Bondade, bravura, dignidade, compaixão, todas essas qualidades cuja letra não vale mais nada e o significado foi perdido. Vejo num site que duas moças resolveram escrever um livro de auto-ajuda intitulado “O poder de ser Bom”, endereçado a funcionários de escritórios e empresas de milhares de empregados: a onda agora, para aumentar a produtividade, é ser bom, seja lá o que elas concebam como bom.
Bom, de duan, duelo, duelar, o homem bom é beligerante, guerreiro, lutador?
Uma coisa eu sei: só quando alguém é excessivamente é que esse alguém consegue ser bom. Ser miseravelmente contém - não deixa perder, lascia perdere, perdonare. Perdão dá quem tem em excesso e não sente falta da perda. Bondade não é para a miséria do espírito, ela é consequência de um transbordo, incontinência, é bondade sem sequer perceber.
Wednesday, 28 November 2007
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que lindura! é por isso que ando muito interessado em lina bo. e me lembrei também de uma coisa que achei um dia, meio abandonada: o que a gente dá de melhor é aquilo que a gente não recebeu de ninguém. e aí não tem a menor dificuldade em ficar na mais absoluta miséria (ao fundo, chitãozinho e chororó: é o amo-o-or - que mexe comigo e não sei o que lá-á-á - pa pa pa pa pi, pa pa pa, pa pa pa, pa pa pá-á-á...)
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