Monday, 31 December 2007
Foguetinhos
Mas olha aqui: eles nem de longe desconfiam o que acontece no Brasil.
Eles nem tem ideia das proporcoes do que ocorre em Copacabana, porque se tivessem, paravam com esse foguetoriozinho fraco.
Eles nem de longe desconfiam da beleza do Rio, porque pensam que cidade eh tudo igual, e Londres eh uma placa plana com um rio serpenteando entre edificios caros e alguns velhos,
e soh, baby, mais nada.
Ja vai tardinho 2007!

A todos os amigos, leitores desse blog, desejo-lhes um ano novo.
Ainda bem, o desejo coincide com o fato de o ano renovar-se pelo calendario catolico.
Mas desejo que o ano seja bom. Isso, bom.
Nem tanto histrionismos de cartoes de ano novo, mas que seja: b-o-m, bom, e jah terah sido bem melhor que muitos. Bom. Simple as that.
A todos, desejo muita paciencia. Porque eu mesmo estou na falta dela, a paciencia. Falta de paciencia em esperar esse paihs parar de ser menino-frango e virar um paihs de verdade. Paciencia pra voces, pais, criarem seus filhos acreditando num paihs melhor.
A todos voces, desejo sutileza. Sim, sutileza, pra compor um pouco com a elegancia com que mais ou menos uns e outros amealharam aqui e acola na vida que teem e transformaram tudo em algo aceitavel aos seus proprios olhos. Nao ter dinheiro, mas ser sutil; te-lo e ser mais ainda. Nao ser amado mas ser sutil e nao molhar o proximo com uma inundacao de lagrimas por causa dessa falta de um amorzinho. Ser amado e ser feliz, mas ser sutil pra nao explodir de felicidade na frente dos complicados, pobre coitados sem amor. Enfim, ser sutil assim ou assado, mas ser muito, sempre, elegante.
A todos voces, desejo falta de medo. Deveria ser coragem, mas coragem tem algo de violento que eu nao gosto. Jah a "falta-de-medo" faz com que nao temamos a morte, nao temamos o mundo, nao temamos a solidao. Ser corajoso enche o saco, eh coisa de herois inventados e gente comum que quer ser star. Ter falta de medo eh nao ficar com medo de ficar velho, nem medo de ficar sozinho, nem medo de nada, mas apenas ter disposicao para sempre inventar alguma coisa que te ocupe, exceto o medo. E se a morte vier, no fim voce diga que foi de surpresa.
A todos voces, desejo compreensao com os animais. Sim, eu nao tenho sequer aranhas pra cuidar, ou pombos pra pagiar, nao tenho bichos - nem gosto, particularmente - mas toda vez que olho um bichinho, tento entender o que ele esta sentindo, e se voces forem mais ou menos como eu, provavelmente fazer isso sera maus facil com animais que com seres humanos. Dai, poder-se-a aprender com essa misericordia animal a ser mais tolerante com humanos, olha que maravilha!
A todos voces, desejo humildade. Abaixem os respectivos faixos. Eh muito comum num pais em crise uma populacao arrogante, e aposto como o Brasil estah entre as nacoes mais arrogantes, nao por causa de sua riqueza, mas por sua ignorancia e estreitamento de pensamento. Antigamente os ignorantes eram silenciosos, e todo mundo os tomava por humildes. Hoje eles falam, e muito.
A todos desejo ao menos a proporcao de quatro dias ao mes na mais espetacular felicidade. E de preferencia, que esses dias sejam semanalmente espacados, pra lhes animar durant5te toda a semana.
A todos desejo que fiquem em paz, sem engordar. Porque nao existe coisa mais irritante que paz com engorda, suina, de preguica, paz esteril, imobilismo confundido com paz, falta de acao e tedio ditos paz.
Alguma guerra, e que vencam algumas batalhas. Se ficarem beligerantes o problema eh de voces. Sinal de que merecem o inferno, ou jah tramam para que ele venha reinar nessa vida.
Enfim, esquecam tudo isso, porque ficou mais complicado do que eu queria, e mais feio que um simples cartaozinho desejando feliz 2008.
Feliz 2008, de qualquer modo.
Sunday, 30 December 2007
Irrelevancia
Saturday, 29 December 2007
Odeio G1
Passei soh para comentar que eu estava tentando ler aquela coisinha chamada G1.
Serio, nunca pensei que eu fosse me sentir assim, mas lendo algumas colunas e alguns blogs associados daquela coisa pretenciosa que quer ser jornal mas nao consegue, eu chego a achar o portugues feio.
Reporteres e articulistas daquilo sao capazes de - nao pelos typos, que esses todo mundo tem - mas pelo estilinho enrolado e presuncoso, falta de objetividade e afetacao, sao capazes de dar preguica em qualquer um com um pingo de disposicao a ler aquele simulacro de jornal.
Friday, 28 December 2007
O esnobismo do arroz com feijao - comum pra voce, que eh brasileiro.
Escuta, Nininha, soh no Brasil um banquete como a chamada "comidinha caseira" eh desdenhada pelo que eu chamo de "esnobismo natural do brasileiro burro". Faca o seguinte: de uma viajadinha pelo mundo afora, e voce vai ver que esses pratos caseiros estao entre as melhores combinacoes de ingredientes, valor nutritivo, e tambem sutileza de gosto e texturas. Quem sabe assim a gente nao diminui esse esnobismo patetico que o brasileiro tem de desdenhar de suas melhores qualidades e valorizar a copia, o artificial e tudo aquilo que vem dos Estados Unidos ou Europa?
Thursday, 27 December 2007
Tinha de ser pessoa
de estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma."
Eu, eu, eu, eu
As forças todas do universo,
Em cuja reflexão emotiva e sacudida
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Coisas antagônicas e absurdas se sucedem -
Eu o foco inútil de todas as realidades,
Eu o fantasma nascido de todas as sensações,
Eu o abstrato, eu o propalado no écran,
Eu a mulher legítima e triste do Conjunto,
Eu sofro ser eu através disso tudo como ter sede sem ser de água.
Wednesday, 26 December 2007
O dia em que todo mundo fugiu de mim
Eu dizia: "-nao se vao, por favor, fiquem, esperem eu terminar de ser horrivel", mas as pessoas, tropecando umas nas outras, fugiram de mim como uma multidao aterrorizada foge de Godzillas ou de aliens malvados. Cabe ressaltar que Godzillas sao japoneses e Aliens sao genericos, sendo os malvados uma variedade americana.
O fato eh que, inicialmente, igual jaboticabas caindo, um a um dos meus amigos descolaram do pau (eu acho que eu poderia arrumar uma imagem mais poetica, mas agora jah foi...)
Eles pipocaram as avessas, no Messenger, no orkut, no skype, e em qualquer possivel visibilidade que tivessem. Deixaram-me como se o universo inteiro tivesse sido destruido e a humanidade tivesse sido tragada por uma hecatombe, fulminada por um asteroide certeiro - quem sabe - e soh eu havia restado, pois o cometa era capaz de desviar de chatos.
Qual nada! Era soh minha candura normal que ficava, por conta de um vinho peconhento, mais peconhenta ainda, perfilando criticas, arremessando mal-dizeres e caindo, arrongante, dormida de enfado e mal-amor.
Nunca mais tomarei daquele vinho, o culpado de tudo isso.
Monday, 24 December 2007
Sunday, 23 December 2007
Mensagem de natal da rainha
Friday, 21 December 2007
Thursday, 20 December 2007
Picasso e Portinari sem alarme.
Update: ffaltou um m e a concordancia verbal foi roubada tambem. Desculpem meu microteclado e meu furioso corretor ortografico gringo.
Wednesday, 19 December 2007
natal dificil
The bells of waiting Advent ring,
The Tortoise stove is lit again
And lamp-oil light across the night
Has caught the streaks of winter rain
In many a stained-glass window sheen
From Crimson Lake to Hookers Green.
The holly in the windy hedge
And round the Manor House the yew
Will soon be stripped to deck the ledge,
The altar, font and arch and pew,
So that the villagers can say
'The church looks nice' on Christmas Day.
Provincial Public Houses blaze,
Corporation tramcars clang,
On lighted tenements I gaze,
Where paper decorations hang,
And bunting in the red Town Hall
Says 'Merry Christmas to you all'.
And London shops on Christmas Eve
Are strung with silver bells and flowers
As hurrying clerks the City leave
To pigeon-haunted classic towers,
And marbled clouds go scudding by
The many-steepled London sky.
And girls in slacks remember Dad,
And oafish louts remember Mum,
And sleepless children's hearts are glad.
And Christmas-morning bells say 'Come!'
Even to shining ones who dwell
Safe in the Dorchester Hotel.
And is it true,
This most tremendous tale of all,
Seen in a stained-glass window's hue,
A Baby in an ox's stall ?
The Maker of the stars and sea
Become a Child on earth for me ?
And is it true ? For if it is,
No loving fingers tying strings
Around those tissued fripperies,
The sweet and silly Christmas things,
Bath salts and inexpensive scent
And hideous tie so kindly meant,
No love that in a family dwells,
No carolling in frosty air,
Nor all the steeple-shaking bells
Can with this single Truth compare -
That God was man in Palestine
And lives today in Bread and Wine.
Craincas amam Linux?
Tuesday, 18 December 2007
Bumbum paticumbum o cacete.

Leio naquele jornal de fofocas que eh o globo on-line - tambem chamado de "Ge um" - que a compra de ingressos pro carnaval no sambodromo de Sao Paulo estah baixa. Fico, por um segundo imaginando: "serah que os brasileiros perceberam que a associacao das escolas de samba com traficantes eh uma realidade e resolveram dar um basta nesse patrocinio atraves de um boicote consensual?"
O tal G1 quer mesmo fazer alarde e com essa materia pifia - quase uma "fofoquinha" como as outras noticias que veicula - tem claramente a intencao de promover o evento.
Mas eu nao vou deixar de sonhar por um dia ver um boicote aaquela merda pasteurizada na avenida, no Rio ou em Sao Paulo, suas interminaveis repeticoes de bundas e peitos, sambas com letras tolas, evento fora da expressao realmente popular. Pra mim o carnaval em sambodromo morre tarde, que a rede globo faca seu velorio. E que a classe media pare de ser a financiadora inocente-util de traficantes.
Monday, 17 December 2007
YULE-TIDE
Yule é uma celebração do Norte da Europa que existe deste dos tempos pré-Cristãos. Os pagãos Germânicos celebravam o Yule desde os finais de Dezembro até aos primeiros dias de Janeiro, abrangendo o Solstício de Inverno. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, e é até hoje considerado o inicio da roda do ano por muitas tradições Pagãs. Actualmente é um dos oito feriados solares ou Sabbats do Neopaganismo. No Neopaganismo moderno, o Yule é celebrado no Solstício de Inverno, por volta de dia 21 de Dezembro no hemisfério Norte e por volta do dia 21 de Junho no hemisfério Sul.
Na Península Ibérica era costume festejar-se o Yule Ibérico, organizado conjuntamente pela Ordem Portuguesa de Wicca e pela Ordem Espanhola de Wicca.
Enfim, a mesma porcaria de tradicao pagan.
Sunday, 16 December 2007
Para o Tulio
Se acha que nao dah conta, deh o fora correndo, tchau.
Saturday, 15 December 2007
Spice o que?
A mais badalada delas eh Victoria Beckman: tudo o que aquela mulher faz chama a atencao dos tabloides ruins, vendidos por 20 pences. Chamada "Posh" pela populacao, Victoria eh um entojo, cada vez mais plastificada, anorexica, com seu cabelinho assimetrico digno para uma mulher 20 anos mais nova. Victoria eh feia, e eh a prova de que dinheiro ajuda a melhorar o visual, sobretudo se voce sempre for fotografado de longe.
Espero com sinceridade que elas fracassem - voces vao me achar mal, mas nao fazem ideia de como eh irritante ver essa midia forcando a barra para reabilitar coisas velhas.
P.S.: xoxota-midia eh o grande setor musical espalhado pelo mundo que usa e abusa das mulheres, vendendo-as com aquela imagem peculiar de prostitutas lascivas, de acesso facil, rapido e, principalmente, barato. A xoxota-midia eh quem dita o modelo das garotas inglesas, aquelas simpatias histrionicas que voce pode encontrar bebadas pelas ruas nos finais de semana.
Aquece ou esfria?
Ja opiniei aqui que nao acredito nessa patacoada de aquecimento global. Nao vou discutir isso, pois nao vale a pena: evidencias cientificas estao longe de "provar" que esta ocorrendo. Para mim trata-se mais de uma maneira ideologica de deter uma supremacia industrial de certos paises, como o proprio EUA. A China evidentemente, segunda poluidora do mundo, ia ficar de fora, claro, trata-se de barrar o desenvolvimento nos EUA.
Mas o que me chamou a atencao desse encontrinho foi um certo olhar sobre as florestas tropicais... Mencionaram a tal protecao, e meu receio eh que, com mais petroleo a cada dia sendo descoberto em solo brasileiro, mais a tal protecao se entenda no direito de tomar pra si aquele territorio, nao politicamente, mas com o tipo de colonizacao que esses paises bem sabem fazer (lembra do projeto Jari?).
O texto do tal encontro picareta de Bali eh um documento vago, que nao conseguiu estabelecer que tipos de cortes na fumaca cada pais tera de fazer, e jogou no ar o interesse em areas verdes do Brasil, que seriam - talvez - protegidas por meio de subsidios de paises ricos.
O que eu vejo se configurar eh uma linha ideologica que tenta colocar cientistas sem provas cientificas no comando de acoes que repercutem diretamente e fortmente na economia e politica. Exatamente por isso, vai ser muito polemico. Torco para que eu esteja errado.
P.S.: eu odeio comentar dados sem dar referencia deles, mas li em algum lugar que o ano de 2007 foi dos mais quentes nos ultimos 20 anos. E foi o mais frio tambem. Durma-se com um P.S. desses.
Friday, 14 December 2007
que Bundinha sou eu
Thursday, 13 December 2007
O Trem Baum!
"A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou nesta quinta (13) projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que proíbe o uso de estrangeirismos no País.
O projeto já foi aprovado pelo Senado e agora terá de ser votado no plenário da Câmara.
Pelo projeto, toda palavra ou expressão escrita em língua estrangeira e destinada ao conhecimento público no Brasil virá acompanhada, em letra de igual destaque, do termo ou da expressão correspondente em português.
Isso inclui meios de comunicação de massa, mensagens publicitárias e informações comerciais. No caso de documentos da administração pública, o uso do português é obrigatório. A punição para os infratores ainda será definida em lei."
Pinto e pinguim
parte1
parte 2
Wednesday, 12 December 2007
A noite, todos os gatos NAO sao pardos.
O Ministério da Ciência e Tecnologia da Coréia da Sul divulgou imagens de gatos recém-criados, cuja característica especial é o fato de brilharem no escuro. O feito é possível graças a uma alteração genética, com a inclusão de um gene de outra espécie que já tem essa característica de fluorescência. Há muitas espécies marinhas que têm essa propriedade. Uma vez isolado o gene responsável, basta inseri-lo no DNA do bichano para torná-lo fluorescente.
Tuesday, 11 December 2007
Post especial para o SAMUEL que esta se formando!!!

E tem horas que eu queria ser um Prospero, ordenar Ariel pra fazer uma tempestade, trazer minhas animozidades ate minha ilha pra fazer uma festinha particular de reconciliacao, tudo embalado com admiraveis mundos novos e novas portas da percepcao. Ah.. E depois, tudo seria cantado pelo The Doors, e escrito pelo Aldous Huxley!
Carta ao Fernando
Eu disse: “- calma, Fernando, deixa eu arrumar aquela carta, porque quando eu escrevi eram 3 horas da manhã e eu estava cansado, depois de trabalhar o dia todo na tese”, e aí a carta saiu desengonçada, com erros, e sem nenhuma mensagem muito “bacana”, como costumam ser as mensagens de professores para seus estudantes, nessas ocasiões.
Eu me lembro que eu mesmo gostava de ouvir, há uns 4 anos atrás, um discurso de um professor americano que começava aconselhando uma turma de formandos a usar protetor solar. Esse vídeo passou tantas vezes e tantas vezes que no final todos os que gostavam do discurso acabaram enjoando dele e de suas mensagens “bacanas”.
Eu acho que isso acontece com todos os discursos quando eles tentam ser muito bacanas, marcantes e inspiradores. Parece que, nessa hora, o outro lado da vida da gente, que é patético, espontâneo e repetitivo, começa a contrastar com as aspirações altas, e nobres e lúcidas do orador, e acabamos ficando consternados com esse contraste: entre o grande projeto e responsabilidade ética que nos desejam imputar pelos conselhos e o modo real com que vamos ter de nos virar para dar solução às nossas vidas.
Quando então eu fui reescrever a carta para o Fernando, numa crise de criatividade, a única coisa que me ocorreu, de original e inspirador, foi uma mensagem no mínimo estranha:
“Queridos formandos em arquitetura de 2007, virem-se!”
É claro que esse início chamaria a atencão, coisa que um discurso precisa fazer. Então, deixem-me explicar o sentido dessa frase, usando palavras e conselhos bem simples:
Queridos formandos, virem-se!
Não há nenhuma fórmula para sucesso profissional, nem tão pouco nenhum modelo que vocês possam seguir como garantia de sua felicidade e realização.
Virem-se!
A única saída que vocês têm é encarar o fato de que vocês são jovens, e que profissionalmente irão trabalhar para pessoas de seu círculo social. Não haverá atalhos, nem modelos, apenas algumas regras do código moral da profissão de arquiteto, cujas prescriões não incluirão as muitas situações difíceis que vocês provavelmente terão de enfrentar.
Mas não desanimem, virem-se!
Vocês terão de, a partir de agora, iniciar essa construção que é cada um de vocês como um profissional arquiteto. Tão variadas são as possibilidades profissionais que vocês têm a sua frente quanto variados são os tipos de edifícios que existem nesse mundo.
Por favor, não imaginem que a arquitetura seja feita de só um tipo de espaço,
nem só um tipo de solução,
nem só um tipo de estilo.
Nem tão pouco os arquitetos serão sempre os de um mesmo tipo.
É nesse contexto que eu desejo que vocês se virem,
e transformem sua história individual numa razão para fundamentar a profissão que vocês escolheram,
lidando com suas realidades e aceitando encarar sua própria história,
construindo o seu lugar longe de qualquer discurso que queira impor objetivos irrealizáveis,
valores morais falsos, impossíveis de seguir,
e metas cuja consecução requereriam muito mais do que o seu esforço individual.
Sejam honestos, com vocês e com os outros,
E dediquem-se de corpo e alma.
Encarem a vida com alegria.
Virem-se!
Não se deixem abater por quem lhes tirar as ilusões.
Procurem aprender a distinguir entre a ilusão e o sonho.
Não se deixem abater por situações de crise.
Procurem aprender que criatividade veio para dar soluções a essas horas.
Não se comparem com outros profissionais.
Procurem ter em mente que competir é olhar para frente, para um rumo, um objetivo, e não para os lados.
Enfim, virem-se! Procurem ser vocês mesmos, e não se envergonhem de sua própria história.
Desejo que vocês tenham o ânimo longo para começar desde já a superar a grande falta de criatividade de nossos dias, criando, de princípio, a vocês mesmos, na decisão de serem o mais felizes que puderem ser.
Que Deus os abençoe.
Renato Cesar Ferreira de Souza
Monday, 10 December 2007
Carta aos formandos 2007
Lamento nao me manifestar mais a tempo de enviar telegramas, cartas ou qualquer outra manifestacao. Aguardo para quando voltar poder encontra-los entao como profissionais, e desejo que voces fiquem felizes por terem se formado naquilo que queriam: metade de seus esforcos em buscar a felicidade consiste em buscar trabalhar com aquilo que gostam. Eu desejo de todo coracao que as oportunidades profissionais aparecem uma atras da outra, e se por ventura nao aparecerem, desejo que voces tenham feh e esperanca em continuar gostando da profissao e que resitam o mais que puderem nela.
E se ainda assim a vida, por forcas do destino, levar voces para outras profissoes, desejo que mantenham sempre no coracao o gosto pelo assunto que estudaram. Creio que quanto mais continuarem gostando, mais probablilidades terao de sobreviver a qualquer crise, falta de oportunidade ou sorte.
Nao acreditem em sorte. Facam voces mesmos tudo o que estiver ao alcance de voces e nao esperem por sorte. Se ela vier, agradecam a Deus. Se nao vier, acreditem que terao forcas para conquistar seus desejos.
Que Deus os abencoe.
Sunday, 9 December 2007
Dancinha
Friday, 7 December 2007
Natal e Cinismo

Existem algumas coisas quase imperceptíveis que tornam o natal especialmente cínico aqui no Reino Unido. Primeiro, a mentira de que a britânia é uma sociedade multicultural. Isso vem do fato de que em cada cidade há ghettos absolutamente separados que somente se cruzam no centro comercial para ganhar dinheiro. Aí, quando o assunto é negociar para ganhar, as diferenas cessam.
Aparte isso, as cidades são em cachos, cada cacho odiando o cacho vizinho e zelando para que os limites territoriais sejam mantidos com elegância - claro, que não gostam de imitar os EUA aqui não. Por exemplo, você é livre para cruzar a área muslin da cidade, mas há de sentir no ar e nos olhares uma reprovação pelo fato de você estar ali. Não faça isso a noite, senão pode ser mesmo ameaçador.
Assim, o espaço da cidade se torna não brutal ou violento, como nas cidades brasileiras, mas cínico. Sim, aqui o espaço guarda um quê de cinismo que me irrita com extrema facilidade. Até os jovens se comportam com esse cinismo nas ruas, são estressados, de um modo de andar duro e quebradiço, não importa se ingleses, chineses, africanos ou árabes.
A sutileza a que me referi é que, para alinhar com a mentira cínica da multiculturalidade, o governo decidiu proibir que o natal ficasse associado com o cristianismo, posto que isso poderia “aborrecer” as outras religiões dessa linda multicultura de araque.
E então você tem isso: um natal onde o único apelo que se vê é o comercial, uma vez que baniram o presépio, enxotaram os carnerinhos, disbarataram as vaquinhas, expulsaram são José e Maria, e sequestraram Jesus Cristinho.
Resta agora esperar passar essa data maldita para me ver livre desse cinismo. Se existe uma coisa que eu gostaria de fazer diferença nessa vida seria criar um boicote bem significativo com outras pessoas a essa merda de data.
Thursday, 6 December 2007
Condominios
"-O neurotico constroi castelos no ar, os psicoticos moram neles e os psicanalistas cobram o aluguel..."
De agora em diante, tudo eh natal.
Sing along:
*Satan Claws Is Coming To Slay You*
You'd better watch out, you'd better shut your mouth, you'd better hide out, you'd better crawl under your couch.
Satan Claws is coming to slay you.
Oh, he's makin' a list, of everything you do, he's thinkin of the ways he's gonna get you,
Satan Claws is coming to slay you.
He knows when you are sleeping, he knows when you're awake, he's big, he's bad, he's hard to kill, so get a wooden stake.
Oh, he's makin' you wish, you'd never been born, he's got an evil laugh and he deserves your scorn,
Satan Claws is coming to slay you.
Wednesday, 5 December 2007
Nostalgia
Senta e relembra:
Tuesday, 4 December 2007
the noughties
“Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Tenho uma relação de amor e ódio com esse poema, mas cada vez minha memória sublinha uma frase, e a frase da vez foi essa.
Bom, parte da minha antipatia é devida ao fato de eu ter ouvido e recitado o tal poema tantas vezes.
Outra boa parte é implicância mesmo, com esse dramalhão exagerado do Álvaro de Campos, essa coisa de descobrir que o pensamento metafísico está associado a acidez estomacal, depois uma farta refeição em que me ponho a pensar no alto da minha mansarda.
Ouvi uma certa vez esse poema sendo recitado por Villaret, que não é o Villaret que morreu em 1961, mas um outro cujo o primeiro nome esqueci. Até hoje me recordo do que ouvi: um amigo gravou para mim uma fita cassete, daquelas que ensebam, e que foi provavelmente copia de um disco de vinil, daqueles que arranham, e aquela coisa mecanica da fita se embolou no cabeçote de um sound-system dos infernos, levando pra sempre meu registro tabágico nas vicissitudes dessa tecnologia analógica cuja lógica é acabar, ensebar, sujar, desintegrar, dissolver e quebrar.
“Quando havia gente, era igual a outra” é o máximo da falta de paciência com a humanidade, coisa com que eu compartilho nesse momento, por isso, então, a memória me trouxe essa linha. Quando há gente, são iguais aos outros. Ensebam, sujam, desgastam, perdem a visão, esmorecem, perdem a força e são, como no dizer de Brás Cubas, pontuais na sepultura. É, isso dá pena.

Porquê são sempre iguais aos outros - elevando essa visão, quem sabe, a altura de uma mansarda para contemplar a miséria humana – porquê sempre se agitam ao longo da vida em desespero frente a expatriação de não ter lugar, à falta de pouso, iludindo-se em morar numa “mansarda” para ter consolo e quietude, mas sempre com um cravo na alma, a sensação de que tudo não é sonho por fora, mas, mais, de que é inútil, e por dentro, onde o sentido? – chamam isso niilismo.
Por aqui estão chamando essa primeira década de dois mil de “the noughties”. Nada mais apropriado.
Monday, 3 December 2007
Sunday, 2 December 2007
Shandy Shandy
Uma onda de frio e chuva caiu sobre a ilha e a melhor opcao foi ficar em casa tomando shandy e conversando na internet. Shandy eh uma mistura de 1/3 de cerveja e o resto de soda limonada. Shandy eh proibido no Brasil, por causa da ignorancia, mas aqui, jah o tomam desde a idade media. Engracado isso.

A vitima da internet foi o Alan, que foi submetido as mais torturantes memorias dos anos setenta e todas as suas esquisitices extragalaticas. Peter tambem estava, rolando de rir, fazendo bem depois de 4 dias sem fumar nem beber - por isso o tal do shandy, pra evitar de cara cair na cerveja.
Simpatia.
Vamos ficar todos cevados antes de voltar ao Brasil.
Friday, 30 November 2007
Goiere
"A Polícia Civil de Goioerê, cidade que fica no centro-oeste do Paraná, está autuando pais de alunos da rede pública que não freqüentam a escola. Levantamento feito pelo Conselho Tutelar do município, em parceria com as escolas e com o Ministério Público, aponta que 37 adolescentes estão sem freqüentar as aulas desde o início do ano letivo."
Uma vez superada a pessima redacao, tipica das noticias da Globo na internet...
Parabens, Goiere! Se essa lei fosse levada a serio, muita coisa mudaria para melhor na educacao. No Reino Unido nao ocorre so a multa, mas a prisao dos pais.
A origem da "bunda"

Nem todos os reporteres do G1 sao tao ruins assim. Alguns sao ate divertidos:
"Nos humanos, a distribuição da gordura branca no corpo varia com a idade. Perdemos gorduras subcutâneas e aumentamos gorduras intra-abdominais conforme envelhecemos. O fator genético também influencia. Estudos com gêmeos revelaram que fatores genéticos podem contribuir de 30 a 70% para as chances de obesidade. É o caso das mulheres africanas da tribo de Hottentot/Khoisan, conhecidas pela maneira como carregam as crianças nas costas — literalmente sentadas nas fartas nádegas. Isso me lembra um livro de Rachel Holmes que descreve a drástica história de uma mulher dessa região, Saartjie Baartman, que foi levada para a Europa como uma atração bizarra (ou uma vênus exótica, para os mais românticos). Da mesma forma, mulheres da tribo africana dos Bundus, apresentam acentuado acúmulo de gordura nas nádegas. Curiosidade: o fato de mulheres dessa tribo terem vindo ao Brasil durante o período de escravidão, sugere que a palavra “bunda” tenha sua origem nessa característica física."
Thursday, 29 November 2007
Wednesday, 28 November 2007
Merito e originalidade
O problema eh que as coisas novas nao sao boas,
e as coisas boas nao sao novas.
Bom
Bom, de duan, duelo, duelar, o homem bom é beligerante, guerreiro, lutador?
Uma coisa eu sei: só quando alguém é excessivamente é que esse alguém consegue ser bom. Ser miseravelmente contém - não deixa perder, lascia perdere, perdonare. Perdão dá quem tem em excesso e não sente falta da perda. Bondade não é para a miséria do espírito, ela é consequência de um transbordo, incontinência, é bondade sem sequer perceber.
Monday, 26 November 2007
de profundis
das prefundas da minhalma
eu odeio fotolog
e no que as pessoas se
ttransformam quando usam o
foto cu
eh o maximo do ocularcentrismo
que eu quero mandar que se enfiem no opposto, no cu.
Sunday, 25 November 2007
Uniformes superpoderosos
Bem, se nao passar e entalar, ele quebra a parede.
Friday, 23 November 2007
Carla Bruni - Quelqu'un M'a Dit
On me dit que nos vies ne valent pas grand-chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses,
On me dit que le temps qui glisse est un salaud,
Que de nos chagrins il s'en fait des manteaux.
Pourtant quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore,
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore,
Serais ce possible alors ? (refrain)
On me dit que le destin se moque bien de nous,
Qu'il ne nous donne rien, et qu'il nous promet tout,
Paraît que le bonheur est à portée de main,
Alors on tend la main et on se retrouve fou.
Pourtant quelqu'un m'a dit...
Mais qui est-ce qui m'a dit que toujours tu m'aimais?
Je ne me souviens plus, c'était tard dans la nuit,
J'entends encore la voix, mais je ne vois plus les
traits, "Il vous aime, c'est secret, ne lui dites pas
que je vous l'ai dit."
Tu vois, quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore,
Me l'a t'on vraiment dit que tu m'aimais encore,
Serait-ce possible alors ?
On me dit que nos vies ne valent pas grand-chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses,
On me dit que le temps qui glisse est un salaud,
Et que de nos tristesses il s'en fait des manteaux.
Pourtant quelqu'un m'a dit
Aquecimento global uma pinoia
Ah, o inverno com neve! Não incorporarei nunca ao vocabulário cotidiano da minha alma as circunstâncias que me levam a escrever: “vai nevar nesse fim de semana!”. Muito embora a frase soe natural para mim agora, não o é e nunca o será, ainda que eu vivesse aqui o resto dos meus dias.
Há sempre algo esquisito entre eu e o mundo com o que eu não consigo obter aquela visão politicamente correta de uma terra tão natural, tão mãe, tão harmônica e cheio de suas razões tão naturais. Não. Nada de “naturezas”. Por isso não tenho a imagem da perfeição que são as causas naturais, os processos naturais como o clima, a chuva, a neve o calor o sol, e também os tufões, as ventanias, os maremotos (que agora são chamados “tsunamis” porque fica mais chique, ninguém mais fala “maremoto”, parece coisa de tempero chinês...)
Tal como tudo o mais no universo, a “natureza” é essa construção social que eu lido pelo viés também de um regulador social. A neve e o frio que eu vejo é a expressão de várias práticas, desde o controle dos radiadores de aquecimento, que tornam os interiores abafados e insalobres, até aas roupas em camadas barrando o movimento das pessoas, todas elas pingando em suor por dentro, enquanto as bochechas do rosto queimam de frio, por fora. A neve é esse cliché, de pureza porque é alva, e o frio mata todos os germes e o inglês chama a isso de “ar puro”. A neve é um clichê poético que eu não ouso refutar ou do contrário viver ficaria insuportável. É como eu justificar uma glaciação dizendo que nós, humanos, soubemos passar por ela, e portanto, sabemos agora como lidar com esse frio estúpido.
Não me acostumo.
A neve é linda, uma construção social do fato natural que se transformou numa camada que esconde que o mundo é a gente que faz.
Sunday, 18 November 2007
too fresh
My hatelist
Olha que luxo:

Cobertor com corpo humano

Dvd de lareira

O suprasumo da cafonice mezzo burguesa, uma fonte de chocolate hipercalorica

e para fazer par, uma super cafona fonte para sua sangria com vinho barato, que combina com a baranguice anterior

Mas bacana mesmo eh esse "pegador de aranha". Jah pensou nas possibilidades? Quando voce vir uma aranha, basta lembrar onde deixou essa porcaria. Para evitar perde-la, deixe decorando sobre a TV.
Saturday, 17 November 2007
Inutil
Nao sei qual e a solucao, mas vou seguir brigando.
Thursday, 15 November 2007
Gnomo maluco risonho
Considerando falta de tempo e inspiracao, a musica vale a pena de ouvir having loose time to enjoy it. Coisa que eu estou sem.
Wednesday, 14 November 2007
horrors
The attempt to adequate the links between representation and represented object in a research can lead to what Woolgar (1988) denominated “the methodological horrors”, which are ways in which attempts to effect connections between those two entities can go wrong. Such inadequacy can be expressed by three problems: indexicality, inconcludability, and reflexivity. According to the author, scientists have their own procedures to try to get rid of those horrors, strategically managing to deny the problem. But, despite their efforts in finding better adequacy between representations and objects, the mistakes are still embedded in the scientific construct, in the theory, even after the problem had been strategically managed. A brief account to this problem, in this section, will be worth to clear the representational problem either in the framework developed and in the results obtained from framework’s application.
Connections between object and its representations can go wrong when its links are indexical, which means, the underlying reality of a representation is never fixed and is always able to change with occasion. The indexicality problem means that is not in principle possible to establish an invariant meaning for any given representation, being always possible to nominate an alternative to any specific proposed meaning. The constant availability of alternative versions of the same event has the fairly obvious consequence that all attempts to do representation are defeasible, that is, are capable of being defeated.
The other methodological horror concerns the inconcludability of the research. The task of exhaustively and precisely defining the underlying meaning of any one representation is, in principle, endless. It is always possible to ask for further clarification, elaboration, elucidation, and the like. Attempts to meet this request are ultimately doomed to failure, once it will involve inevitably the use of other representations as part of the clarification process, and those later representations can be subject to the same kinds of request for yet further elucidation.
The third horror corresponds to the reflexivity between representation and represented object. The interdependence between them is such that the sense of the representation is elaborated by drawing on knowledge of the object, and knowledge of the object is elaborated by what is known about its representation. In other words, it is not possible to conceive of component parts of any representation-object couple as straightforwardly independent. In models of causal explanation, the reflexivity suggests that we recognize Explanans and explanandum as intimately and inextricably intertwined.
Sunday, 11 November 2007
Saturday, 10 November 2007
100 anos
"Visitantes que não entendem a língua inglesa podem ter dificuldade de compreender alguns projetos internacionais, pois quase todos têm apenas textos escritos em inglês, sem tradução para o português. Isso ocorre na parte destinada a projetos gregos, suíços, holandeses, chineses, japoneses, dinamarqueses, entre outros. Até os provenientes de países de língua espanhola, tiveram seus quadros explicativos padronizados em inglês, como é o caso da parte destinada a projetos da Venezuela. Segundo Magalhães, foi pedido aos expositores que trouxessem textos traduzidos, mas a maioria não fez isso. No entanto, segundo ele, a mostra conta com quase cem monitores que poderão dar explicações sobre os projetos."
Mal sabem os visitantes que a lingua nao sera o unico estrangeirismo a que se devera sobreviver nessa exposicao. E lah estava, oportunisticamente programada, a coisa do Niemeyer, 100 anos.
Monday, 5 November 2007
Saturday, 3 November 2007
Me dah um dado
Na listagem abaixo, os valores são totalizados considerando 8 anos de governo PSDB e 4 de governo Lula
Fontes: IBGE, IBGE/Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar - desde 1994); ANEEL; Bovespa; CNI; CIESP; Ministérios Federais e Agências Reg.; SUS; CES/FGV; jornais FSP, Valor, Gazeta Mercantil, O Globo, OESP, entre outros.
Número de policiais federais:
Lula: 11 mil
PSDB: 5 mil
Operações da PF contra a corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro, etc...:
Lula- 183
PSDB - 20
Prisões efetuadas:
Lula: 2.971
PSDB: 54
Criação de empregos :
Lula: 6 milhões (4 milhões com carteira assinada)
PSDB: 700 mil
Média anual de empregos gerados :
Lula: 1,14 milhão
PSDB: 87,5 mil
Média mensal de empregos gerados:
Lula: 95 mil
PSDB: 87 mil
Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas:
Lula: 8,3%
PSDB: 11,7%
Desemprego em SP:
Lula: 16,9%
PSDB: 19,0%
Exportações (em dólares):
Lula: 118,3 bilhões
PSDB: 60,4 bilhões
Balança comercial (em dólares):
Lula: 103,3 bilhões (positivos)
PSDB: - 8,4 bilhões (negativos)
Transações correntes (em dólares):
Lula: 30,1 bilhões (positivos)
PSDB: - 186,2 bilhões (negativos)
Risco-país:
Lula: 204 * No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.
PSDB: 2.400 (!!)
Inflação:
Lula: 2,8%
PSDB: 12,53%
Dívida com o FMI (em dólares):
Lula: dívida paga
PSDB: 14,7 bilhões
Dívida com o Clube de Paris (em dólares):
Lula: dívida paga
PSDB: 5 bilhões
Dívida pública:
Lula: 34,2%
PSDB: 35,3%
Dívida externa:
Lula: 2,41%
PSDB:12,45%
Investimento em desenvolvimento (em reais):
Lula: 47,1 bilhões
PSDB: 38,2 bilhões
Empréstimo para habitação (em reais):
Lula: 4,5 bilhões
PSDB: 1,7 bilhões
PIB:
Lula: 2,6% ao ano (até 2005)
PSDB: 2,3% ao ano
Crescimento industrial:
Lula: 3,77% * O lucro líquido das grandes empresas com ações em Bolsa quase triplicou nos três anos e meio de governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao período da segunda gestão de Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002. Folha de S. Paulo (20/08/2006)
PSDB: 1,94%
Produção de bens duráveis:
Lula: 11,8%
PSDB: 2,4%
Aumento na Produção de veículos:
Lula: 2,4%
PSDB: 1,8%
Crédito para a agricultura familiar:
Lula: 6,1%
PSDB: 2,4%
Crescimento real do salário mínimo:
Lula: 25,3% * Ganho real de 25,7% em três anos
PSDB: 20,6%
Valor do salário mínimo em dólares:
Lula: 152
PSDB: 55
Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica:
Lula: 2,2 cestas básicas
PSDB: 1,3 cesta básica
Aumento do custo da cesta básica:
Lula: 15,6%
PSDB: 81,6%
Índice de Desigualdade social:
Lula: 0,559
PSDB: 0,573
Participação dos mais pobres na renda:
Lula: 15,2%
PSDB: 14,4%
Número de pobres:
Lula: 33,57%
PSDB: 34,34%
Número de miseráveis:
Lula: 25,08%
PSDB: 26,23%
Transferência de renda (em reais):
Lula: 7,1 bilhões
PSDB: 2,3 bilhões
Média por família:
Lula: 70 reais
PSDB: 25 reais
Atendidos pelo programa Saúde da Família:
Lula: 43,4%
PSDB: 30,4%
Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico):
Lula: 33,7% * 15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista.
PSDB: 17,5%
Mortalidade infantil indígena (por 1000 habitantes):
Lula: 21,6
PSDB: 55,7
Número de turistas que vêm ao Brasil:
Lula: 4,6 milhões
PSDB: 3,8 milhões
Pró-jovem - estudo subsidiado
Lula: 93 mil (18 a 24 anos) * 100 reais por mês de subsídio a cada estudante
PSDB: não havia programa.
Bolsa Família
Lula: 11,1 milhões de famílias * Educação e subsídio alimentar
PSDB: o programa era o Bolsa Escola com menos atendidos e atendimento mais limitado.
Incremento no acesso a água no semi-árido nordestino
Lula: 762 mil pessoas e 152 mil cisternas
PSDB: zero, não havia programa.
Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor)
Lula: 3,3 milhões de brasileiros
PSDB: zero, não havia programa.
Áreas ambientais preservadas
Lula: incremento de 19,6 milhões de hectares (2003 a 2006)
Do ano de 1500 até 2002: 40 milhões de hectares
Apoio à agricultura familiar
Lula: 7,5 bilhões (safra 2005/2006) * O governo Lula investirá 10 bilhões na safra 2006/2007
PSDB: 2,5 bilhões (último ano de governo)
Compra de terras para Reforma Agrária
Lula: 2,7 bilhões (2003 a 2005)
PSDB: 1,1 bilhão (1999 a 2002)
Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:
Lula: 14,99 bilhões
PSDB: 8,3 bilhões
Investimentos em alimentação escolar:
Lula: 1 bilhão
PSDB: 848 milhões
Investimento anual em saúde básica:
Lula: 1,5 bilhão
PSDB: 155 milhões
Equipes do Programa Saúde da Família:
Lula: 21.609
PSDB: 16.698
População atendida pelo Prog. Saúde da Família:
Lula:70 milhões
PSDB: 55 milhões
Porcentagem da população atendida pelo Programa Saúde da Família:
Lula: 39,7%
PSDB: 31,9%
Pacientes com HIV positivo atendidos pela rede pública de saúde:
Lula: 151 mil
PSDB: 119 mil
Juros:
Lula: 16%
PSDB: 25%
BOVESPA
Lula: 35,2 mil pontos
PSDB: 11,2 mil pontos
Dívida externa:
Lula: 165 bilhões
PSDB: 210 bilhões
Desemprego no país:
Lula: 9,6%
PSDB: 12,2%
Dívida/PIB:
Lula: 51%
PSDB: 57,5%
Eletrificação Rural
Lula: 3 milhões de pessoas
PSDB: 2,7 mil pessoas
Livros gratuitos para o Ensino Médio
Lula: 7 milhões
PSDB: zero
Geração de Energia Elétrica
Lula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência. Está prevista para os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na capacidade de geração do País, proveniente dos 65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas.
PSDB em final de governo: apagão
Thursday, 1 November 2007
Humor britanico, com toda sua rudeza medieval.
Wednesday, 31 October 2007
Tuesday, 23 October 2007
Triste

Arquitetura emblematica funciona quando eh emblema de instituicoes reais. Quando elas nao existem, o resultado eh o que se segue.
Biblioteca de fachada
Inaugurada duas vezes no ano passado, construção de R$ 42 milhões não tem livros nem data para abrir; só com energia, gastos mensais são de R$ 125 mil
FÁBIO VICTOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Fincada na Esplanada dos Ministérios, a 500 metros da célebre catedral, a Biblioteca Nacional de Brasília, mais recente projeto de Oscar Niemeyer a tomar forma na capital, foi inaugurada duas vezes no ano passado, mas hoje é pouco mais que um enfeite na avenida-cartão-postal da cidade. Não há um único livro na estante, não há data para que comece a funcionar e, entre os muitos obstáculos para que isso aconteça, está a discordância do escritório de Niemeyer ao plano dos administradores de pôr insulfilm nas janelas. Construída e gerida pelo GDF (Governo do Distrito Federal), a Biblioteca Nacional forma, com o Museu da República -este já em funcionamento-, o Conjunto Cultural da República. Os dois prédios são a primeira metade do último elemento para finalizar o projeto original de Niemeyer e Lúcio Costa para Brasília -faltam um espaço para shows e um conjunto de cinemas, a serem construídos ali perto. Dois governadores inauguraram a biblioteca, que custou sozinha R$ 42 milhões ao GDF (o complexo inteiro ficou em torno de R$ 130 milhões). Em 31 de março de 2006, a inauguração coube a Joaquim Roriz (PMDB), que viria a ser eleito senador e posteriormente renunciar ao mandato, para escapar de cassação. Às vésperas de deixar o cargo, a sucessora de Roriz, Maria de Lourdes Abadia (PSDB), fez, em 15 de dezembro, a inauguração dela. Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já há livros doados, cerca de 10 mil dos 250 mil que a biblioteca poderá abrigar. Ocorre que, de acordo com a atual direção, o prédio novo em folha não tem as condições necessárias para armazená-los. À parte as rixas políticas que criam o habitual "jogo de empurra" em transições de governo -o governador José Roberto Arruda (DEM), que assumiu em janeiro, virou adversário de Roriz e de Abadia-, uma visita ao prédio revela que há de fato inúmeros problemas. As salas projetadas para o acervo recebem sol incidente. Uma parede vazada em tese minimizaria o efeito sobre os livros, mas, segundo a Secretaria de Cultura do DF, os cobogós (blocos vazados) foram feitos mais abertos do que o previsto no projeto. "Para economizar, infelizmente, não seguiram o projeto do Niemeyer, que previa um cobogó menor", afirma o secretário Silvestre Gorgulho.
A saída encontrada pelo GDF foi colocar nos 1.700 m2 de área de vidraças uma película protetora escura. Segundo o diretor da biblioteca, Antonio Miranda, uma licitação no valor de R$ 150 mil será aberta nos próximos dias para comprar o material, que, ele afirma, veda 92% da luz. Ao ser informado do plano pela reportagem, o escritório de Niemeyer reagiu com espanto. "No nosso projeto, não tinha insulfilme, jamais colocaríamos, não é adequado. Eles têm de nos consultar. É melhor uma tela ou proteção interna", queixou-se Jair Valera, colaborador de Niemeyer que desenvolveu o projeto. Consultado, o próprio Niemeyer, que em dezembro fará cem anos, disse não saber do caso. "Eu gosto muito da biblioteca, porque ela está defronte ao museu [da República] e combina bem. É uma biblioteca moderna, com tudo o que é preciso, mas desse detalhe eu não estou a par", afirmou.
Desperdício
A ausência ou inadequação de equipamentos essenciais para a biblioteca funcionar escancaram o desperdício de dinheiro público: o prédio foi entregue na gestão passada com um sistema contra incêndio do tipo sprinkler (esguichos de água no teto), mas a atual diz que terá de trocá-lo. "Com esse [sistema], se você salvar os livros do fogo, não salva da água", explica o diretor Miranda. Será preciso colocar portas de segurança. Há ainda divergências de, digamos, visões de mundo, entre os que inauguraram o prédio e os atuais administradores. Miranda não gostou do layout dos espaços para leitura, divididos em salas individuais. Vai pôr as divisórias abaixo e criar salas coletivas. "O governo anterior não inaugurou uma biblioteca, mas um prédio vazio", dispara Miranda, que, como o secretário Gorgulho, faz questão de isentar o escritório de Niemeyer de responsabilidade. Até que a biblioteca funcione -não há prazo, mas a certeza de que só no ano que vem-, o GDF vem gastando para manter o prédio. Só com energia, são em média R$ 125 mil por mês. Nove funcionários dão expediente no prédio, além de dez seguranças por turno na vigilância. Os secretários de Cultura das gestões passadas divergem em relação às causas. Enquanto o de Roriz se isenta, faz coro à atual gestão e alfineta a gestão Abadia, o secretário desta alega que a obra foi entregue de acordo com o contratado. Nem tudo parado - A Biblioteca Nacional é uma obra grandiosa, com quatro andares, 120 m de comprimento e 10 mil m2 de área construída. Em formato retangular, o pavilhão faz contraponto ao Museu da República, este uma cúpula convexa semelhante a muitas projetadas por Niemeyer. Estão separados por 50 metros, e entre eles há uma praça com três espelhos d'água e um prédio para restaurante. Apesar dos obstáculos que impedem a abertura ao público, já funciona no local uma pequena parte de um ambicioso projeto -o primeiro módulo de um centro de inclusão digital, fruto de parceria do GDF com o Ministério de Ciência e Tecnologia. Um salão de exposições também está em atividade. O diretor diz ter acordos com universidades e editoras, e o apoio da Câmara Brasileira do Livro e da Unesco para doação do acervo. "Recebo rapidamente 150 mil livros, o problema é preparar o prédio. Além disso, nossa biblioteca digital será das mais avançadas do país, vamos produzir e disseminar conteúdo para escolas. Há parcerias com os ministérios da Educação e da Cultura, a Rede Nacional de Pesquisa, o Ibict [Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia] e a UnB [Universidade de Brasília]. Vencida essa etapa, não tenho dúvida de que teremos um centro cultural de vanguarda", empolga-se Miranda, escritor e professor do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da UnB.
Tirado daqui
Friday, 19 October 2007
Rachadura em Herzog

Doris Salcedo, uma artista colombiana, acertou em cheio ao propor como "obra de arte" uma rachadura no piso do hall de recepcao daquela porcaria de museu Tate Modern, uma usina reformada por Herzog e De Meuron. Nada mais apropriado do que uma rachadura de 167 metros para chamar a atencao para a ruindade do espaco que foi criado ali, inerte, sem vida, poser e congelado. Certamente foi o pior espaco de museu que eu vi na Europa, um ar proletario-posh que so o mal-enjambramento do espirito endinheirado dos ingleses eh capaz de fazer: tudo eh confuso, pernostico, monotono, fora de eswcala e proporcao. Um maosuleu da arte. Essa ruindade nao se contem em si e vaza para o exterior do museu, um dos piores desenhos urbanos da Inglaterra, rodilhado de pracas mortas, frias e desertas. A rachadura poderia ser verdadeira, aumentar, e engolir de vez aquela porcaria dispendiosa.
Thursday, 18 October 2007
Repulsa por esse tipo de coisa
Iluminados
Espero que explodam com a guerra na turquia.
A proposito desse post, estou criando um seleto clube de pessoas que levaram um peh-na-bunda pra decidir num boteco mais proximo o destino de todos os cornos desse universo.
Por que os posts desse blog sao tao ruinzinhos?
Nao vou justificar, mas soh pra constar uma associacao de fatores:
mini teclado traicoeiro,
um poderoso corretor ortografico de ingles vistoriando todas as palavras digitadas e as vezes corrigindo-as sem que eu veja,
minha miopia que tem se tornado pior,
um teclado filhodaputa sem acento.
Esta eh a formula da mediocridade - associada, eh claro, a minha falta de assunto.
Se a Debora Kerr que o Gregory Peck
Maes em baixa
A mensagem dos portugueses eh uma soh: "britanicos, nao tragam suas criancas para passar as ferias aqui!"
Wherever!
Ao final das investigacoes, ate os "dispatchers" ficam confusos: porque alguem roubaria a menina, sem pedir nada? Por que um corpo nao foi encontrado? Estaria escondido, tao bem escondido assim? Depois de analisar digitais em portas e janelas chegaram a conclusao que teria sido um fantasma imaterial e ectoplasmico para forcar as portas e janelas sem deixar tracos, exceto os dedoes dos pais.
Serio, o que me deixa ericado eh que, se de fato os pais mataram a menina, tera sido o caso de filhedaputagem e semvergonhice do seculo. A reputacao das maes britanicas vai para o bueiro, mais do que jah estah em baixa (um pais com o mais alto indice de maes solteiras e casamentos desfeitos na europa). A midia e a populacao mundial tera sido feita de idiota, com beija-maos de papa, apelos sensacionalistas e muita imprensa marron vendida as custas disso. Tera sido a cretinice do seculo. Do contrario, os portugueses sao uns burros.
Tuesday, 16 October 2007
Portugal x Inglaterra
Nao quer dizer que nao assista freeview, BBC 24 hours. Assisto sim- eh bom e vale a pena - mas uma vez visto a BBC 24 H, nao eh necessario ler qualquer tabloide. Bem, seria necessario se eu estivesse interessado nas disputas entre o Labour party e os toris, mas nao estou.
Fato eh que o caso da garotinha sumida em Portugal desde o principio tomou ares de uma disputa arrogante entre a Inglaterra e Portugal. Da primeira vez que me chamou a atencao, foi relativamente a paranoia generalizada - por causa dos fatos comprovados - consequente do fato de que a Europa come criancinhas. Sim, aqui, como em outras culturas paranoides, o medo de estranhos se aproximarem de suas criancas eh exageradissimo, uma vez que todo o mundo eh suspeito de ser pedofilo. Fotos, nem pensar - uma vez tirei uma foto do Big Ben desde a frente do museu britanico, e umas criancinhas nadavam nas fontes da trafalgar Square. Em dois minutos um guarda apareceu me perguntando por que eu tirara as fotos. "Sou turista! estou tirando fotos do Big Ben, nao ha como remover as criancas", respondi com odio mortal daquela arrogancia dos atuais guardas londrinos, ha muito tempo distantes daquela imagem poetica que Caetano fez deles em London, London.
Um amigo meu, que tinha suas criancas numa escolinha, aqui na minha cidade, quis uma vez filma-las num teatrinho promovido pela escola. Como outros pais reclamassem de que ele estava filmando tambem seus filhos, foi obrigado a interromper a filmagem, morto de raiva.
Por todo lado, aqui, a paranoia e a intolerancia andam de maos dadas. Uma vez, chegando com a Gilma proximo de Porto Bello Road, ficamos perdidos e ela, sem saber dessa doenca social, indagou a uma crianca de uns 14 anos, que estava a entrada de uma loja, qual era a direcao a tomar. A crianca olhou-a assustadissima, balbuciando, como se houvesse visto um monstro, e eu percebi, mais uma vez que se tratava da paranoia.
Conclui depois dessas experiencias que os ingleses tem na ilha um grande contingente de pedofilos, e isso lhes justiifica o comportamento. Esse quadro tambem disseminou reversamente uma profunda antipatia por criancas - claro, ninguem quer sequer chegar perto delas, e os pais fazem o imenso favor de retira-las da vista do publico. Nada de sorrir da inocencia das criancas brincando, ou de dizer palavras doces para os pais de uma crianca que sorri. Ignora-las, ate mesmo quando caem ou se machucam, quer precisem ou nao de ajuda, isso passou a ser a regra.
Essa paranoia, no entando, nao esta restrita soh a ilha. Os perversos pedofilos estao tambem no continente, e ate recentemente, mais longe, na Korea, disseminados pelo mundo a fora, como o caso de um cuja imagem foi descoberta pela interpol.
Diante de um quadro de paranoia como esse, justificadissima pelas atrocidades que se veem por aqui, aparece esse caso dessa menina sumida em Portugal.
Quando vi isso no jornal, somente uma pergunta me ocorreu: como eh que esses pais deixaram 3 criancas sozinhas, abaixo de 6 anos, e vao a um restaurante sozinhos, de cara lavada, sabendo que o fim do mundo esta batendo a porta, que os comunistas estao comendo criancinhas, e que a todo instante uma nova ameaca pode aparecer?
Acabo de ler agora que encontraram fluidos de gente morta no carro daqueles pais. A opiniao publica se divide entre considera-los culpados da morte da menina ou inocentes. Seja qual for o destino das investigacoes, eu continuo engasgado com aquela primeira questao. Ao que me lembre, eu mesmo nunca fui deixado sozinho ate meus sete anos de idade, e creio que os pais brasileiros tambem pensam o mesmo.
Sunday, 14 October 2007
Os famigerados deliciosos 70.
Mas encantador mesmo eh essa banda, da mesma epoca, holandesa: focus, no comeco dos anos setenta eram sucesso com esse hit chamado Hocus Pocus, onde se pode sentir uma verve de rock europeu originalissima:
Saturday, 13 October 2007
Bonfire e sao Crispim
Esses versos expressam a tradicao, toda crianca aqui os sabe de cor:
Remember remember the fifth of November
Gunpowder, treason and plot.
I see no reason why gunpowder, treason
Should ever be forgot...
Guy fawkes tentou usar barris de polvora para explodir os poroes do parlamento. Uma versao no youtube (que usa o provavel nome de Guy fucks) tenta provar que se ele tivesse usado mentos e cocacola teria conseguido mandar tudo pelos ares.
E tem gente que acha que quando, nohs brasileiros queremos uma identidade historica, somos nacionalistas ridiculos...
Veja esse trecho de Henrique V, de Shakespeare, um momento antes da batalha de Agincourt , que aconteceu na Franca, quando Henrique V pediu o reino da franca. Ganharam a batalha, mas perderam a guerra. Tanto fez, tah ai o nacionalismo.

(nota: Sir Lawrence olivier numa de suas boas atuacoes)
What's he that wishes so?
My cousin Westmoreland? No, my fair cousin.
If we are mark'd to die, we are enough
To do our country loss; and if to live,
The fewer men, the greater share of honour.
God's will, I pray thee, wish not one man more.
By Jove, I am not covetous for gold,
Nor care I who doth feed upon my cost;
It earnes me not if men my garments wear;
Such outward things dwell not in my desires.
But if it be a sin to covet honour,
I am the most offending soul alive.
No, faith, my coz, wish not a man from England.
God's peace, I would not lose so great an honour
As one man more, methinks, would share from me
For the best hope I have. O, do not wish one more.
Rather proclaim it presently through my host
That he which hath no stomach to this fight,
Let him depart. His passport shall be made
And crowns for convoy put into his purse.
We would not die in that man's company
That fears his fellowship to die with us.
This day is called the Feast of Crispian.
He that outlives this day and comes safe home
Will stand a tip-toe when the day is named
And rouse him at the name of Crispian.
He that shall live this day and live t'old age
Will yearly on the vigil feast his neighbours
And say 'To-morrow is Saint Crispian.'
Then will he strip his sleeve and show his scars
And say, 'These wounds I had on Crispin's day.'
Old men forget; yet all shall be forgot,
But he'll remember, with advantages,
What feats he did that day. Then shall our names,
Familiar in his mouth as household words --
Harry the king, Bedford and Exeter,
Warwick and Talbot, Salisbury and Gloucester --
Be in their flowing cups freshly remember'd.
This story shall the good man teach his son,
And Crispin Crispian shall ne'er go by
From this day to the ending of the world
But we in it shall be remember'd,
We few, we happy few, we band of brothers.
For he to-day that sheds his blood with me
Shall be my brother; be he ne'er so vile,
This day shall gentle his condition.
And gentlemen in England now abed
Shall think themselves accursed they were not here,
And hold their manhoods cheap whiles any speaks
That fought with us upon Saint Crispin's day.
Traducao:
"Quem deseja isso?
Tu, meu primo Westmoreland? Não, bom primo!
Se estamos marcados para morrer, somos já muitos
Para fazer falta a nosso país; e, se para viver,
Quanto menos homens, maior a nossa glória!
Por Deus, peço-te: não deseje um só homem a mais!
Por Júpiter! Não sou homem de cobiçar ouro,
Nem me importo com quem come às minhas custas;
Não me amola que vistam as minhas roupas;
Tais coisas materiais não estão nos meus desejos.
Mas, se pecado for cobiçar a glória,
Então sou a mais criminosa alma vivente.
Não, meu primo, não desejai um só homem da Inglaterra.
Por Deus, eu não suportaria perder tamanha glória
Que um homem a mais, penso, tiraria de mim
Por melhor que para mim seja. Ah, não desejai um só a mais!
Ao contrário, ide e dizei à minha hoste
Que, aquele que não tiver estofo para essa luta,
Deixai-o partir. Seu salvo-conduto será expedido
E coroas para a viagem serão colocadas em sua bolsa.
Não queremos morrer na companhia daquele
Que teme morrer conosco.
Hoje é Dia de São Crispim!
Aquele que sobreviver a este dia, e retornar em segurança à casa
Erguer-se-á quando este dia for mencionado
E se exaltará ao nome de Crispim!
Aquele que viver este dia e chegar a provecta idade
Irá, todos os anos, na véspera desse dia, dar de cear a seus vizinhos
E dirá: ‘Amanhã é Dia de São Crispim’.
Ele então despirá a manga e mostrará suas cicatrizes
E dirá: "Estas feridas, tomei-as no Dia de São Crispim’.
Os velhos esquecem, mas nem tudo será esquecido,
Pois ele se lembrará, muito bem,
Dos feitos que realizou naquele dia. Então, serão nossos nomes
Familiares em sua boca como parentes próximos:
Harry, o rei; Bedford e Exeter;
Warwick e Talbot; Salisbury e Gloucester –
Serão, em meio a taças cheias, relembrados!
Esta história o bom homem ensinará a seu filho,
E o nome de São Crispim jamais será lembrado,
Deste dia até o final dos tempos,
Sem que nele sejamos relembrados,
Nós, poucos; nós, poucos e felizes; nós, bando de irmãos!
Pois aquele que hoje verter o seu sangue comigo
Será meu irmão; por mais vil que seja
Este dia há de aliviar sua condição.
E os gentis-homens que agora dormem no leito, na Inglaterra,
Julgar-se-ão amaldiçoados de não estar aqui,
E duvidarão da própria masculinidade quando alguém disser
Que lutou conosco no Dia de São Crispim!"







