Friday, 19 October 2007

Rachadura em Herzog


Doris Salcedo, uma artista colombiana, acertou em cheio ao propor como "obra de arte" uma rachadura no piso do hall de recepcao daquela porcaria de museu Tate Modern, uma usina reformada por Herzog e De Meuron. Nada mais apropriado do que uma rachadura de 167 metros para chamar a atencao para a ruindade do espaco que foi criado ali, inerte, sem vida, poser e congelado. Certamente foi o pior espaco de museu que eu vi na Europa, um ar proletario-posh que so o mal-enjambramento do espirito endinheirado dos ingleses eh capaz de fazer: tudo eh confuso, pernostico, monotono, fora de eswcala e proporcao. Um maosuleu da arte. Essa ruindade nao se contem em si e vaza para o exterior do museu, um dos piores desenhos urbanos da Inglaterra, rodilhado de pracas mortas, frias e desertas. A rachadura poderia ser verdadeira, aumentar, e engolir de vez aquela porcaria dispendiosa.

Pracinha morta do lado de fora do pior espaco de museu do mundo: esterelidade endinheirada, falta de vitalidade e tedio mortal.

2 comments:

  1. querido, ando super-ocupado.
    só passei pra deixar um abraço.
    depois volto com calma.
    ;-)

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  2. Rapaz, eu conheço um de Meuron, suiço...uma coisa de lindo!
    Deve ser da mesma família, pois não?
    Ah, acabei de ouvir o Rádio relógio Roma Dewey!!!!!!!!!
    Looosho, poder e glória!
    Beijos beijos

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