Saturday, 31 May 2008
Sem titulo.
Imaginei varios titulos depois que li, mas nao ousei colocar nenhum nessa copia do post dele.
Belissimo:
"quando me submeti à juventude
eu tinha que ser aprendiz
aos poucos começo a fazer as pazes com os primeiros fios de cabelo branco na barba.
quando eu tinha que ser aprendiz
eu era neném: todo vazio: precisava aprender tudo.
aos poucos volto a valorizar o que já vivi.
quando vi que meu mundo não era aquele
(como eu ansiei por que fosse....
como eu sofri por não ser....
como me martirizei...)
doeu como dói em alguém a quem se diz que o prazo terminou.
mas tem que morrer mesmo – e quanto mais rápido melhor:
me lembrei de que gostava do que já vivi
que me dava muito prazer lembrar das coisas que me moldaram o otávio de hoje.
gostava de ter passado por tudo o que passei
gostava de me achar um homem de musculatura forte e bem articulada."
Tem mais aqui.
Friday, 30 May 2008
Top 10 tambem
Aqui vao as minhas personal top ten, sem classificacao entre elas:
1.
La ci darem, Mozart, em Don Giovanni: dueto magico que, no contexto da opera, faz realcar ainda mais a ironia e mentira das declaracoes amorosas acucaradas de Giovanni para a noiva de Mazetto. A melodia eh belissima, inspirada, e extremamente convincente do amor que declara, mas nao cumpre. Esse tom ironico e bem humorado eh alguma coisa fascinante nessa opera.
2.
Freezing, do Philip Glass. O disco inteiro, Liquid Days, foi uma obsessao na minha vida, dificil de eliminar. Freezing expressar um estado de congelamento, provavelmente reflexo da anestesia geral dos anos oitenta. A voz da eterna baranga Linda Ronstadt apoiada pelo coro angelical dah a exata dimensao da esquisitice insipita daqueles dias. (O video abaixo eh caseiro, as iamgens nao interessam tanto qto a musica):
3.
Guinevere, de Rick wakeman, uma cancao antiga da decada de 70. Apareceu no album dedicado ao king Arthur. A melodia e a letra sao de uma beleza raras, a musica fica atual ate os dias de hoje, com seu clima mistico e apaixonado.
4.
Oggi Sono io, de Alex Britti, cantado por Mina. Perfeita a letra de um amor e tesao absurdo. A musica me lembra fatos muito recentes, bem parecidos com a letra...
Mina, com mais de 60 anos, dah esse show de interpretacao:
5.
Na mesma linha da primeira e por motivos parecidos, Deh, vieni, alla finestra, tambem da opera Don Giovanni de Mozart. Por causa da delicadeza apaixonada da letra, e do irresistivel charme de Giovanni, mentiroso de uma figa, com suas palavras doces e enganadoras de tolas donzelas que querem se deixar enganar e ainda pretendem se passar como inocentes....
6.
Lilac Wine, cantada por Jeff Buckley. Ha inumeras versoes, desde Nina Simone ateh outras mais atuais. Eu gosto dessa.
Nunca vi uma musica combinar tanto com a nevoa igual essa. Por razoes amorosas e existenciais, um grande hit:
7.
Venus, cantada pela vocalista androgina do Shocking Blue, lah pelo fim dos anos 60... Tudo era muito esquisito mas de uma originalidade impar.
8.
Smile, de Charles Chaplin. Uma das cancoes mais felizes. A letra eh como um filme cantado do Chaplin.
9.
Song for you, cantada por Karen Carpenter. Porque todas as outras versoes que eu conheco sao tao exibicionistas que acabam mutilando a melodia com seus trinados e improvisos. Essa ao menos preserva a melodia.
10.
My funny Valentine, com Rick Lee Jones. Como nao encontrei, pus Frank Sinatra mesmo. Essa musica vai bem quanto mais esquisito for o cantor. E tem dezenas de milhares de interpretacoes (jah ouvi dizer que eh a musica mais regravada do mundo) Um classico para cornos apaixonados.
Bem, as top ten brasileiras ficam para a proxima....
Wednesday, 28 May 2008
One World, One Dream
Tuesday, 27 May 2008
Hein?
Friday, 23 May 2008
Dah-lhe Portugal
Brasileiro, coitado, imerso que eh ateh os dentes de musica americana e de influencias da Britney Cadela Spears, vai naturalmente achar essa musica estranha. E vai achar Vania Fernandes, a cantora e diva do clip, feia, gorda e tambem estranha, pois soh estah acostumado com o perfil anorexico das mocinhas cadelas sacodindo freneticamente a pubis nos clips americanos e britanicos.
Ainda bem que o mundo nao eh soh de paises de lingua inglesa.
"Senhora do mar
Ante vós, me tendes caída
Quem vem tirar meia da vida e da paz
Desta mesa, desta casa, perdidas?
Amor, qu’é de ti?
Senhora do mar
Ante vós, minha alma está vazia
Quem vem chamar a si o que é meu?
Ó mar alto, traz pr’a mim
Amor meu sem fim!
Ai, negras águas, ondas de mágoas
Gelaram-m’o fogo no olhar
Ele não torna a navegar!
E ninguém vos vê chorar
Senhora do Mar!
Quem vem tirar meia da vida e da paz
Desta mesa, desta casa, perdidas?
Amor, qu’é de ti?
Ai, negras águas, ondas de mágoas,
Gelaram-m’o fogo no olhar.
Feridas em sal, rezas em vão…
Deixai seu coração
Bater junto a mim!
Ai, negras águas, ondas de mágoas
Gelaram-m’o fogo no olhar
Ele não torna a navegar!
E ninguém vos vê chorar
Senhora do Mar!"
O ensaio no cenario deslumbrante do Eurovision de Belgrado. Pena que nao consegui uma visao da tv de ontem, onde a ventania e as roupas branncas tornaram a banda ainda mais dramatica e grandiosa.
Thursday, 22 May 2008
Turma
nada de mais.
Eu odeio parecer obtuso.
Como posso ter parecido obtuso no ultimo post, entao devo-lhes essa.
Para deixar claro: passei na defesa da tese, foi tudo perfeito.
E "How to save a life" tem uma letra linda.
Simple as that.
Sem ficar tirando onda, igual fotologers nojentos, com frases indecifraveis e mensagenzinhas "pra turma".
"Turma" o caralho.
Tuesday, 20 May 2008
Mentiras e trapacas (cedilha, pelamordedeus!)
Um também professor, amigo da onça e não meu, dá-se a arte da mentira e de usar desonestidades intelectuais para compor o ponposo ar de cosmopolitismo que tanto agrada a juventude mineira. Não tem quem discuta suas idéias, pois não há idéias, e ele nem quer isso: não admite ter menos do que seguidores ou, no pior dos casos, inimigos - reais ou imaginários. Tudo, menos debater. Segue que suas mentiras e sua pose assumem aquele ar manjado das divas, que têm de se preservar distantes dos demais mortais para que não se lhes descubram o espetáculo que é na verdade uma enorme empulhação.
Sunday, 18 May 2008
Sonhos e pesadelos e mentiras
Deixe-me então contar-lhes sobre o que tenho sonhado.
Não faz muito sentido contar sobre sonhos para amigos, estando em outro país.
Seria preferível falar de cartões postais, gracinhas originais que você faz, como turista estúpido, na frente de monumentos, só pra provar que sua mísera existência pode se contrapor àquele monumento, àquela escultura, àquele edificio. Tudo por causa da sua “maravilhosa criatividade para fotos”, fazendo caras e bocas pra mostrar quão genuíno voce é. Valha-nos Deus.
Mas o fato é que não sou assim.
Ao contrário, vou tentar escrever sobre o que eu tenho sonhado, queira ou não – o quanto eu puder resistir a esse teclado de merda, que para acentuar um agudo, me obriga a fazer uma ginástica absurda.
Primeiro sonhei que eu e Otávio, meu querido e eterno amigo, caímos no inferno sem querer. Isso mesmo, inferno, cheio de capetas, do demo e de outras maldições. Aconteceu assim: estavamos no carro de Otávio numa região parecida com o tobogã da Contorno, em BH. Ele disse: “olha que ótima a sensação”, e fez o carro quicar no tobogã, quase flutuando e depois tocando o chão. Isso, numa primeira vez. Depois, dentro do carro estava um outro amigo dele (o Igor), e ele decidiu novamente mostrar o “tobogã”. Eu fiquei aterrorizado, pois o salto foi fenomenal, perfeito, voamos na maior elegância da praça da Cemig até a Savassi, num salto só, com o carro. Passado alguns dias, um amigo estranho do Otávio sugeriu que testassemos de novo o tobogã, com ele, o amigo estranho, dirigindo. O amigo estranho tomou a direção e quando fez o carro sair do chão na ladeira da Afonso Pena, disparamos igual uma bala sobre a cidade. Vi a textura correndo, passando a cidade jardim, a via expressa, Betim, depois um monte de mato retorcido, como que queimado, passaram todas cidades mineiras, e aí o solo mudou, ficou escuro e fumegante, línguas de fogo saindo do magma. Sem quê, nem porquê. Minha intuição onírica me dizia: vocês chegaram no inferno. E era de fato lá que haviamos chegado. Otávio desceu do carro admirando a novidade, querendo comprar um terreno ali perto. Eu batia no ombro dele tentando dizer “Ei, aqui não deve ser bom não, aqui é o inferno."
O mais marcante foi ver que havia, naquele mundo, tudo igual ao nosso: carros, ruas, cidades, pessoas... Mas as pessoas não tinham as faces definidas, parecia que seus rostos haviam sido queimados, eque haviam perdido o contorno preciso.
Quando deram conta de que não eramos do inferno, Otávio desapareceu (talvez para descobrir como comprar um terreno ali) e eu sai correndo, perseguido por um monte de demônios.
Eu não sentia medo ou pavor daquelas criaturas... Sentia medo, mas, misturado, um imenso dó.
Pena daquilo tudo.
Pena, muita pena.
Malabarismo foi pouco pra explicar como me safei.
Encontrei com Otávio negociando um terreno, puxei-o pelo braco: “Isso aqui é o Inferno!”
e por poderes miraculosos encontramos o carro que nos trouxera,
e que nos conduziu de volta, pra longe do inferno.
Bem, da proxima vez conto o sonho em que nós voltamos no passado e encontramos Mozart, no dia do lançamento de Dom Giovanni na cidade de Praga, e pedimos a ele para escrever um RAP para ser cantado pela Rihana e pelas vacas do sugar babes, no futuro remoto...
Boa noite.
Saturday, 17 May 2008
Lucas 11, 34/35. Port, Ingl. latim e grego, pra ver se eu aprendo.
35. Vê, pois, que a luz que está em ti não sejam trevas.
34. The light of thy body is thy eye. If thy eye be single, thy whole body will be lightsome: but if it be evil, thy body also will be darksome.
35. Take heed therefore, that the light which is in thee, be not darkness.
34. lucerna corporis tui est oculus tuus si oculus tuus fuerit simplex totum corpus tuum lucidum erit si autem nequam fuerit etiam corpus tuum tenebrosum erit
35. vide ergo ne lumen quod in te est tenebræ sint
34. o lucnoV tou swmatoV estin o ofqalmoV otan oun o ofqalmoV sou aplouV h kai olon to swma sou fwteinon estin epan de ponhroV h kai to swma sou skoteinon
35. skopei oun mh to fwV to en soi skotoV estin
(PS: Ju, tenho tentado deixar comment no seu blog, mas nao to conseguindo. Bjaum!!!)
Friday, 16 May 2008
Wednesday, 14 May 2008
Going home
Friday, 9 May 2008
Narizinho e narizao
Thursday, 8 May 2008
Beijo
Tuesday, 6 May 2008
waving
Agora, daqui ha pouco, estara na hora de formatar de novo esse HD: de volta ao Brasil, deixarei amigos amados aqui, gente que nao esquecerei nunca, e com os quais os ultimos 4 anos foram suavizados pela presenca, amizade e carinho. E voltarei para uma neutralidade acizentada de muitos conhecidos e poucos amigos no Brasil, os poucos que me mantiveram ligados.
Minha impaciencia com a ideia de ter de pegar um aviao, ter de fazer malas estah me torturando. A cada dia que passa, tomo mais odio por malas e aeroportos e avioes, acho-os o suprasumo da falta de qualidade, uma porcaria, em qualquer lugar na face da terra, em qualquer classe, economica, primeira, presidencial. Decidi despachar algumas coisas antes, e outras despachei no lixo, com uma alegria franciscana de nao acumular nenhum lixo pesado para carregar em penitencia no lombo, na volta pra casa.
Engracado, essa coisa de se despojar para viajar.
Jogar fora coisas que nao valem nada, papeizinhos, livros de gramatica, manuais de construcao de moinhos, revistas de arquitetura, coisas que perdem o valor mas que vc manteve durante 4 anos porque achou que poderiam valer um dia no futuro.
As essenciais ficaram lah num canto, bem leve, dentro do coracao.
Monday, 5 May 2008
Furyo, o nome da bobagem
Martyn veio me contar, e certamente fiquei feliz. Soh aqui mesmo para as coisas serem assim. Aproveitamos e ficamos browseando filmes antigos.
Parei nesse engodo: "Merry Christmas Mr. Lawrence"... Assisti esse filme ha uns 200 anos atras, mas nao me dei conta da grande merda pretenciosa que ele eh. Na epoca, me emocionei, acreditei piamente que David Bowie e Sakamoto eram atoures.... Assistindo agora, comecamos a rir demais das caras e bocas das duas bibas ensandecidas, numa guerra de cocos, cada uma mais colocada que a outra.
Ha tanta enganacao por esse amplo universo a fora....
Sunday, 4 May 2008
Fred Astaire homage
Friday, 2 May 2008
Saudade
... E a gente se pergunta: onde estah o misterio disso tudo?
E a resposta vem quando a gente despetala uma rosa, por exemplo: nao tem nada lah, soh petalas, tao simples...


