Passei o dia na escola, estudantes comecando seus trabalhos, o sofrimento de alguns, e eu passeando among, tentando trazer algum animo. Me deu a impressao que meu ingles melhorou muito: qualquer palavra de alento, estimulo, animo, era per-fei-ta-mente entendida, como se eu estivesse soletrando.
Tirei partido daquilo, e falei como louco, falei e desfalei. E fui ouvido, ao menos num momento onde qualquer palavra de animo eh benvinda.
O resultado, ao final da tarde, foi um cansaco homerico, meu cerebro falando duas linguas, minha alma uma terceira, e meu coracao, como sempre, grunhindo alguma coisa que normalmente vou entender tarde demais.
Caiu, entao, uma tempestade de neve. E em cima de mim. Fui preparado, mas nem tanto. Um casaco pesado, mas pra primavera. E sai congelando o caminho de volta pra casa. Neve na cabeca dah dor de cabeca. Tempestade esquisitissima pra essa epoca do ano. Pior ainda: o ceu parcialmente azul e descendo uma neve impiedosa, agitada pelo vento frio. Lindissimo tudo, mas frio.
Meu cansaco foi tanto que ao chegar desmaiei, dormindo por uma hora, ainda de sapatos. Depois, abri os olhos, e ainda deitado fui me dando razoes pra continuar vivendo. Uma saudade fina como uma faca me cortou, a neve passando entre os dois pedacos, e meu calor indo embora, intermitente como a tal vela na chuva da Lady Diana.
Weird, voce eh muito weird....
Eu sei...
Tuesday, 20 March 2007
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frase de adesivo vagabundo para janela de carro barato: sou sim, e daí? (em geral, psicólogos e gays adoram essa aí). ou ainda: sou sim, mas quem não é? (essa, reservada apenas para carros de psicólogos e gays devidamente internados no raul).
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