Olha, eu quero mais é acreditar no Mister Masaru Emoto, quem descobriu que a água reage às emoções e desejos.
Segundo ele, nossos afetos e desafetos interferem sobre as moléculas de água, e como nós somos 70 percento de água,
parece que nossas emoções contam mais ainda...
Google nele!
Masaru Emoto!!!!
Thursday, 30 April 2009
Monday, 27 April 2009
Cego, a princípio
Quando você menos espera, e, pronto: já terá envelhecido, assim, de repente.
E isso não é tão ruim, considerando as opções.
Uma das coisas que ridiculamente me informa que eu fiquei velho é o fato de eu saber distinguir os dias de sábado e domingo como dias que possuem suas próprias personalidades.
Isso parece estranho, mas quando jovem, os dias eram o que eu quisesse, sobre eles regendo eu, mais que calendários ou festas estabelecidas por outrem. Era eu e meu umbigo, como soe ser com o umbigo dos jovens em geral, os que conferiam distinções entre os dias.
Eu e minhas paixões, minhas revoluções e brados heróicos, minhas grandes conquistas, tudo enfim que regia essa minha vida, essa "lide de corcel corredor por campos de liberdade" - eramos nós quem imprimíamos aos dias seu sabor.
E eu celebrava. E depois esquecia, solenemente. Sempre à espera de novos dias e novas aventuras.
A gente envelhece de repente. Um dia percebi que o esquecimento era o que me distinguia, hoje, do que fui na minha juventude. E percebi também que aquelas minhas paixões foram menos do que eu imaginara, minhas revoluções mais submissas, e meu brados - coitados - quase assentimentos. A sensação de liberdade foi na verdade mais interior do que algo espalhado por qualquer “campo heróico”.
E então, ao invés de dias que se marcam e se esquecem, como outrora, comecei a me lembrar das coisas e situações, comecei a me relembrar delas e - pior - comecei a ser feliz me lembrando.
Dessa maneira, os dias foram assumindo um sabor causado não pelo meu umbigo e eu, meus fatos e desejos - mas pelos outros, pela companhia de outros, amigos, gente que caminha cedo com você pelos passeios da cidade sábado e domingo de manhã.
É... parece que virei um velho, perambulando logo cedo pelas manhãs de sábado, aquele passo cuidadoso e reflexivo, olhos pequenos a procura de uma brecha ensolarada para se esquentar. Um velho com certa distinção por saborear o sábado como algo especial oferecido pelos outros, tácitamente aceitando envelhecer junto com eles.
Mas, de novo, amadureço e percebo que ainda assim sou menos que esse velho que eu quisera. Que 11 da manhã não é cedo coisa nenhuma, que eu ando a passos largos e acelerado, e, ao contrário de qualquer reflexão, vou em carreira sem refletir, desabalada...
Sou um cego, a princípio.
E isso não é tão ruim, considerando as opções.
Uma das coisas que ridiculamente me informa que eu fiquei velho é o fato de eu saber distinguir os dias de sábado e domingo como dias que possuem suas próprias personalidades.
Isso parece estranho, mas quando jovem, os dias eram o que eu quisesse, sobre eles regendo eu, mais que calendários ou festas estabelecidas por outrem. Era eu e meu umbigo, como soe ser com o umbigo dos jovens em geral, os que conferiam distinções entre os dias.
Eu e minhas paixões, minhas revoluções e brados heróicos, minhas grandes conquistas, tudo enfim que regia essa minha vida, essa "lide de corcel corredor por campos de liberdade" - eramos nós quem imprimíamos aos dias seu sabor.
E eu celebrava. E depois esquecia, solenemente. Sempre à espera de novos dias e novas aventuras.
A gente envelhece de repente. Um dia percebi que o esquecimento era o que me distinguia, hoje, do que fui na minha juventude. E percebi também que aquelas minhas paixões foram menos do que eu imaginara, minhas revoluções mais submissas, e meu brados - coitados - quase assentimentos. A sensação de liberdade foi na verdade mais interior do que algo espalhado por qualquer “campo heróico”.
E então, ao invés de dias que se marcam e se esquecem, como outrora, comecei a me lembrar das coisas e situações, comecei a me relembrar delas e - pior - comecei a ser feliz me lembrando.
Dessa maneira, os dias foram assumindo um sabor causado não pelo meu umbigo e eu, meus fatos e desejos - mas pelos outros, pela companhia de outros, amigos, gente que caminha cedo com você pelos passeios da cidade sábado e domingo de manhã.
É... parece que virei um velho, perambulando logo cedo pelas manhãs de sábado, aquele passo cuidadoso e reflexivo, olhos pequenos a procura de uma brecha ensolarada para se esquentar. Um velho com certa distinção por saborear o sábado como algo especial oferecido pelos outros, tácitamente aceitando envelhecer junto com eles.
Mas, de novo, amadureço e percebo que ainda assim sou menos que esse velho que eu quisera. Que 11 da manhã não é cedo coisa nenhuma, que eu ando a passos largos e acelerado, e, ao contrário de qualquer reflexão, vou em carreira sem refletir, desabalada...
Sou um cego, a princípio.
Sunday, 26 April 2009
A jovem guarda tem mais impacto sobre o rumo da cultura brasileira e fez mais de revolucionário do que a tal semana modernista.
A jovem guarda tem mais impacto sobre o rumo da cultura brasileira e fez mais de revolucionário do que a tal semana modernista.
Thursday, 23 April 2009
Sunday, 19 April 2009
Friday, 17 April 2009
Arrepia, Susan Boyle.
Na onda de Susan Boyle, já que ela se disseminou no mundo, aqui vai um vídeo pra arrepiar também.
Thursday, 16 April 2009
Calma
Eu quisera voltar a escrever com a inocência que eu tinha nos primeiros posts desse blog... ...mas parece que fiquei bobo, ou sem vergonha. Voltei lendo os posts iniciais de há dois anos atrás, coisa de massagem de ego, relembrando a coisa toda. Achei bom. Mas agora, passado todo esse tempo, 6 meses chegado ao Brasil, a vida um furacão em volta, eu vou ter que me readaptar...
Cio da Terra uma ova
''A tocaia é a grande contribuição de Minas à cultura universal'' Oto Lara Resende
TOCAIA:
s.f. (a1667 cf. DHPT) 1 ant. pequena casa rústica em que o indígena se ocultava para esperar o momento de surpreender o inimigo ou matar a caça 2 B ação de alguém ocultar-se para atacar outrem ou para caçar 3 B N. infrm. poleiro de galinhas ± de t. B de vigia, à espreita ¤ etim no DHPT, tupi to'kaya orign. 'pequena casa rústica em que o indígena se recolhia sozinho para aguardar a oportunidade de atacar o inimigo ou matar a caça'; 'esconderijo em que se acolhe o caçador para espreitar a caça'; p.ext. 'ação de espreitar o inimigo, emboscada'; em Nascentes, tupi to'kai 'armadilha para caçar' ¤ sin/var cilada, escora, espera, volteada; ver tb. sinonímia de emboscada ¤ hom tocaia(fl.tocaiar)
Skimming
(Mitologia Da Mineiridade)
QUEM FALA "MINEIRIDADE" OU VIVE "MINEIRIDADE" DEVERIA MORRER.
TOCAIA:
s.f. (a1667 cf. DHPT) 1 ant. pequena casa rústica em que o indígena se ocultava para esperar o momento de surpreender o inimigo ou matar a caça 2 B ação de alguém ocultar-se para atacar outrem ou para caçar 3 B N. infrm. poleiro de galinhas ± de t. B de vigia, à espreita ¤ etim no DHPT, tupi to'kaya orign. 'pequena casa rústica em que o indígena se recolhia sozinho para aguardar a oportunidade de atacar o inimigo ou matar a caça'; 'esconderijo em que se acolhe o caçador para espreitar a caça'; p.ext. 'ação de espreitar o inimigo, emboscada'; em Nascentes, tupi to'kai 'armadilha para caçar' ¤ sin/var cilada, escora, espera, volteada; ver tb. sinonímia de emboscada ¤ hom tocaia(fl.tocaiar)
Skimming
(Mitologia Da Mineiridade)
Maria Arminda do Nascimento Arruda
"Mineiridade,
conjuntos de traços culturais e políticos dos mineiros, muitas vezes chamados de mineiridade,
interpretações que saem de meras expressões culturais produzidas regionalmente, e engendram no caráter nacional em momentos de transição.
Mineiridade, as características imaginadas como bom senso, moderação e equilíbrio.
a gênese do fenômeno mítico da mineiridade em conjunto com a construção da identidade
estratégias (da elite mineira) na forma de agir local e nacionalmente
os que vivem a mineiridade
os mitos dão material para a elaboração das identidades culturais, caracterizados por exprimir a coerência da fala sobre o real
o mito é uma fala escolhida pela história ... E a história a verdadeira atribuidora, então, de significados aos mitos."
QUEM FALA "MINEIRIDADE" OU VIVE "MINEIRIDADE" DEVERIA MORRER.
Monday, 13 April 2009
ANT
A ANT é Actor Network Theory, que explica o mundo por conjunções de coisas. Foi esse o modo de chamar atenção que Bruno Latour usou para conquistar o mundo. Mas a ANT as vezes é impraticável, ou melhor, não te permite nenhuma conclusão seja lá o que você estiver pretendendo dela. Porque na ANT as coisas e pessoas se fundem em ações no mundo. O humano se mistura com o inanimado. E aí, quando você vê, já é tarde.
Eu desço no elevador e cruzo a portaria, ou melhor, o "ator-portaria". Dentro dele há um porteiro dormindo. O "ator-portaria" é a conjunção do espaço para vigilância, do conjunto de regras de vigilância, dos equipamentos para a vigilia, e de mais um porteiro, humano. Esse último, por ganhar pouco trabalhando como partícipe do "ator-portaria", tem de participar de outros atores em outras redes sociais. E por trabalhar demais, esse componente do "ator-portaria" acaba interferindo com a rede que a compõe, porque não vigia nada na verdade, mas dorme.
Premido por uma urgência em comprar cerveja ali do lado, não faço mais do que me exercer como parte de outro ator: "o cara compreensivo". "O cara compreensivo" é um tipo de conjunção aparentemente confortável, composto por um sujeito burguês, um serviço mais ou menos estável (mas infernal) e uma corja de amigos que o censuram por qualquer ato menos cortes que venha a ter contra a inépcia, a ineficiência e a negligência. "O cara compreensivo" é por excelência um bundão sem coragem, que a título de compreensão evita qualquer confronto. Portanto, fui bundão, quero dizer, compreensível, e fui comprar minha cerveja, centrado no meu umbigo. No meio do caminho, me gabei por ter a ANT para me explicar que eu não deveria culpar os porteiros por nada, que eu deveria pagar os quase 400 reais de condomínio e tê-los 24 horas dormindo ou assistindo televisão dentro da guarita. Afinal, eu era um "o cara compreensivo".
Já de posse de um fardo de cervejas, aguardo minha vez na fila do caixa do supermercado. O supermercado é esse outro ator espetacular, que expõe "caras compreensivos" como eu à sua irracionalidade como partícipe do consumo ebrifestante, irracional e acéfalo. Dentro do supermercado minha função é escolher coisas, colocá-las no carrinho e padecer na espera na fila para pagar. Nessa imensa conjunção de coisas e pessoas que é o supermercado, a fila conta conosco e também com uma mocinha morena, cabelos presos, rosto blasé, cuja função espetacular é ler o código de barras dos produtos e somar o resultado como conta a pagar. Exatamente aí mesmo, nessa função tão minima, tenho vontade de gritar palavrões acusando-a de absolutamente incompetente por demorar dias para fazer um servicinho mecânico, mas não, a ANT não me permite fazer isso, porque através da ANT, a moça estúpida do caixa é só mais uma parte de um ator que é o caixa, e eu, a outra parte, eu sou "o cara compreensivo", e "caras compreensivos" não xingam caixas preguiçosas e com má vontade, mas compreendem que elas estão cansadas e portanto, têm o direito de odiar cada produto que scaneiam o preço, consumando sua maldição ao nos dizer o total da conta.
Exausto de tanto compreender vou caminhando e olhando esse mundo maravilhoso da ANT, uma construção intelectual que me permite ter calma, e volto para casa, prudente e remediado.
Dou boa tarde ao porteiro, mas ele não responde porque está dormindo.
Eu desço no elevador e cruzo a portaria, ou melhor, o "ator-portaria". Dentro dele há um porteiro dormindo. O "ator-portaria" é a conjunção do espaço para vigilância, do conjunto de regras de vigilância, dos equipamentos para a vigilia, e de mais um porteiro, humano. Esse último, por ganhar pouco trabalhando como partícipe do "ator-portaria", tem de participar de outros atores em outras redes sociais. E por trabalhar demais, esse componente do "ator-portaria" acaba interferindo com a rede que a compõe, porque não vigia nada na verdade, mas dorme.
Premido por uma urgência em comprar cerveja ali do lado, não faço mais do que me exercer como parte de outro ator: "o cara compreensivo". "O cara compreensivo" é um tipo de conjunção aparentemente confortável, composto por um sujeito burguês, um serviço mais ou menos estável (mas infernal) e uma corja de amigos que o censuram por qualquer ato menos cortes que venha a ter contra a inépcia, a ineficiência e a negligência. "O cara compreensivo" é por excelência um bundão sem coragem, que a título de compreensão evita qualquer confronto. Portanto, fui bundão, quero dizer, compreensível, e fui comprar minha cerveja, centrado no meu umbigo. No meio do caminho, me gabei por ter a ANT para me explicar que eu não deveria culpar os porteiros por nada, que eu deveria pagar os quase 400 reais de condomínio e tê-los 24 horas dormindo ou assistindo televisão dentro da guarita. Afinal, eu era um "o cara compreensivo".
Já de posse de um fardo de cervejas, aguardo minha vez na fila do caixa do supermercado. O supermercado é esse outro ator espetacular, que expõe "caras compreensivos" como eu à sua irracionalidade como partícipe do consumo ebrifestante, irracional e acéfalo. Dentro do supermercado minha função é escolher coisas, colocá-las no carrinho e padecer na espera na fila para pagar. Nessa imensa conjunção de coisas e pessoas que é o supermercado, a fila conta conosco e também com uma mocinha morena, cabelos presos, rosto blasé, cuja função espetacular é ler o código de barras dos produtos e somar o resultado como conta a pagar. Exatamente aí mesmo, nessa função tão minima, tenho vontade de gritar palavrões acusando-a de absolutamente incompetente por demorar dias para fazer um servicinho mecânico, mas não, a ANT não me permite fazer isso, porque através da ANT, a moça estúpida do caixa é só mais uma parte de um ator que é o caixa, e eu, a outra parte, eu sou "o cara compreensivo", e "caras compreensivos" não xingam caixas preguiçosas e com má vontade, mas compreendem que elas estão cansadas e portanto, têm o direito de odiar cada produto que scaneiam o preço, consumando sua maldição ao nos dizer o total da conta.
Exausto de tanto compreender vou caminhando e olhando esse mundo maravilhoso da ANT, uma construção intelectual que me permite ter calma, e volto para casa, prudente e remediado.
Dou boa tarde ao porteiro, mas ele não responde porque está dormindo.
Sunday, 12 April 2009
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