Depois de uma semana de viagens, de volta.
No video, "Mustang Sally", Cancao feita em 1950 por Mack Rice. A musica comecou de uma piada para a cantora de banda Della Reese (lembra do anjo que era uma negra em "Touched by an Angel"?) que queria comprar um mustang, e o nome original era " mustang mama", pra combinar com as tetas de Dela Reese. Em 1991 a musica ficou famosa aqui no UK por causa do filme "The Commitments", sobre a historia de uma banda irlandesa. Hoje eh possivel ouvir varias versoes em karaokes, nos Pubs, all over the country.
Tuesday, 29 April 2008
Tuesday, 22 April 2008
Monday, 21 April 2008
Defenestramento
Vendo no youtube os videos sobre a repercussao do caso da menina assassinada pelos pais, encontro um comentario digno de ser reproduzido nesse amplo universo:
Sunday, 13 April 2008
Vai faltar comida, primeiro mundo.
O FMI e o BIRD afirmam que:
''Muitos podem se surpeender ao ver o diretor do FMI preocupado com crise de alimentos. Não se surpreendam, nós iremos destinar tempo, recurso e expertise para lidar com isso''.
Mas eles sao tao bonzinhos! Eles estao esperando que o terceiro mundo morra de fome, depois de longos anos experimentando a exploracao de seus recursos. Quem na verdade esta ameacado sao as terrinhas lindas da Europa Central, e a ilha esturricada de frio da Inglaterra: nao produzem nada, exceto cogumelos, leeks (uma taioba horrivel chamada salsao) e outras coisas horriveis de se comer.
Cruzando os dedinhos pra que o terceiro mundo os ensine uma boa e CARA licao!
''Muitos podem se surpeender ao ver o diretor do FMI preocupado com crise de alimentos. Não se surpreendam, nós iremos destinar tempo, recurso e expertise para lidar com isso''.
Mas eles sao tao bonzinhos! Eles estao esperando que o terceiro mundo morra de fome, depois de longos anos experimentando a exploracao de seus recursos. Quem na verdade esta ameacado sao as terrinhas lindas da Europa Central, e a ilha esturricada de frio da Inglaterra: nao produzem nada, exceto cogumelos, leeks (uma taioba horrivel chamada salsao) e outras coisas horriveis de se comer.
Cruzando os dedinhos pra que o terceiro mundo os ensine uma boa e CARA licao!
Tuesday, 8 April 2008
Off topic
Tomei a tarde para ler teoria de arquitetura brasileira. E ponderei depois: os textos brasileiros contemporaneos sobre arquitetura, que fazem uso de alguma filosofia, raramente tem humildade suficiente para tratar com didática os seus leitores, seja porque os conceitos discutidos já ultrapassaram a média do conhecimento deles e assim justificam as linguagens pernósticas e intrincadas como resultado da brevidade, seja porque para se ter didática é realmente necessário saber do que se está falando.
Monday, 7 April 2008
Saturday, 5 April 2008
Inversao

Não desanime o leitor de tanta desordem nessa narrativa, a do nosso personagem Visconde Gélido: ela é fruto de um cérebro convulso, tentando entende-la mas sem pistas nem esperanças de qualquer futuro aos personagens que enreda. De fato, teria sido mais oportuno começar a narrativa pelos defundos – a dona do anel roubado ou a pobre prostituta Adélia, a Transmissora, e depois observar o vivo e espertalhão Visconde, apreciador de prostitutas e defuntas desprotegidas. Seria oportuno porquê, por mero capricho narrativo, uma inversão se daria na história. As defuntas entrariam em ação e o pobre Visconde passaria dessa para a melhor, sem sequer esperar a morte e seu sorriso amarelo.
Aconteceu assim:Saído do puteiro com o anel que outrora fora de Adélia e da defunta, Visconde desceu a sinuosa rua do Bonfim e no passeio notou a presença de mulheres exóticas cujo execesso no trajar revelava que eram ciganas. Voltou-se e indagou, para confirmar, e teve certeza ao receber de uma delas a oferta para que a dita lhe lesse as linhas das mãos. Ao que ele recusou, mas a moça, feia como o diabo mas com os cabelos cacheados, longos e negros, ofereceu-lhe a leitura do seu futuro por vias de uma bola de cristal.

No acampamento cigano, Visconde parecia uma lagartixa, pois movia-se rápido e parava súbito, cheirando, perscrutando, remexidamente observando os personagens daquele lugar retirado, rente a um grotão de terra onde a trupe decidira parar.
-Pode vir, não tem medo não, disse a cigana feia.

Sobrevivendo ao cheiro de roupas sujas de suor espalhadas e colorindo todos cantos, Visconde sentou-se enojado à mesa no interior da boléia transformada em sala da cigana feia.
-No seu futuro, tem uma mulher com cabelos castanhos claros, nova, uns 25 anos, que você não sabe se ama. Você já deu a ela um anel, mas mesmo assim, você não sabe se ama essa mulher. E ela está com muita raiva de você por isso. Ela e outra mulher, amiga dela, que gosta de se vestir em amarelo, estão com muito ódio de você, e querem ver sua caveira.
A cigana prosseguiu mentindo, tanto que Adélia, que tinha na verdade cabelos negros, passou à condição de morta enciumada, tamanha a impressão que aquela patacoada exercera sobre Visconde. E para piorar, o estúpido pediu detalhes da mulher defunta das rosas amarelas. A cigana caprichou nas invenções, detalhou sua vida, e inventou uma razão para a mágoa que só contribuiu para a credibilidade dela: -“Essa moça de amarelo, como a outra, foi abandonada por você, e ambas esperavam que você lhes colocasse o anel no dedo”. Estava armada a confusão.

Trêmulo, Visconde chegou no boteco ao final da rua do Bonfim, depois da consulta à cigana fedorenta e feia. Pediu um cafezinho, e despejando uma quantidade insuportável de açucar, ficou meditando nas palavras da cigana. “- Quer dizer que elas tramam contra mim, do além?”
Teria sido preferível começar essa história narrando que, num dia luminoso de outono, Adélia, a prostituta morta, e uma moça também defunta povoavam a cabeça de um universitário obscuro e bon vivant, apelidado de Visconde Gélido. As duas se mesclavam curiosamente através de um anel, num círculo de ódio gratuito por ele, pobrezinho, que sempre tentara desviar-se dos ódios dessa vida. Mas naquela tarde, ele nao conseguira desviar-se de um veloz buick preto, que o arremessou longe, fraturando-lhe o crânio. Ele morreu antes que ambulâncias chegassem. O anel ficou no bolso.
Mummy Ozzy
Ouvi dizer que aquela mumia do Ozzy Osbourne estah no Brasil, e me perguntei: "Pra que? Cantar?"
Se ele cantou, deve ter usado um monstro de tecnologia de playback: ele mal fala, ele mal andar, ele mal tudo, transformou-se num zumbi, como mostrava a seriezinha ultra-burguesa de reality show "Os Osbournes", uma insuportavel bajulacao do estilo excentrico-classe media inglesa. Mas bem, para cacar alguns niqueis de final de carreira, soh mesmo indo ao Brasil e se fazendo passar por "principe das trevas" de novo, pra enganar fan bobao pagador de ingresso e de mico.
Se ele cantou, deve ter usado um monstro de tecnologia de playback: ele mal fala, ele mal andar, ele mal tudo, transformou-se num zumbi, como mostrava a seriezinha ultra-burguesa de reality show "Os Osbournes", uma insuportavel bajulacao do estilo excentrico-classe media inglesa. Mas bem, para cacar alguns niqueis de final de carreira, soh mesmo indo ao Brasil e se fazendo passar por "principe das trevas" de novo, pra enganar fan bobao pagador de ingresso e de mico.
Thursday, 3 April 2008
Cem anos de perdao

Um desses anéis roubados por Visconde foi parar na mão de Adélia, prestadora local de favores ao rapaz. Adélia, confusa, ainda não entendera se ganhara a peça como paga, como expressão de fidelidade ou satisfação do cliente ou ainda por puro amor.
Visconde ganhara o seu apelido de “ o Gélido” depois que subtraira a uma defunta o seu anel. Diz-se que o contato com a mão cadavérica da dona acabara esfriando-lhe a mão para sempre. Fora Adélia quem notara a peculiaridade e quem comentara:
“-Nossa! Que mão fria! Gélida!” quando Visconde segurou-a para colocar nos dedos o anel roubado: “- Esse é para você!”
Adélia morreria uma semana depois de receber o anel da defunta. Morreria pertubadoramente de “causas ignoradas”, foi o que o laudo acusou. Perturbadoramente porque, considerando sua profissão, aquela era preocupantemente uma maneira muito mal informada de se morrer. A clientela, com isso, ficara orfã de poder associar a menor trivialidade à culpa de Adélia como uma fonte transmissora qualificada. Como não se soube do que ela morrera, todos os seus clientes que, cedo ou tarde morreram de qualquer causa ignorada ou que adoeceram em consequência à doenças transmissíveis passaram a imputar a Adélia a causa de seu sofrimento. Chamaram-na “Adélia, a Transmissora”. O anel não voltou para Visconde mas foi para a cafetina Valéria, uma espécie de amiga de Adélia, muito zelosa das coisas alheias. Valéria olhava a peça de prata e tinha medo de colocá-la nos dedos. Numa destas ocasiões, Visconde a viu manipulando o anel, parada, em pé, próxima ao balcão de pagamento, no exato momento em que ele saia de um encontro com uma suposta substituta de Adélia.
A ação foi brusca e rápida, o tempo necessário para que ele exclamasse: “Dá cá o anel de Adélia, que eu o roubei de uma defunta para ela!” e num safanão o subtraísse de Valéria. Valéria, ao ouvir tal declaração inusitada e após sofrer o safanão, ficara imóvel aterrorizada, imaginando o fato. Na saída, ainda de costas, do umbral da porta Visconde bradou para Valéria: “Pare de roubar as coisas de uma morta”.
Velorio

Essa é a história de Visconde, o Gélido, como era conhecido no bairro belorizontino do Bonfim o rapaz de nome Crisaldo Nunes. Outrora havia naquele bairro uma zona boêmia, onde o dito Visconde frequentava, e muito bem. Ele também cursava por lá um curso superior suspeito, não se sabe se de comércio, se ocultismo ou o quê - era um curso de alguma coisa que ele dizia com a agilidade de um economista apresentando na tv as razões para justificar mais um fisco na poupança nacional. O fato é que ninguém, nem ele próprio, acreditava que o tal curso fosse cursado com zelo, por se tratar ele próprio de um simples frequentador assíduo, mas desatento, que se dirigia ao local porque ao final das aulas noturnas, junto com os colegas, saia às noitadas de boemia e bares baratos da proximidade. Guardadas as proporções, Visconde estava sempre tão atento às aulas como um defunto poderia estar atento à missa de seu próprio corpo presente.
Defuntos, por sua vez, eram outra coisa que entraria na vida de Visconde naquela ocasião. Para o leitor que mora fora das cercanias de Curral Del Rey e portanto desconhece seus locais, a mencionada zona boêmia, próxima à faculdade do Visconde, também era próxima do cemitério de nome sugestivo, o “Bonfim”. Visconde sempre gostava de meditar sobre esse nome, quando, às vezes, caminhava para algum velório que se realizava lá.
“Bonfim”, repetia em pensamento, lembrando que “gente de bem podia pagar um jazigo ali”, enquanto sondava quais velórios estariam mais favoráveis a sua visita repentina de desconhecido da família do féretro. Sempre acontecia, lá pelas tantas da noite, de algum velório ter já cansado parentes e amigos, deixando minguados conhecidos perambulando em volta do esquife. Com esses, Visconde se juntava para carpir o morto, e se aproximava discretamente avaliando a cena.
“-Merda... A família desse aqui é unha-de-fome!” Pensava ele quando o féretro não exibia nenhuma jóia nos dedos, braços, pescoço ou orelhas. Camafeus e broches eram também apetecíveis, apesar de alguns serem de difícil remoção.
“-Essa está ótima!”, ele refletia ao ver uma senhora distinta, vestida de branco e coberta com rosas amarelas até o colo, deitada dentro do esquife e preparada para ser enterrada com jóias nas mãos e no pescoço. Visconde se aproximava, fingia chorar discretamente, depois fingia descontrolar-se um pouco, e então acariciava a mão da pobre dona, enquanto continha seus soluços fingidos e mudos. Quem estivesse perto ficaria comovido com a cena, sem notar que, naquele afago, Visconde também estava removendo o anel à defunta. O dinheiro da jóia, vendida ali mesmo no bairro, seria gasto também ali mesmo no bairro, com putas e bebidas intoxicantes – uma completa economia, fechada, integral e sustentável.
Um desses anéis roubados por Visconde foi parar na mão de Adélia, prestadora local de favores ao rapaz. Adélia, confusa, ainda não entendera se ganhara a peça como paga, como expressão de fidelidade ou satisfação do cliente ou ainda por puro amor.
Precisao?
Clique para ver de perto a curiosa visao de Icaro Doria, com dados estatisticamente tao precisos quanto os fatos da novela das oito.
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"A menina foi defenestrada por ETs depois de abdusida, será que ninguem vê isto? Houve um caso muito parecido com este na Antiuerpia. Osmond foi visitado no meio da madrugada por seu irmão Charles que havia morrido a 2 anos. Ele veio para lhe falar que as roupas que o irmão ainda vivo usava eram cafonas e fora de moda. Na tentativa de esmurrar o irmão Osmond sai correndo atrás de Charles no quarto mas não consegue atravessar a parede como os fantasmas fazem e quebra o nariz. Frustrado, tenta a janela (que não tinha tela) mas se dá mal e cai do 4º andar em cima de um formigueiro que lhe salva a vida mas não das formigas... Sou a favor de formigueiros nos jardins de grandes condominios!"