Minha alma esta desajustada como um corpo com descontrole de seus hormonios.
Tudo por culpa da partida.
Minha alma tem me feito fazer coisas estupidas.
Por culpa dela, vou ao centro da cidade por puro impulso consumista, nao compro nada, e retorno a peh para casa, me gabando de ter economizado 1 pound do tram.
Por culpa dela, retorno a cidade determinado a gastar, e depois de horas pesquisando, compro um protetor para o ipod, de 16 pounds, e volto para casa me achando infinitamente pobre por ter gsto aquele dinheiro todo.
Por culpa dela, um oculos que custou 2 pounds (e nao valia nada)mas era o meu predileto, comprado em York, quebrou, e eu quase choro histericamente como que amargando a perda de um filho.
Por culpa dela, olho os meus pertences e sinto uma vontade louca de largar tudo pra tras, voltar de maos abanando, carregando soh minha carteira e o passaporte.
Por culpa dela, mais uma vez, sinto vontade de voltar sem dizer adeus pros amigos, para evitar as cenas melodramaticas e as frases que sempre me ocorrem dentro da cabeca nessas horas: "olha, eh a ultima vez que vc ve esse cara!"...
Estrangeiro e turistas sao fantasmas. Mas as almas dos estrangeiros, como a minha, padecem desse desajuste de valores, alienando todas as experiencias vividas antes da hora da partida.
Tuesday, 24 June 2008
Sunday, 22 June 2008
Droga
A moradora que salvou um dos rapazes no morro de ser morto por ser entregue pela policia a uma gang inimiga disse praquela lindeza de jornal:
“Que conivência é essa que homens fardados se unem a traficantes de outra favela?”, questiona. “Arrasaram com nosso coração, destroçaram a nossa alma, acabaram com a nossa dignidade, último respeito. Que brasileiros somos nós?”
E eu respondo: somos uns filhos da puta, dona. Todos, sem excessao. Eu, por nao fumar, mas ser conivente com amigos que fumam essa merda. E eles, por fumarem e olharem soh pro seus umbigos de merda centro do mundo.
Mas eu prometo aa senhora, dona, que quando algum viado desses acender um cigarro de maconha na minha frente, eu vou ser menos "bacana" e tolerante e vou protestar, por mais que me chamem de babaca. Babacas sao esses filhos da puta de classe media que alimentam essa industria de bosta, que nos faz todos cumplices. Desculpa, dona.
“Que conivência é essa que homens fardados se unem a traficantes de outra favela?”, questiona. “Arrasaram com nosso coração, destroçaram a nossa alma, acabaram com a nossa dignidade, último respeito. Que brasileiros somos nós?”
E eu respondo: somos uns filhos da puta, dona. Todos, sem excessao. Eu, por nao fumar, mas ser conivente com amigos que fumam essa merda. E eles, por fumarem e olharem soh pro seus umbigos de merda centro do mundo.
Mas eu prometo aa senhora, dona, que quando algum viado desses acender um cigarro de maconha na minha frente, eu vou ser menos "bacana" e tolerante e vou protestar, por mais que me chamem de babaca. Babacas sao esses filhos da puta de classe media que alimentam essa industria de bosta, que nos faz todos cumplices. Desculpa, dona.
Dancing
I am being the host to Maria's son, which I know since knee-high to a grasshopper. And I am just arriving from a such night in which I could've danced all night.
Friday, 20 June 2008
Bom fim de semana a todos. Em breve volto a escrever aqui. Vao ao blog de arquitetura pra ler como vao as coisas. Um beijo em todos.
Thursday, 12 June 2008
Mentira conveniente
Vixi (com um sotaque nordestino)! Eh agora que os "Estadzunidos" se ferraram: estao querendo fazer a chapa Obama-Gore, e acham que ela eh invencivel. Invencivel soh se for para os mulculmanos, chineses, russos, e todos os outros anti-americanos interessados na destruicao sistematica da cultura e economia dos "Estadzunidos".
Que os "Estadzunidos" tenham se desleixado com sua politica internacional, fazendo com que os americanos sejam antipatizados all over the world, eu culparia os seus sucessivos governos. Mas agora, com o tal Gore e as mentiras regulares acerca do aquecimento global (qual aquecimento? o ano de 2008 provavelmente sera o mais frio da decada) e a raiz muculmana do Hobama, os americanos podem se fritar de vez e atolar o pais numa lama soh.
Que nao respingue no Brasil.
Que os "Estadzunidos" tenham se desleixado com sua politica internacional, fazendo com que os americanos sejam antipatizados all over the world, eu culparia os seus sucessivos governos. Mas agora, com o tal Gore e as mentiras regulares acerca do aquecimento global (qual aquecimento? o ano de 2008 provavelmente sera o mais frio da decada) e a raiz muculmana do Hobama, os americanos podem se fritar de vez e atolar o pais numa lama soh.
Que nao respingue no Brasil.
Monday, 9 June 2008
If I ruled the world
Olas. Ignorem a imagem, mas, por favor, oucam a musica.
Tony Bebbet, 1970.
That's the way the things go here...
Tony Bebbet, 1970.
That's the way the things go here...
Sunday, 8 June 2008
Eh o que tem pra hoje
Eh velhinho mas tah valendo. Gwen Stefani. Ela nem eh uma cantora direito, sua voz eh pequena, mas eu gosto dela porque ela quebra a regra de que alguem com a aparencia dela ser sempre retardado. Bem, quebra um pouco. A musica me agrada especialmente porque sampleia "the lonely goatherd", cancao de "the sound of music", e apesar de a letra ser retardada, dizendo a respeito de como as garotas sao "mais bunitinhas" que os garotos, o visual do clip parece inspirado na real historia de Maria Brown *, que foi uma novica mais que rebelde, e para manter a familia unida e cantando mantinha em cativeiro as criancas Von Trapp.
Agora esse outro eh uma homenagem aos milhoes de brasileiros que acham que sabem falar ingles. Trata-se de uma cancaozinha folclorica irlandesa que conta a historia de um passarinho tentando se safar de um bando de gatos. A traducao fica por conta daqueles faladores de "ingreis"...
Passar bem.
*nota: repare como a serie televisiva A&E biografias, no youtube, soh apresenta biografia de criminosos, estripadores, serial killers, dentre eles, Maria Brown e Judy Garland....
Agora esse outro eh uma homenagem aos milhoes de brasileiros que acham que sabem falar ingles. Trata-se de uma cancaozinha folclorica irlandesa que conta a historia de um passarinho tentando se safar de um bando de gatos. A traducao fica por conta daqueles faladores de "ingreis"...
Passar bem.
*nota: repare como a serie televisiva A&E biografias, no youtube, soh apresenta biografia de criminosos, estripadores, serial killers, dentre eles, Maria Brown e Judy Garland....
Friday, 6 June 2008
Thursday, 5 June 2008
Wednesday, 4 June 2008
Blockbuster fuck off
"Agora, com sites como o YouTube surgindo como grandes espaços de divulgação de conteúdo – onde é possível publicar mais vídeos do que um ser humano comum é capaz de assistir ao longo de sua vida toda –, não há a necessidade de criar produtos que agradem a todos. É o fim, diz Anderson, da cultura que só dá valor ao “blockbuster”.
“Só somos parecidos na superfície”, afirma. “E, é em nossas diferenças que conseguimos encontrar algo que represente melhor nossa identidade.” Nos EUA, a realidade já corresponde à visão de Anderson. Empresas como a Amazon e a Rhapsody chegam a obter quase 45% de seu faturamento a partir da venda de itens que, pelo modelo pré-internet, não têm espaço nas prateleiras."
Blockbuster de cu eh rola.
“Só somos parecidos na superfície”, afirma. “E, é em nossas diferenças que conseguimos encontrar algo que represente melhor nossa identidade.” Nos EUA, a realidade já corresponde à visão de Anderson. Empresas como a Amazon e a Rhapsody chegam a obter quase 45% de seu faturamento a partir da venda de itens que, pelo modelo pré-internet, não têm espaço nas prateleiras."
Chris Anderson, analista de internet, o que nao eh muita coisa nao, mas soh de ir contra a mare, tah bom demais....
Blockbuster de cu eh rola.
Tuesday, 3 June 2008
Sintática e semânticamente louca
Hoje minha cabeça está misturando tudo, um cansaço que provavelmente é consequência de quatro anos com uma batata na boca para falar o meu inglês mirradinho. Sim, mirradinho, sou humilde, anos de cursinhos, professores picaretas e coleguinhas arrogantes, mais a falácia que é o fato de todo brasileiro falar um inglês macarrônico texano-mineiro pensando que fala mesmo inglês – somem esses ingredientes e terão assim a dimensão do meu trauma. Sim, eu não falo bem o inglês, mas conheço muito poucos brasileiros que o falam realmente bem. Eu estou, no máximo, alinhado com a arrogância nacional que gosta de desfilar soltando frases em pronúncia “genuína”. Comentaristas culturais, a maioria deveria ser expatriada, de tanto “inglês” que falam.
Aqui, ao longo de 4 anos, fui pondo abaixo alguns mitos estúpidos que nos contam, quando somos jovens acerca da língua inglesa. O primeiro é o mito de que “o inglês é fácil”. Cada vez que lembro de alguém dizendo isso, me ocorre o que eu pensava, em silêncio: “esse SEU inglês deve ser realmente fácil”.
Coisa nenhuma de fácil. Uma língua cuja pronúncia se estressa no tempo, cuja gramática é absolutamente fragmentada, e o pior: um vocabulário sem raiz no latim, para o pesadelo de todos falantes do português. Essa pronúncia se complica ainda mais, quando elementos de história a modificam, justificam, modelam. Uma língua que, contrária a lingua regrada que é o português, não segue regras lógicas, tanto na pronúncia quanto na gramática ou no significado de seu vocabulário. Louca, sintática e semânticamente louca.
Outro mito é o de dizer que o inglês é a língua mais falada no mundo, seja na acepção de um mundo comercial ou cultural, ou o que seja, ainda mais justificando: “o inglês tornou-se universal porquê é fácil.” Entretanto, se a Polônia dominasse o mercado historicamente como os países de lingua inglesa o fizeram, tenho certeza que no Brasil os adolescentes estariam hoje nos torturando com baladas cantadas em polonês.
Para aumentar meu complexo de inferioridade, vou lhes contar um pequeno caso. Há alguns anos, eu não tinha à mão o Skype e o MSN nem uma boa conexão tanto para bater papos quase diários em português. Num dia em que eu estava quase enlouquecendo de saudades do português, uma amiga me apresentou uma colega sua que estudava português. Meu sorriso de felicidade e encantamento por aquela menina quase me comprometeu, tão ávido eu estava para falar minha lingua e ser entendido. Ela também pareceu feliz, o nosso encontro era um encontro feliz. Logo nas primeiras palavras, a decepção caiu feito um véu sobre meu sorriso estúpido: o sotaque dela era o de Portugal. Sim, isso é estúpido, Deus sabe que eu amo Portugal, mas naquela hora eu queria o sotaque em português brasileiro. Foi assim que me dei conta de que norte americanos, australianos e outros falantes da lingua inglesa iriam se sentir da mesma forma se conversassem comigo e ouvissem o meu tímido inglês britânico. Por exemplo, a Ana, toda vez que eu e ela conversamos e meu amigo Peter está perto, sente esse drama. Ela vai “Pírer”... Eu, “Pítâr”...
Para piorar tudo, tenho o sotaque de yorkshire.
Coloquei essa mocinha linda porque ela tem um lindo northen accent. Uma pequena curiosidade: "what does he like for tea", aqui, significa "o que ele gosta de jantar". Tea eh jantar. Reparem que a menina, a medida em que relaxa, mais facilmente fala com o sotaque.
Aqui, ao longo de 4 anos, fui pondo abaixo alguns mitos estúpidos que nos contam, quando somos jovens acerca da língua inglesa. O primeiro é o mito de que “o inglês é fácil”. Cada vez que lembro de alguém dizendo isso, me ocorre o que eu pensava, em silêncio: “esse SEU inglês deve ser realmente fácil”.
Coisa nenhuma de fácil. Uma língua cuja pronúncia se estressa no tempo, cuja gramática é absolutamente fragmentada, e o pior: um vocabulário sem raiz no latim, para o pesadelo de todos falantes do português. Essa pronúncia se complica ainda mais, quando elementos de história a modificam, justificam, modelam. Uma língua que, contrária a lingua regrada que é o português, não segue regras lógicas, tanto na pronúncia quanto na gramática ou no significado de seu vocabulário. Louca, sintática e semânticamente louca.
Outro mito é o de dizer que o inglês é a língua mais falada no mundo, seja na acepção de um mundo comercial ou cultural, ou o que seja, ainda mais justificando: “o inglês tornou-se universal porquê é fácil.” Entretanto, se a Polônia dominasse o mercado historicamente como os países de lingua inglesa o fizeram, tenho certeza que no Brasil os adolescentes estariam hoje nos torturando com baladas cantadas em polonês.
Para aumentar meu complexo de inferioridade, vou lhes contar um pequeno caso. Há alguns anos, eu não tinha à mão o Skype e o MSN nem uma boa conexão tanto para bater papos quase diários em português. Num dia em que eu estava quase enlouquecendo de saudades do português, uma amiga me apresentou uma colega sua que estudava português. Meu sorriso de felicidade e encantamento por aquela menina quase me comprometeu, tão ávido eu estava para falar minha lingua e ser entendido. Ela também pareceu feliz, o nosso encontro era um encontro feliz. Logo nas primeiras palavras, a decepção caiu feito um véu sobre meu sorriso estúpido: o sotaque dela era o de Portugal. Sim, isso é estúpido, Deus sabe que eu amo Portugal, mas naquela hora eu queria o sotaque em português brasileiro. Foi assim que me dei conta de que norte americanos, australianos e outros falantes da lingua inglesa iriam se sentir da mesma forma se conversassem comigo e ouvissem o meu tímido inglês britânico. Por exemplo, a Ana, toda vez que eu e ela conversamos e meu amigo Peter está perto, sente esse drama. Ela vai “Pírer”... Eu, “Pítâr”...
Para piorar tudo, tenho o sotaque de yorkshire.
Coloquei essa mocinha linda porque ela tem um lindo northen accent. Uma pequena curiosidade: "what does he like for tea", aqui, significa "o que ele gosta de jantar". Tea eh jantar. Reparem que a menina, a medida em que relaxa, mais facilmente fala com o sotaque.
Monday, 2 June 2008
Bruno Borat
O humor britanico me agrada, ma non troppo. Agora, depois do horrivel reporter "Borat", que soh foi interessante na TV, o comediante Sacha Baron Cohen vem de "Bruno", reporter de uma gay tv austriaca, e ainda uma bicha pintosa e cheia de contemporaneidade, uma monette stylish muito parecida com gentes que nohs todos conhecemos. Mas, por isso mesmo, eh mais interessante:
Aqui ele inicia uma entrevista com um time de wrestling nas praias americanas:
E aqui tenta entrevistar Gisele Bundchen:
Para fazer graca, o nome do filme serah imenso, todo descritivo - um velho cliche na comedia. O ingles de Sacha, estilo batata quente na boca, parece com o meu, segundo alguns amigos por aqui.
Aqui ele inicia uma entrevista com um time de wrestling nas praias americanas:
E aqui tenta entrevistar Gisele Bundchen:
Para fazer graca, o nome do filme serah imenso, todo descritivo - um velho cliche na comedia. O ingles de Sacha, estilo batata quente na boca, parece com o meu, segundo alguns amigos por aqui.
"Viral" o meu pau.
A banda de rock Weezer teve a ideia de divulgar seu clip pela internet. E usando cenas conhecidas pelos internautas. O resultado eh interessante, faltaram os tipos brasileiros do youtube:
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