Volto pra casa, do meio de um pub. I was not in the mood baby, disse, e voltei pensando: teria o Brasil desaparecido?
Nenhum email, nenhum blog renovado... Parece que o Brasil sumiu. Paro e penso: aqui, isso nao faz a minima diferenca. Observando a lei de proporcionalidades, os ingleses se lembram do Brasil o mesmo tanto que nohs, brasileiros, nos lembramos e mencionamos o Equador em nossas conversas (o pais, nao a geo-referencia, lembra? Aquele cuja capital eh Quito.) Pois eh, o Equador nao existe, nem o Brasil.
E assim, numa cadeia de hierarquias capitalistas, meus amigos desapareceram, vitimas de um cretino feriado instituido pela igualmente cretina igreja catolica. O globo, o universo girante, tudo o mais, sucumbe numa unica identidade - uma onda, um tsunami de inautenticidade: na lei catolica todos fazem o mesmo, ao mesmo tempo, com as mesmas intencoes, as mesmas desculpas... Muito conveniente para uma industrializacao burra, cujas maquinas burras soh sabem reproduzir ao infinito alguns poucos padroes, o lucro soh vem se o consumo for standard, e voce, cheio de dentes, conta as "novidades" da sua vida cheia de aventuras.
Deus me salve. O universo sumiu junto com o Brasil. Ateh tentei ver alguns fotologs de amigos, mas tive um acesso de vomito ao ver aquele festival de exibicionismo ridiculo e presuncoso, textos burros e nenhuma explicacao. Onde os amigos?
Amanha, quem sabe, o dia amanhece de novo, e aih a terra passa a existir de novo, o planeta, Quito, o Equador, o Brasil, os exibicionistas e moradores do Brasil, voltando a vida depois de mais um doce feriado catolico.
Saturday, 7 April 2007
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Oh, dear, n'oubliez pas de moi;)
ReplyDeletesaudades de tu.
beijos
ei querido amigo. eu não, não sumi por causa da páscoa, mas porque estou numa ressaca absurda pós defesa. Minha cabeça ainda pesa toneladas, meu cérebro quer algum lugar branco e vazio, mas eu, que só sei escrever coisas incompletas, também não sei descansar direito... enquanto isso ouço e mergulho em músicas horríveis e seriados policiais. beijo, beijo, beijo.
ReplyDeleteSaudade.
voulez-vous du vin (pi)
ReplyDelete(tudo em francês toma ares de verdade última). a cause de ça, je (de mãos dadas com zilda couto gutierrez) déteste ceux qui ne le parlent. à part ça, ando tendo idéias magníficas e absolutamente perigosas: vou escrever um livro chamado le garçon détestable. ele sai, completamente seco et propre, que nem o garçon do iluminado, que olha para jack e fala que o conhece, sem dúvida, mas aí ele sai das grutas profundas e úmidas da cachoeira linda, nas bordas da qual vegeto. oferecendo-me du vin, eu aceito e bebo até cair. vai ver, é assim... vc sabe como é(pi). me ensina. me ensina a acrediar. vou acreditar na ratazana peluda. na ratazana-peluda-em-si. magnífica. ave ratazana-peluda-em-si!
1- só dou conta de ler quem só sabe escrever coisas incompletas.
ReplyDelete2- descansar na cachoeira linda é tudo;
3- bem acompanhado, então, é coisa hipnótica daquelas viagens sem volta nunca mais, como tomar chá de fita cassete;
4- seu garçon faça o favor de me trazer depressa uma boa média que não seja requentada (para ver se ele para de falar asneiras inconvenientes e amorais);
5- já imaginou, sentado aqui diante desse teclado tecnológico (deixando florianópolis e aterrisando no corumbau, tomás observou que o corumbau é pouco tecnológico) a gente descobre um add-on ou plug-in que cai direto no corumbau?
6- vamos? todos na varanda diante do mar, lua nova e céu estrelado, planctons brilhantes iluminando os copos, os corpos e as mentes, só falando bobagem? gosto de me lembrar que, enquanto o teclado tecnológico me obriga, a cachoeira linda está lá, nem aí... só maravilhosa. quando a gente morrer vai ser assim?