulim, me acalmei, e em seguida chamei a polícia.

Fui dormir às 5 da manhã, porque o policial fez um milhão de perguntas e escreveu 5 laudas de ocorrência.

Descrevi tudo o que acontecera, e o policial sempre arrazoando novas questões:
'Como o criminoso estava vestido?'
E eu: 'escuro, top azul escuro, calças dark jeans'.

Curiosamente - e nem tinha mesmo qualquer motivo pra isso - não mencionei como EU estava vestido, mas não sei porque algo me diz que aquele moço, ladrão ruim de primeiro mundo, tomou o pior susto da vida dele quando me viu de bandeiras, barrigudo e esburacado. Os meus berros devem estar ecoando na cabeça dele até agora.

(uma observacao: no UK ladroes usam faca, ao inves de armas. Ao que eu saiba, esse ladrao aih nao tinha faca, soh um estilete na mao, para abrir portas)

Thursday, 24 July 2008

Dahmer

Clique sobre para ver tudo.

Sunday, 20 July 2008

Tony Orlando and Dawn


I'm comin' home, I've done my time
Eu estou voltando pra casa, eu jah fiz minha vez

Now I've got to know what is and isn't mine
Agora eu tenho de saber o que eh meu e o que nao eh

If you received my letter telin' you I'd soon be free
Se vc recebeu uma carta dizendo que logo logo eu estaria livre

Then you'll know just what to do if you still want me
Entao vc sabera o que fazer, se vc ainda me quer

If you still want me
Se vc ainda me quer

CHORUS:

Tie a yellow ribbon 'round the old oak tree
Amarre uma fita amarela em volta da velho carvalho

It's been three long years
Foram tres longos anos (QUATRO, meus amigos!)

Do you still want me?
Vc ainda me quer?

If I don't see a yellow ribbon round the old oak tree
Se eu nao vir a fita amarela em volta do velho carvalho

I'll stay on the bus
Eu ficarei no onibus

Forget about us
Esqueco de nos

Put the blame on me
E jogo a culpa em mim

If I don't see a yellow ribbon round the old oak tree
Se eu nao vir a fita amarela em volta do velho carvalho

Bus driver, please look for me
Chofer, por favor, veja para mim

'Cause I couldn't bear to see what I might see
Por que eu nao poderia suportar o que eu poderia ver

I'm really still in prison, and my love she holds the key
Eu ainda estou na prisao, e meu amor tem a chave

A simple yellow ribbon's what I need to set me free
Uma simples fita amarela eh o que eu preciso para me libertar

I wrote and told her: please
Eu escrevi e disse a ela: por favor

REPEAT CHORUS

Now the whole damn bus is cheering
Agora todo o danado do onibus esta aplaudindo

And I can't believe I see
E eu nao posso acreditar no que eu vejo

A hundred yellow ribbons 'round the old oak tree
Uma centena de fitas amarelas em volta do velho carvalho

I'm comin' home
Eu estou indo pra casa

(como no Brasil carvalho eh raro, tah valendo um pezinho de hibiscus tambem, hehehe)

Almoco (onde estah o meu ce cedilha?)

Tulim me diz que é desnecessário um regime agora, porque uma mudança internacional tem coisas mais importantes com o quê se lidar e, afinal, eu não vou concorrer a nenhum concurso de beleza. Portanto, segundo ele, posso voltar sem um regime, que o Brasil mesmo me emagrece.


Concordo com o argumento do meu querido, e resolvo a caminhar até o restaurante no Pounds Forge. Coloco para ouvir “La bohème”, do doutor “Jacó” Puccini, italiano e muito dado a exageros românticos, mas me pareceu bastante que combinava com o dia claro, céu raro azul e sol.


A música me leva pelas ruas. Odeio a expressão “flâneur” por pura implicância de a ouvir sendo falada por arquitetos para complicar coisas simples, sobretudo os que nunca realmente leram Baudelaire. Mas sou, assim, sem culpa nessa hora, um “flâuner”, um “stroller”, melhor dizendo – ou melhor ainda, em português curto e grosso: um simples andarilho, hedonista e sem rumo (fica mais simples assim, e sai fora das inumeráveis e confusas classificações inúteis.)


Meu passo é tão devagar e relaxado que eu tropeço as vezes no bico do meu próprio pé – sim, tenho pé grande – e eventualmente pareço um pateta, muito embora meus inimigos digam que não é eventualmente. Vou me desculpando por ostentar, como o Drummond, um Elefante que sou, e não ando disfarçado nele, coitado – eu sou o elefante, ele mesmo, mas me perdoo de o ser assim e de ir me esbaldar num restaurante bom. Tudo por obra e graça dos conselhos de Tulim, meu mais indulgente amigo nessa hora.


Almoço muito bom. Achei tudo melhor que de costume, claro, comida anglo indiana, que se fosse inglesa mesmo não faria sentido comentar. O restaurante fica numa antiga repartição do serviço público de águas da cidade, um prédio eclético, decorado com riqueza e mal gosto, mas o resultado da adaptação foi até satisfatório.


Juntei a música que ouvia, minha aceitação perdulária por mim mesmo, a saciedade da fome e o prazer do sabor, e desci as escadas da grande portada do edifício de mãos nos bolsos, satisfeito e feliz.


Em questão de segundos (isso é muito comum por aqui), um vento frio trouxe nuvens escuras, tirou a luz do sol, e eu tomei o Tram para casa com aquele sono de quem quer “siesta”. La Boheme continua a tocar. No momento de “quando me vou..”, relembro o comentário deixado aqui por outro carinhoso amigo da net, o Helinho, hoje cedo (ou, eu suponho, 1 da manhã de nova York, onde ele mora). Tento relembrar do que ele disse, palavra por palavra, enquanto vou vendo a cidade passsando silenciosa e lenta. Numa parada do tram, entra um senhor, ginger, de aparência estranha, todo tatuado e cheio de piercings, coisa inglesa. Na minha cabeça vem as palavras do Helinho, comentando sobre esse blog: “Tem dias que eu entro aqui e nem tenho coragem de comentar. É vc falando que todo mundo é filho da puta, que tudo é uma merda, com uma verdade tão grande que eu tenho até inveja.”


Fico repetido mentalmente “que todo mundo é filho da puta... que tudo é uma merda...” e de novo a conjunção da música, bem-estar e desejo de dormir me faz cair no riso, aberto, assim, um doido com fones de ouvido e rindo. O riso persistente, vou me perdoando por aparentar ser tão “grumpy” no blog, me achando um maluco, mandando todos à merda - um stressado. Justifico pra mim mesmo que o cansaço do final do doutorado, foi a causa e observo a minha tendência – que tenho controlado- de achar que tudo é fácil de conquistar depois que eu conquistei – e, exato nessa hora, aí eu desvalorizo. Compreendo que isso me joga na posição de tentar explicar “o caminho das pedras” para os outros, mas ao mesmo tempo me joga numa falta de objetivos, e –ah!- viver sem objetivos para mim é doloroso, já disse isso num dos livrinhos que encontrei, ao modo de Miguel de Cervantes traduzindo Dom Quixote, que a vida em si é um tédio e precisa de objetivos...


Continuo com o comentário do Helinho na cabeça, e agora eu rio tanto que o senhor que parece um buldogue de pierciengs está achando que estou rindo dele.


Oops, melhor eu parar de ser feliz tão explícito assim. Além de me render um texto de blog piegas como esse, ainda corro o risco de levar uma porrada aqui nesse metrô.

Friday, 18 July 2008

Leaving on a jet plane

All my bags are packed
I'm ready to go
I'm standin' here outside your door
I hate to wake you up to say goodbye
But the dawn is breakin'
It's early morn'
The taxis' waitin'
He's blowin' his horn
Already I'm so lonesome
I could die

So kiss me and smile for me
Tell me that you'll wait for me
Hold me like you'll never let me go
cause I'm leavin' on a jet plane
Don't know when I'll be back again
Oh babe, I hate to go

There's so many times I've let you down
So many times I've played around
I tell you now, they don't mean a thing
Evr'y place I go, I'll think of you
Evr'y song I sing, I'll sing for you
When I come back, I'll bring your wedding ring

So kiss me and smile for me
Tell me that youll wait for me
Hold me like you'll never let me go
cause I'm leavin' on a jet plane
Don't know when I'll be back again
Oh babe, I hate to go

Now the time has come to leave you
One more time
Let me kiss you
Then close your eyes
I'll be on my way
Dream about the days to come
When I won't have to leave alone
About the times, I won't have to say

Oh, kiss me and smile for me
Tell me that you'll wait for me
Hold me like you'll never let me go
cause I'm leavin' on a jet plane
Don't know when I'll be back again
Oh babe, I hate to go

But, Im leavin' on a jet plane
Don't know when I'll be back again
Oh babe, I hate to go

John Denver





Linda Musica, mas nao tem nada a ver comigo: estah tudo desembalado, eu nao sei o que levar, vou ter de jogar meio mundo fora e nao tenho ninguem pra fazer serenata de manha de madrugada antes de partir.... Vidinha, so^!

Tuesday, 15 July 2008

Da Bulgaria para o mundo

Falando em ingles mal falado, essa moca conseguiu notoriedade falando alguma coisa parecida com o ingles. Foi tao serio que virou sucesso internacional, chamado "Ken lee", de Mariah Carey


Isso me lembra a Denise, cuja uma amiga, ao indagar sobre um CD de Maria Callas numa loja, foi corrigida pelo vendedor muito sabedor das coisas: " a senhora quer dizer Mariah Carey, ao inves de Maria Callas"...

Monday, 14 July 2008

Livros de ingles ruim

Tem sido curioso quanta coisa interessante eu tenho encontrado perdida nos pubs.

Pareco mesmo que trabalho neles, na limpeza.

Encontro todo dia um objeto, e o levo para o cloakroom, para que seu dono o reclame.

Mas antes, como paga, dou uma pequena observadinha - daquelas olhadinhas sordidas, invasiva da vida alheia - claro, soh quanto se tratam de livros, folhetos ou revistas - que outras coisas eu nao olho nao.

Pois sim, recentemente encontrei o divertido livro de Lynne Truss, famoso aqui pelo titulo "Eats, shoots and leaves" ("Come, atira e sai"). Lynne eh uma ardorosa defensora da pontuacao correta, coisa que, em ingles, pelo fato de a lingua ser marcada no tempo (ou "time stressed", como gostava de dizer uma professora minha) faz uma notavel diferenca. O livro explicava rapidinho a origem do nome, pois na capa um urso panda, subindo numa escada, apagava com tinta a primeira virgula do "Eats, Shoots and Leaves" do titulo no alto. Por dentro, a simpatica historinha:

Um panda entra num cafe. Entao ele pede um sanduiche e depois de come-lo, de repente ele tira um revolver e dah um tiro para cima e sai andando em direcao a saida. "Por que?" pergunta o garcon confuso que o atendera. O panda entao retira das algibeiras um dicionario muito mal pontuado e joga-o para o garcon dizendo: eu sou um Panda, procure ai o significado de um panda.
E o garcon, olhando o verbete, percebe que o panda tem razao: "Panda. Large black-and-white bear-like mammal, native to china. Eats, shoots and leaves."

Ri bastante dos exemplos e exatamente no dia seguinte encontro um outro classico ingles digno de nota. Bem, primeiramente tenho que confessar que invejo de ficar verde os blogs inteligentes que comentam um ou outro autor ingles, e aqui e acola soltam seus "quotes" sapiencais. Nao eh o meu caso, nem parece ser minha sorte, pois no dia seguinte encontrei o mal livrinho que parodiava o livro de Lynne Truss. O author se chama curiosamente A. Parody e o livro intitula-se "Eats, Shites and Leaves" ("Come, caga, e sai") - vejam soh, eu queria ser um moco fino, nao devia ter traduzido isso, eh infame.

Mas eh deliciosamente infame, porque trata-se de uma colecao de erros de ingles, assim, espalhados na cara de todo mundo. E nos, brasileiros, os aceitamos com reverencia, e tripudiamos dos chineses com seus displays legendados para as olimpiadas (nota: ver abaixo uma imagem desses displays).

A capa do pequeno e miseravel livro jah anuncia: "Crap english and how to use it".

(Ingles de merda, e como usa-lo)

Dentre outras coisas, o livrinho continha:

Comparativos de proverbios:
proverbio antigo: "Beauty is in the eye of the beholder."
Versao contemporanea: "Beauty is in the eye of the beer holder."

Proverbios safados: "A clear conscience is usually the sign of a bad memory"

Displays que nao tem o menor sentido (esta cheio deles por aqui) como:
"This door is not to be used as an exit or an entrance"
ou ainda
"100% pure all-natural fresh-squeezed juice from concentrate."
Ou esse, de uma senhora se oferecendo como empregada:
"Tired of cleaning yourself? LET ME DO IT."

ou coisas mais cabulosas como:
"Whiskas - nine out ten owners said their cats preferred it", e ainda essa, numa oficina de carros:
"Auto-repair service: try us once and you'll never go anywhere again"

Bom, esse post ficou longo. Depois comento de outro livrinho que achei, simplesmente chamado " O sentido da vida", e um outro "como viver eternamente".


Enquanto isso, na China:





Essas olimpiadas prometem...

Friday, 11 July 2008

Depoe

"Sinto particular propensao ao choro, consequencia de provavelmente nunca estar satisfeito com nada. Sou um ranzinza (grumpy old man) que adoro reclamar da realidade, porque penso que isso eh bom para que a tal realidade melhore.

'Mas o choro, no fundo, eh egoismo puro, pura alto-compaixao, excesso de amor e de sentido as minhas proprias e comezinhas coisas. Depois da primeira impressao de ser um ser sensivel aquele que chora, o choro depoe contra quem chora."

Mais umas frases do livrinho abaixo.

Thursday, 10 July 2008

tratado do choro

Encontrei, caido no chao de um pub, um pequeno livro do tamanho de uma caixa de fosforos. Algumas paginas foram arrancadas, mas o pouco que sobrou eh interessante: "small compendium about crying", ou "pequeno compendio sobre o ato de chorar". Algumas passagens:

Descubro que o meu choro - quando eu choro - trata-se da mais profunda revolta: meu choro, mais que um protesto, eh um amaldicoar a vida. Sim, da vida, do que se tem e nao se pode transferir como experiencia. Meu choro eh minha morte sobre o mundo, morte antecipada, aonde eu digo: 'mundo, eu te rejeito', qual uma crianca rebelde.

...meu choro eh a recusa do mundo, eh jogar sobre o mundo, sobre as circunstancias e sobre as pessoas, sobre as estrelas, as galaxias e universos, meu imenso desdem por suas imperfeicoes, por suas injusticas, por suas ridiculamente pateticas adaptacoes. Meu choro desdenha de Deus depois que comeca e o pranto nao o toca mais. Fosse Deus tocado por meu pranto e talvez eu parasse.

... o choro eh uma dobra sobre o cotidiano, dentro da qual protestamos num lamento amargo a realidade. O reclame eh sempre o mesmo: a realidade eh injusta.

E depois de todos chorarem, o brinquedo de Deus estragou, por que ninguem mais queria mesmo viver.
Depois traduzo mais e vou colocando aqui.

Lagrimas para todos.

Wednesday, 9 July 2008

A polite notice

Ate agora eu perdi meu tempo lendo as suas fofoquinhas ou comentariozinhos de merda.

Se doradiante eu nao vir nada frutificavel naquela latrina onde voce despeja suas coisinhas achando que o mundo se importa com o que voce pensa
ou voce eh sem nenhuma justificacao,

Entao eu vou arrancar essa merda desse seu link do meu blog, porque seu blog nao me acrescenta nada, soh as suas fofoquinhas de tv e outras parcimonias comesinhas.
Favor tomar vergonha,
e tomar no cu.

Uma celebracao antecipada a vida, tal como ela vai ser

Seja a minha, seja a sua vidinha de merda,
um brinde a esse excesso de esperanca
por uma ilusao tao estupida de felicidade que nao vai ocorrer nunca.

Brindemos, sobretudo, a essa coisa contemporanea (dita pos-moderna anos atras) chamada " o outro".

Brindemos aos "outros", aos demais que nao eu,

bridemos num espumante egoismo ebrifestante,
venenosamente respingante,
derramando sobre "o outro" esses respingos de amargor,
concedendo a eles a culpabilidade de um universo de merda
(claro, nosotros somos sempre bacaninhas e nao temos evidentemente nada com isso).

Um brinde a tudo que merece ir a merda!!! (Incluindo a mim mesmo nessa hora - antes que alguma mente brilhante e original o faca nos coments).

Vamos todos a ela, a merda.

Tuesday, 8 July 2008

Lembrando

Caminho em direcao a lojinha que conserta computadores: meu monitor de laptop bateu as botas, e lah vou eu com o pobre coitado que cumpriiu tao bem sua funcao nesses quatro anos.

Nao ha nada de especial no dia lah dentro da minha alma.
Pelo contrario, caminho sem vontade, quase um zumbi.

Mas do lado de fora, um ceu azul profundo, cortado de pequenas nuvens que se movem preguicosamente e sao lambidas por um dourado de sol.

Eu me sublevo por qualquer motivo, num estado desses.

Basta eu ver, por exemplo, um tijolo mal colocado numa parede e sou arremessado, na memoria, em palavrorios filosoficos mal urdidos que escutei no passado, vendidos como perolas de saber, que eu comprei calado, e agora, ja mais velho, vejo que valem tanto quanto coco de bode (ele eh rolico, igual uma bolinha, nao eh?).

Uma restia de sol mais forte me faz insurgir quanto a mim mesmo.
Porque me lembra que eu ofereci tanta resistencia a essa gente que nunca merecia nenhuma resistencia. Irrito-me ao ver que sempre me irritei, e que no Brasil, se voce falar que 2+2 eh 5 afavelmente serah crido e ao inves, se falar que o resultado eh 4 um pouco mais seco, sera descrido.

O brasileiro evita confrontos - sua educacao falsa nao permite isso.

Um gramado florido de margaridas espertas, daquelas que nascem a toa, eh a unica lembranca boa.
A dos amigos, poucos, feitos com muito tempo, aqueles a quem nao eh necessario posar de filosofo nem resistir a ignorancia e a preguica.

Nascem assim, descuidados aparentemente, e invadem a lembranca com a mesma alegria e esperteza das margaridas e do sol do dia la de fora.

Expulsam o zumbi de chumbo em que eu andara disfarcado.

Sunday, 6 July 2008

Issimo

'O que vai em mim é um profundo cansaço'...

acho que eram essas as palavras de Fernando Pessoa que concluia:
'Cansadíssimo, íssimo, íssimo.'

Talvez resultado de um rivotril tomado a socapa para evitar sair e beber de novo: hoje, saio de um almoco Koreano legitimo, olho as lojas fechadas no domingo - somente os pubs abertos:
alcool, drogas, cigarros, tudo o que for para tornar menos tediosa a vida mediocre de um pais endinheirado, tanto melhor.

'A vida é um tédio, e viver sem imaginação é um chute de coturno no meio das bolas', penso.

Tanto que é tédio, que vários são as desculpas para que deixemos que os dias passem e nos deixem, nos deixem menos empobrecidos pelo grande e absoluto nada em que se transformará a mais heróica das ações, o mais dedicado dos trabalhos ou o mais anódino servico parvo de funcionário público ruim.

A vida dá tédio.

Viver causa essa sensação de vazio, que se preenche modificando-se os sentidos, por bebiba, marijuana, quimicos, barbitúricos, venenos, orgasmos proximos a morte.

Um imenso tédio de nos mesmos, a nos mover a fazer musicas, artes, arquitetuta, todas mediocres, adequadas a esse grande tedio.

Alguém disse uma certa vez que essa é uma necessidade artistica de segunda ordem que move os nossos contemporaneos, para aplacar o grosso do tedio da populaão e camuflar a enorme mediocridade em que se alinham as familias, pessoas, trendies, grupelhos cosmopolitas em feixes radicais, facistas disfarçados.

Sou atrevido de achar, diferentemente de Nietzsche, que não houve uma necessidade artistica de primeira ordem no passado. Passeando pelo Museu Britânico, vendo os objetos da Grécia antiga, meus olhos vítreos enxergam o mesmo desespero com a existência, a arte como um pedido de que os dias passem e nos deixem, um brinquedo para fazer esquecer a morte que vem breve.

Tuesday, 1 July 2008

Joao Villaret

Eu jah conhecia na voz do Paulo Gracindo, na ocasiao do show "Brasileiro, profissao esperanca".
Jah havia ouvido Villaret em outras recitas, mas nunca imaginei que esse poema de Jose Regio, Cantico Negro, fosse tao vociferantemente espumante assim. Espero que gostem: