Saturday, 30 May 2009

Ninguém quer sua opinião!

Thursday, 28 May 2009


Essa é a Carriconde, de quem a saudade que eu sinto misturou com a memória do estilo do Rio, a inteligência que ela tem, e a quantidade de vida na qual ela explode. Beijo em você, Cris, obrigado pelo carinho!!!!

Amo

http://en.wikipedia.org/wiki/Florence_Foster_Jenkins (ela é horrível, mas eu a adoro!)


E pra ilustrar na próxima páscoa...

coelho de cu é rola

Tuesday, 26 May 2009

Para o Godzilla

Morreu o meu pobre cãozinho, após consultar uma veterinária boa, finalmente, mas tardiamente. Antes dela, dois veterinários farsantes, cuidadores de cães saudáveis de pessoas ricas e retardadas. Mas o nosso Godzilla era um coitado qualquer, que pegou peste numa jaula do mercado central e durou depois disso cinco longos dias.

Vai em paz Godzilla.


Dormir no meu braço, apoiando o queixo, devia ser o seu paraíso, a melhor coisa que você já teve na sua vidazinha pequena e pobre, cãozinho. Vou lembrar de você me acordando e pedindo que eu te ninassse.

Vai embora mesmo, titil, vai embora que essa vida é uma merda mesmo, e parece que nunca valeu a pena. Se houver um paraíso canino, titil, por favor, cuspa na cara do seu deus, e passe a latir caçoando da sua incompetência em criar essa grande bola de bosta girante que se chama mundo, cheia de tsunamis e terremotos e tempestades e vulcões e gelo e frio e neve e calor escaldante, esse mundo sem conforto para o corpo e sem paz para o espírito. Cheio de gente que se odeia e que, ainda assim, cinicamente apregoam que devem se tolerar.

Vai mesmo, cachorrinho. Eu me arrependo de ter te dado um peteleco no traseiro quando você borrou o tapete. Porquê, afinal, tudo isso aqui é uma grande merda mesmo.

E torça daí, titil, com suas orelhas longas e piedosas, torça pra que uma hecatombe aconteça, trucidando a tudo e a todos, destruindo Paris, derrubando a Estátua da Liberdade, fazendo cair o Big Ben e a muralha da China, abrindo um rombo na Coréia do Norte.

Torça para que Belo Horizonte e Minas Gerais, titil, torça para que um gigantesco amontoado de bosta caia sobre os mineiros e os mate sufocados, e que, nesse momento, todos eles, por praga maligna, estejam de boca aberta, paralizados, olhando o céu. Que estatelem seus olhos enquanto enchem suas bocas, cãozinho, eles merecem.

Lembre-se de mim e do Zé, e reserve uma casinha pra nós, numa nuvem, pertinho de você, pra gente te ninar depois desse fim do mundo canino toda vez que você quiser.

Monday, 25 May 2009

Madrasta

A cozinha, área de serviço e um minúsculo banheiro da área estão inundados de merda, vômito e urina do pequeno cãozinho que comprei antes do fim da semana passada. O Zé foi levá-lo pra cama, depois de niná-lo no colo, e recebeu uma golfada do cachorro digna de Linda Blair, uns três litros de soro bebido ao longo do dia mais um pouco de carne e ração.

E eu que esperava ter um cãozinho simples, bonitinho e atrativo, acabei comprando essa mistura de dragão mirim que expele bosta, vômito e mijo. Chego em casa, e lá vem o bichinho perfumado, rabim banando, tetéia. Um carinhozinho nele e, súbito: uma enxovalhada de merda liquefeita e fedorenta, jatos de xixi e jorros de enjoamentos.

A morte do cãozinho foi decretada por um veterinário vigarista que, sem sequer tocar no bichinho, diagnosticou uma 'parvoíce', digo, uma parvovirose. Não creio na previsão dele, o vigarista, que queria me cobrar 100 reais ao dia para tentar recalchutar o cachorro na sua clínica caixa dois...
A máquina de fazer merda. Ou meda.


Fato é que assumimos o bichinho, seja lá o que o destino nos reserve - mesmo que ele morra, ficaremos até o fim. E cá estou eu, com a casa recendendo cachorro cagado, e o bicho meio prostrado, pequenininho, cagando e vomitando feito louco.

Eu amo a mãe natureza.

Sunday, 24 May 2009

Domingo

Intróito. Ou o cachorro ou eu.

Explico:
oscilo atualmente entre esses dois assuntos com amigos, as gracinhas e pequenos dramas do basset dachshund teckel recém adquirido e as gracinhas e os pequenos dramas que me sucedem, e comprovam para mim que a raça humana é constituída basicamente e na maioria por seres idiotas.

Fato é que fomos à feira comprar roupa pro dog, algo que lhe esquentasse as pernas curtas. E encontramos um conjunto minúsculo, top e calças num bloco só, em malha preta onde se pode ler, nas costas, em amarelo: "Segurança". A imagem é contrastante, um cão minúsculo com essa pinta...

Nada mais apropriado para o meu estado de espírito, vulnerabilizado por ter se submetido essa semana às mais bossais e perigosas ignorâncias arrogantes.

Desenvolvimento.

Se há coisa que mata mais que qualquer pandemia, mais que a mais poderosamente imaginada gripe criada por mix de DNA´s...
Mais que aids, câncer e ataque do coração...
Ah! Com certeza, a ignorância arrogante é responsável por uma hecatombe num piscar de olhos.

A ignorância arrogante é aquela que "não sabe e nem quer saber", essa mesma, que alicerça o coração de cada mãe quando serve no domingo, à sua querida família, a receita imutável daquela lasanha, receita que legou de tempos ancestrais, provando que não precisa, e nem quer saber. Mas o universo não é fazer lasanhas, meu bem.

A ignorância arrogante é aquela que parece sábia, que quando escolhe a cor de um carro, escolhe cinza, ou prata, ou outra cor fechada ou sem cor, e assim transforma as ruas das cidades brasileiras nesse ridículo mar de carros sem cor, porque - ò!- porque ignorantes arrogantes sempre querem demonstrar que têm muito bom gosto.

A ignorância arrogante é aquela que ataca sem distinção social, e vai desde a patricinha estúpida e psicopata, que acha que o mundo gira em volta de seus caprichos bossais, até a empregada idiota, que acha que sabe cuidar de uma casa e é capaz de ignorar a leitura de rótulos e ainda de fazer "da sua cabeça" qualquer receita, porque, afinal, a ignorante sabe mais do que você ou o mundo, e para quê seguir receitas?

Esse virus, o da ignorância arrogante, só pode florescer numa cultura como essa, centrada num sujeitinho contemporâneo arrivista - pouco distante da psicopatia - uma cultura de um relativismo chato e sem sal, de onde se espera sempre mesmas respostas ridículas, as mais estúpidas...

...ou não. (...)

A cultura da ignorância arrogante tinge de sombra a face da cidade e quando escreve, gosta de parecer difícil. Seus prédios estão ensolarados nesse domingo e suas frases sem sentido flutuam no vazio. Suas sombras presunçosas penetram cada janela anônima e seus ditos afetados se escutam como ruído dos vizinhos.

Friday, 22 May 2009

Lexotan, Godzilla e Xenical

Compramos um cachorro para a casa. Para nós. Mas não estamos muito certos. Eu chego em casa, cansado, esperando ver o bichinho feliz e rabo balançante, mas tenho encontrado o fulano enroscado dormindo, esquentando o frio. Cunhei a expressão: "Hoje não há cachorro!" para esses casos, de profunda decepção, meu bichinho de estimação virar essa plasta dorminhoca. Os nomes escolhidos para ele até agora são Lexotan, Diazepan, Godzilla (para contrastar com o fato de que ele é um minúsculo basset) e Xenical (menção ao seu estado intestinal que já destruiu meu apartamento).

Wednesday, 20 May 2009

Coisas da Bretanha...

Sunday, 17 May 2009

Marquês

"costumava dizer o Marquês de Paraná que era capaz de todas as coragens, menos da coragem de resistir aos amigos. O grande estadista do Segundo Império fez, sem o pensar talvez, a síntese de toda a nossa psicologia política: é a incapacidade moral de cada um de nós para resistir às sugestões da amizade e da gratidão, para sobrepor às contingências do personalismo os grandes interesses sociais, que caracteriza a nossa conduta no poder."
Oliveira Vianna

Friday, 15 May 2009

Para ver.

Civilizações inteligentes fora da Terra

Há civilizações inteligentes fora da Terra e elas poderiam estar presentes em até quase 40 mil planetas, segundo novos cálculos feitos por Duncan Forgan, um astrofísico da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

A descoberta de mais de 330 planetas fora de nosso sistema solar nos últimos anos, ajudou a redefinir o provável número de planetas habitados por alguma forma de vida, segundo um artigo de Forgan publicado na revista especializada International Journal of Astrobiology.

As atuais pesquisas estimam que haja pelo menos 361 civilizações inteligentes em nossa galáxia, e possivelmente 38 mil fora dela.

Mesmo que haja quase 40 mil planetas com vida, no entanto, é muito pouco provável que seja estabelecido qualquer contato com vida alienígena.

Pesquisadores apresentam estimativas de vida inteligente fora da Terra com frequência, mas é um processo quase que de adivinhação - estimativas recentes variam entre um milhão e menos de um planeta com alguma forma de vida.

"É um processo para quantificar nossa ignorância", disse Forgan.

bbc brasil

Wednesday, 13 May 2009

"Solitário, fiquei com saudades dos “colegas de jornada”.
Adoro essa hipótese de sermos todos ETs.
Viajando enlouquecidos pela eternidade.
Mas eles devem ser mais avançados do que nossas carroças.
Viajam sem fim. Sem objetivo. Viajam em eterno lazer?

Isso parece super maçante, como no Wall-E. Viajam por que acabam com todos os planetas nos quais habitam?

Polvo ta percebendo que ser humano NÃO É sustentável. Nem vaca: toda naturalzinha no pasto, com grilinhos de fundo musical, eu já trabalhei com vaca e sei que vaca não é sustentável. Duro lidar com isso."

do Tatá, em quem o brilho da inteligência ainda é capaz de iluminar esses dias tenebrosos.

Chatsworth

Vista da janela de onde mora o conde de Devonshire.

Wednesday, 6 May 2009

Alberto Dines em 5/5/2009

O problema da nossa imprensa é este: o mundão da atualidade transforma-se em mundinho, espremido pela falta de discernimento e curiosidade da rapaziada que controla as portarias das redações. Foi assim que no dia 1º de abril de 2009 passaram em brancas nuvens os 70 anos do fim da Guerra Civil espanhola. Foi assim que em 10 de novembro de 2007 esqueceram de lembrar os 70 anos do Estado Novo, a mãe de todas as "ditabrandas" da nossa história.

A precariedade da cobertura do "caso Ahmadinejad" não resulta de um acidente, é regra geral. Nossa imprensa não oferece à sociedade o conhecimento a que tem direito. Nem mesmo num caso transcendental como a revogação da Lei de Imprensa (ver "O comportamento ambíguo dos jornais", "A decisão, voto a voto" e "Muito além da letra da lei").

A liberdade de expressão e o acesso à informação – aparentemente garantidos – estão sendo continuamente desperdiçados pela deficiência do sistema que deveria alimentá-los. O brasileiro sabe cada vez menos e exige cada vez menos dos seus veículos de comunicação. E assim viverá feliz para sempre.

Saturday, 2 May 2009

Bolo de fubá

INGREDIENTES:
3 gemas
3 claras
3 colheres de sopa de manteiga
3 xícaras de chá de açúcar
1 xícara de chá de farinha de trigo
2 xícaras de chá de fubá
1 xícara de chá de leite
1 colher de sobremesa de erva doce
1 colher de sopa de fermento em pó
3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado

MODO DE PREPARO:
Bata as claras em neve. Reserve. Bata bem o açúcar, a manteiga, as gemas e a erva doce. Junte a farinha e o fubá. Acrescente o leite aos poucos e o queijo ralado. Bata bastante. Adicione as claras em neve mexa delicadamente. Coloque o fermento. Leve para assar em forno pré-aquecido em uma assadeira untada com manteiga e farinha.

Obs.: quem gostar de um bolo um pouco menos adocicado que coloque ½ xícara a menos de açúcar

Na eventualidade de falta de assunto, vale uma receita pra acompanhar um chá bem gostoso.