E eis que numa noite, Deus me abencoou enquanto eu dormia, e logo depois acordei. Acordei em silencio, acendi a luminaria, e tudo em volta era o mais calmo e absoluto silencio. Eu respirava calmamente, e sentei-me na cama e observei o quarto iluminado. A sensacao de paz era tamanha que ao me relembrar uns dias antes fiquei chocado ao perceber como eu conseguia sobreviver com essa azia existencial a me tirar a paz, e o quanto isso me consumia.
"Nao", pensei, "nao eh possivel viver assim", continuei, lembrando de todos meus movimentos que pareciam, agora, nesse momento de paz, os de um espantalho atirado sobre a correnteza de um rio e se agitando passivamente na turbulencia.
Tudo se acalmara: minha perna agitada, meu nariz congestionado, a ansiedade pela espera, o medo do fim, todas essas migalhas quotidianas - descobri mesmo que, na verdade, as esperancas e os desejos eram ansiosos e tiravam a minha paz.
Como amanhecer entao?
Monday, 16 April 2007
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tô adorando essa fase renato-césar-de-foda-se-ligado.
ReplyDelete1-acho que foi borges, ou sei lá quem, que suscitou a dúvida: qual será o estado de vigília? aquele no qual convencionamos nomear como acordados, ou o outro?
ReplyDeleteignomínia!
ReplyDeleteardei!
bufou tanto, o coitado, que prefiriu voltar naquele lá, que não sabe se sonha ou se vela, mas que também não está nem aí para tais elocubrações de cunho muscular.